quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Entrevista Especial

É difícil encontrar com ídolos. Mais difícil é entrevistá-los. O entrevistado de hoje é um ídolo de muitos, mas odiado por tantos outros. É um ícone do jornalismo esportivo brasileiro. O nome dele? José Carlos do Amaral Kfouri. Se eu falar só isso poucos podem identificá-lo logo de cara. Se eu falar Juca Kfouri........

Juca é formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e já trabalhou nas mais prestigiadas empresas de comunicação do país, tais como Editora Abril (Placar e Playboy), SBT, Rede Globo, Tv Cultura, RedeTv e Lance!. Hoje ele é colunista da Folha de São Paulo e comentarista da ESPN Brasil, no Linha de Passe e, às vezes, no Bate-Bola e Sporstscenter. Tem também um programa de rádio na CBN, o CBN Esporte Clube de segunda à sexta das 20h às 21h. E tem o Blog de maior sucesso da internet brasileira, o Blog do Juca, cujo o endereço voces encontram aí ao lado, nos meus favoritos.

Recentemente foi lançado um livro sobre ele. "Juca Kfouri - O Militante da Notícia", escrito por Carlos Alencar. O livro conta desde o engajamento do jovem Juca (se filiou na ALN - Aliança Libertadora Nacional, onde adotou o codinome Bira, em homenagem a Ubiratan, seu ídolo do basquete) até as desavenças com personalidades do esporte (como Pelé) passando pela a entrada no jornalismo esportivo.

A entrevista aconteceu na CBN, em uma terça-feira de muito frio na capital paulistana. Confira.


Craque de Blog: Juca, voce se lembra da sua primeira ida ao estádio? Qual foi o jogo?

Juca Kfouri: Brasil 5, Argentina 1, em 1959, no Maracanã. Escrevi a respeito no livrinho "Meninos, eu vi". Fiquei admirado com a atuação de um ponta-direita da Argentina, o Nardielo que, descobri anos depois, simplesmente não jogou.

Craque de Blog: E, de todas as vezes que voce foi ao estádio, qual aquela que mais te marcou e por que?

JK: A decisão do título paulista de 1977, por motivos óbvios...

Craque de Blog: Você tem idéia de quantos estádios você já freqüentou ao redor do mundo? E, destes, qual te marcou mais?

JK: Bom, o que marcou mais emocionalmente foi o Sarriá, que está demolido, felizmente. Mas do ponto de vista da imponência, da arquitetura, é esse estádio novo lá de Munique (Allianz Arena), embora eu tenha achado ele muito frio. O Stade de France também é muito legal, lá em Saint Dennis, o estádio de Turim, o Delle Alpi, é muito interessante. São estádios todos que eu freqüentei atrás da seleção brasileira, nas copas todas que fui, 82, 86, 90, 94, 98 e 2006.

Craque de Blog: Juca, como fazer para manter uma boa relação com as fontes? Como saber em quem confiar?

JK: Cultivá-las com o devido distanciamento e não temer perdê-las quando a notícia for mais importante que elas. Em última análise, jornalista não tem amigos, que dirá fontes.

Craque de Blog: O povo brasileiro é apaixonado por futebol, mas isso não se reflete nos estádios. Por que?

JK: Primeiro eu acho o seguinte: A gente tem que por um pouco o pé no chão em relação à paixão do brasileiro pelo futebol. Eu tenho hoje quase convicção em te dizer que o inglês gosta mais de futebol do que o brasileiro, que o argentino gosta mais de futebol que o brasileiro, que o italiano gosta mais de futebol que o brasileiro. Essa coisa que nós somos o país do futebol, eu acho que nós somos o país do futebol mais bonito do mundo, não necessariamente o povo mais apaixonado por futebol. Todas as pesquisas que pega de torcida, você nota que o contingente de gente que não se interessa por futebol, é maior que a torcida do Flamengo, é maior que a torcida do Corinthians. Então acho que aí tem um pouco a explicação para isso. Mas acho que mais que isso, a explicação está nas péssimas condições oferecidas ao torcedor no Brasil. É tratar o torcedor feito gado! É aquilo que eu digo sempre, embora eu viva disso, seja apaixonado por futebol, e ache incomparável a emoção de estar no estádio e estar na poltrona, eu não me sinto em condição de estimular a pessoa a ir a campo. Eu conto sempre isso, eu tenho três filhos homens, um de 33, outro de 31 e um de 15. O de 33 e o de 31 iam comigo para o campo desde os 3, 4 anos de idade. Não entendiam nada, eles iam fazer piquenique, corriam para lá e para cá na arquibancada, compravam sorvete, voltavam imundos e iam comigo para o campo sem nenhum problema. O Felipe, que é meu filho adolescente, que tem 15 anos, não foi 20 vezes ao estádio na vida dele. E quando foi, foi ver Corinthians x Operário do Mato Grosso, sempre jogos de uma torcida só. E teve um episódio com ele, ele tinha uns 12 anos que é absolutamente exemplar. Jogariam Corinthians x Palmeiras no domingo, na segunda-feira ele falou para mim: “Vamos nesse jogo pai?”, e eu disse: “Vamos!”. Na sexta-feira ele virou para mim e falou: “O jogo vai passar no Pay-Per-View?”, eu falei: “vai, vai passar” e ele repondeu: “Então vamos ver no Pay-Per-View!”. E eu falei: “Mas porra Felipe, é muito mais legal ver no campo!”, E ele: “Vamos ver no Pay-Per-View”. Bom, mas por que? Você tem medo de ir ao campo?, “Sim”. É claro que esse medo no caso dele, é um pouco estimulado por uma coisa que o André e o Daniel viveram um pouco menos, que é o fato de eu ter me tornado uma pessoa notória. Então tem sempre torcedor que te provoca, que te xinga à distância, ô Filho da puta, corintiano. Tem um componente disso. Mas se não houvesse o risco da porrada, nas cercanias do estádio, coisa tal, acho que seria desagradável mas ele saberia que não acontece nada, o cara xinga quando está longe. Se pensar que um moleque de 12 anos, apaixonado por futebol, tenha medo de ir a campo, e é uma idade que você não tem medo de nada, dá a medida, entende?

Craque de Blog: Antigamente, o público nos estádios era maior. Quais os fatores desta queda?

JK: Bom, eu acho que tem uma que o futebol era uma das poucas formas de lazer que voce tinha na São Paulo, no Rio de Janeiro dos anos 50 e 60 e hoje tem uma baita concorrência dos Cinemark, dos não sei o que né. Mas eu acho que tem muito a ver e, isso de novo não é só achismo, é comprovado por pesquisas, qual é o principal fato que nego diz que o afasta do estádio? É o medo, a violência ta. Vem antes de fórmula do campeonato, evasão de craques para a Europa. O primeiro item é sempre medo. É curioso que você vê São Paulo e Chivas com 70 mil pessoas, e não vê São Paulo e Corinthians com 70 mil pessoas, porque principalmente em clássico o cara prefere não ir, pra evitar o confronto. Então eu volto a dizer, há uma concorrência da vida moderna, o futebol tem concorrentes hoje que não tinha há 40 anos atrás. No entanto, eu acredito que, se nós tivéssemos hoje no Brasil a situação que passou a viver a Inglaterra nos anos 90, no começo da década de 90, teria mais público no estádio do que você tem.

Craque de Blog: Como fazer para prevenir que ocorram incidentes nos estádios, como os de domingo no Gre-Nal?

JK: Para mim esta muito claro: é vontade de fazer. Você tem legislação que te permite fazer e não faz porque até hoje não caiu a ficha nas autoridades de que isso pode ser inclusive um baita elemento eleitoral. Imagina um presidente da república que diga na sua plataforma que quer terminar o mandato e que o torcedor comum tenha voltado ao estádio, como eu fui ao estádio quando eu era moleque, e faça isso. Na Inglaterra era muito pior do que aqui, você sabe disso. Olha o que eles foram fazer em Bruxelas caralho. (nota do Craque de Blog: Final da Copa dos Campeões da Europa, no dia 29 de Maio de 1985 entre Juventus x Liverpool. Uma hora antes da partida começar os hooligans ingleses foram para cima da parte destinada para a torcida da Juventus, que teve de recuar. Nisso os italianos ficaram esprimidos com um muro e o muro desabou em cima deles, matando 39 pessoas (32 italianos, 4 belgas, 2 franceses e um irlandês). O jogo foi 1 x 0 para a Juventus, que se sagrou campeã. Esse desastre é conhecido como a hora mais negra nas competições européias. Como resultado o Liverpool foi banido por 6 anos das competições européias e os outros times ingleses por 5 anos) E os caras tiveram peito. E o que é. É uma legislação forte, um apoio de inteligência, preventivo. A Inglaterra chegou em um momento que, cada estação de metrô, tinha 5 policiais. Para evitar a presença dos caras, a autoridade está aqui, é melhor a gente não se meter a besta. É ter punição. Aquele que pisar fora, ta perdido. Esse vai em cana, fica proibido de ir ao estádio, tem que se apresentar aos domingos, entendeu? Agora, isso dá para fazer, mas o que a gente vê aqui: As autoridades, a cada crise, aparecem 15 minutos. E os cartolas, como não estão minimamente preocupados com o nosso futebol, na verdade, estão preocupados com os próprios bolsos e apenas isso. E são burros, eu digo sempre isso, são ladrões de galinha. São conluiados com os cambistas, tudo isso que você está cansado de ver. Você pega um clube organizado como o São Paulo e num jogo do São Paulo com a Ferroviária, que não existe mais praticamente, pega São Paulo e Guarani, no Morumbi, e você tem dificuldade para comprar ingresso. E vão 4 mil pessoas e tem fila de meia-hora. É o destrato absoluto. Agora na Europa, você compra ingresso no supermercado, nas grandes lojas de departamento. Outro dia eu fui ver com a minha mulher um Real Madrid e não sei quem e, na última hora me deu vontade de ir ao jogo. Falei para ela: “Quer ir?” Lá você vai ao jogo como se vai a uma peça de teatro. Era um sábado às 10:00 da noite o jogo. Fomos ao Corte Inglês, que é uma grande loja de departamentos na Espanha inteira, compramos dois ingressos e fomos para o estádio. Chegamos 40 minutos antes, brasileiro né. E o que aconteceu, estádio vazio. 10 minutos antes Thiago, tinha 70 mil pessoas no estádio. Um puta frio, aquecimento entre os degraus da arquibancada, que a gente tem que tirar o capote. Porra. É claro que você vai dizer peraí, é a Europa. Não precisamos chegar a esse ponto, até porque não precisamos de aquecimento no estádio, talvez em Porto Alegre, 4 meses por ano. Mas nós tínhamos condições de organizar minimamente dentro das condições brasileiras e não se faz!

Craque de Blog: Em 2003 a média de público do campeonato brasileiro foi de 10.342 e a média de gols de 2, 89. Em 2004 as medias de público e de gols caíram para, respectivamente, 8.085 e 2,78. Em 2005 a média de público foi de 13.539 e a de gols foi de 3,13. É possível fazer um paralelo entre a média de gols e a média de público?

JK: Acho que não necessariamente. O que tem aí é que o torcedor ta aprendendo a conviver com o campeonato de pontos corridos, ta caindo a ficha de que de fato todo o jogo vale, acho que esse ano ainda vamos ter uma média um pouquinho maior. Nunca se esqueça nessas médias, e isso aí é histórico né, 2005 o Corinthians foi campeão, isso leva a média para cima, porque a torcida do Corinthians faz isso, como a do Flamengo. Você pega as duas maiores médias da história do campeonato brasileiro, são do Flamengo 82 e 87. 22 mil e 20 mil né. É, então tem a ver com isso, ao passo que nos outros anos o Flamengo esteve muito mal e Corinthians chegou a fazer uma final com o Santos e perdeu em 2002. Mas eu acho que, há uma gradativa evolução na média, que tem a ver muito mais com o aculturamento em relação à fórmula de pontos corridos. Mas é claro que, se a qualidade do espetáculo fosse melhor, e isso se traduz em gols, tudo bem. Agora fica aquela coisa do ovo e da galinha, ou do Tostines. Tostines vende mais por que é fresquinho, ou é fresquinho por que vende mais? Nós vendemos jogador por que o estádios estão vazios, ou os estádios estão vazios por que nós vendemos jogador? Essa é uma equação para mim óbvia, que o cartola não está preocupado em resolver. Você pega o caso do Santos, cai dois raios no mesmo estádio em um espaço de 40 anos, e os caras me vendem! O cara que era, no mundo globalizado, o cara para levar o Santos de novo, próximo ao Santos de Pelé, e desfaz aquele time em um ano!

Craque de Blog: Até que ponto a atual forma de disputa do campeonato brasileiro (pontos corridos), ajuda ou prejudica a ida do público aos estádios?

JK: A atual forma de disputa do campeonato brasileiro, está influenciando a subida da média de público, e tende a melhorar.

Craque de Blog: Por que na Libertadores os estádios estão quase sempre cheios e no brasileirão não?

JK: Essencialmente porque é um jogo que não embute nenhum risco. O cara sabe que vai ter no máximo 1.500 argentinos, 800 mexicanos. Blog interrompendo: Mas em um jogo São Paulo e Fortaleza, também não vai ter muita torcida do Fortaleza, mas mesmo assim não lota o estádio! Juca: É verdade, mas aí tem a importância dos dois campeonatos né, e tem é claro, a questão do mata-mata. Aquele jogo é decisivo, se perder cai fora, tenho que ir prestigiar meu time.

Craque de Blog: A maior parte do dinheiro do país está concentrado nas regiões sul/sudeste. Mas há anos vemos os times da região norte/nordeste lotando os seus estádios enquanto paulistas, cariocas, mineiros e gaúchos não. Por que?

JK: Eu acho que, primeiro o nordestino gosta mais de futebol do que as outras partes do Brasil. Acho também que no Nordeste tem menos influência a concorrência que o futebol tem no Sul maravilha. Os ingressos, em média, são mais baratos também. Acho que isso tudo tem uma influência direta. Agora, eu te diria o seguinte: De certa forma, de certa forma, não é uma coisa absoluta, mas no Nordeste, vive-se em relação ao futebol ainda, um clima parecido com o que se vivia aqui com relação nos tais anos de ouro, em presença de público, entende? O futebol era a grande a diversão. E você veja, que é curioso você observar, mas você tem muitos menos casso de violência no Pará, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará, do que você tem no Rio, em São Paulo, em Minas, no Rio Grande do Sul.

Craque de Blog: A melhor média de público registrada em campeonatos brasileiros foi de 22.953, no campeonato de 1983. É possível alcançar esse número de novo? E quais as medidas a serem tomadas para que isso aconteça?

JK: Thiago, eu acho que é possível, mas é aquilo que eu te disse, eu sou obcecado por isso, eu toda a semana publico a média da rodada. Eu não vejo razão nenhuma para a gente não ter uma média de 30 mil, os estádios cabem. Mas é aquela história, eu remo contra. Eu hoje, quando eu posso, levanto a bola, não leve seu filho ao campo. E acho que as pessoas responsáveis têm que fazer isso. Qual é o meu temor hoje? É que esse idiotas que não se dão conta que estão matando a galinha dos ovos de ouro é o seguinte: eu aprendi a ir ao estádio de futebol, levado pela mão do meu pai. E eu fiz isso com dois dos meus filhos, que provavelmente farão com os filhos deles. O Felipe não vai fazer isso com o filho dele. Porque o Felipe foi muito pouco a futebol comigo. O Felipe é meu companheiro de futebol no sofá. Blog interrompendo: e isso vai fazer a média cair a longo prazo! Juca: É claro! Leia um livro fantástico do Nick Hornby, Febre de Bola. Já leu? Blog: Já vi o filme. Juca: Bom, você viu o filme. Você saca que ali, o que tem ali, como é que uma relação difícil entre pai e filho, se resolvia legal aonde, no campo de futebol do time dos dois entende? Tem um vínculo afetivo aí de pai para o filho e o futebol, que é do cacete. E isso está se perdendo. Você está criando o torcedor de poltrona. Às vezes, o grande relacionamento deles é ir ao futebol. No domingo, o pai pega o carro, ou o ônibus põe o moleque dentro e vai para o campo de futebol. E aí é a tua tarde com o teu pai.


Craque de Blog: E quais as medidas necessárias a serem tomadas para que nós tenhamos tudo isso?

JK: Acho que é ter a gestão profissional do futebol. É o presidente do Corinthians ser o presidente de uma multinacional. É o presidente do Flamengo, com essa marca na mão, ter a cabeça do presidente da General Motors. E não esses malucos que dirigem o nosso futebol.

Craque de Blog: Se voce pudesse escolher 11 jogadores para formar uma equipe dos sonhos, quem voce escalaria?

JK: Banks, Carlos Alberto, Baresi, Figueroa, e Nilton Santos; Falcão, Beckembauer e Didi; Garrincha, Maradona e Pelé

Craque de Blog: Voce é certamente uma das pessoas que mais faz orelhas de livros. Como voce atingiu esse status?

JK: Sei lá, Pergunte aos malucos que pediram. Devo ter fama de orelhudo...

Craque de Blog: Por falar em livros, cite os três melhores que voce já leu?

JK: Grande Sertão Veredas (Guimarães Rosa), Memórias do Cárcere (Graciliano Ramos) e o Crime do Padre Amaro (Eça de Queiroz), para ficar só nos em português. Tal e qual o time dos sonhos, essa é uma pergunta, na verdade, irrespondível.

Craque de Blog: Voce já jogou e gosta muito de basquete. Como vê o atual momento do basquete brasileiro? Concorda com a afirmação que o Brasil no basquete é hoje como o Uruguai no futebol, já foi bicampeão, mas parou no tempo e hoje é do segundo ou terceiro escalão do basquete?

JK: Sem dúvida. Nosso basquete perdeu a mão

Craque de Blog: Para fechar, o Corinthians escapa do rebaixamento? O Leão será capaz de tirar o time da degola?

JK: Temo que não, nos dois casos.

Lanús 4 x 2 Corinthians

O Corinthians foi para a Argentina precisando de uma vitória simples ou de um empate com gols. Coisa difícil para um time que, nos últimos 8 jogos em território hermano, havia perdido 7 e empatado 1. A última vitória corinthiana na Argentina foi em 1999. Um 3 x 0 sobre o Vélez Sarsfield, pela extinta Copa Mercosul.

Mas parece que na noite desta quarta-feira tudo seria diferente. Logo aos 2 minutos, Nádson aproveitou belo cruzamento de César e fez 1 x 0. O Corinthians tinha então, dois resultados favoráveis, o 1 x 0 e na pior das hipóteses, o 1 x 1. Aos 8 minutos, Rafael Moura cabeceou certo, mas a bola saiu. Parecia que a maldição castelhana enfim teria um final.

Ledo engano. Em dois minutos a limitada, mas muito disciplinada equipe do Lanús, que fez 5 jogos em casa pelo campeonato argentino e perdeu 4, virou o jogo. Aos 15, após jogada ensaiada e uma confusão na defesa corinthiana, Romero, em posição irregular, empatou. Um minuto depois, Velázquez recebeu um bom passe na esquerda, livrou-se de Nádson e virou o jogo. Pronto, foi acesso o estopim da bomba corinthiana.

Carlos Alberto, que estava mais preocupada em simular faltas do que jogar futebol, não deu ouvidos a Leão quando o técnico foi lhe dar uma instrução. O técnico não gostou e trocou o meia por Renato. O que se viu após a substituição foi uma cena de bate-boca captada pela Rede Globo. Dificilmente o meia voltará a jogar pelo Corinthians com Leão lá.

O Lanús, que não tinha nada a ver com a história, continuou a jogar. E a marcar. Em um contra-ataque rápido, Biglieri desceu pela direita e chutou. Marcelo defendeu parcialmente, a bola ficou com Aguirre que teve de chutar duas vezes para marcar.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com Eduardo Ratinho e César quase como pontas. Isso para explorar a deficiência do Lanús nas bolas aéreas. Aos 11 a pressão surtiu efeito: Roger bateu falta da esquerda e Marinho descontou.

Agora o Corinthians estava a um gol da classificação. Mas, estranhamente, o time não explorou mais as bolas na área do Lanús. O time dominava o jogo mas não chegava. Aí veio o lance capital. Aos 30, Magrão Resolveu brincar com fogo. Fez uma embaixadinha para levantar a bola e virar o jogo para a lateral. Mas o volante perdeu a bola. Até aí tudo bem, se ele não estivesse na frente da área corinthiana. Archubi aproveitou o vacilo e marcou o quarto, selando a classificação do Lanús.

Agora o Corinthians volta a campo no domingo, às 16 horas, contra o Flamengo, no Maracanã, precisando extremamente da vitória para sair da zona de rebaixamento.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Desculpem a asusência. Devido à Salonpas Cup, não tive muito tempo de vir aqui. Salonpas que teve o Rexona como campeão. Na final o time carioca bateu o Finasa Osasco por 3 sets a 0. Agora a equipe terá que quebrar um tabu, o time que ganha a Salonpas não ganha a Superliga.

Voltando ao futebol. O São Paulo fez o que o líder tem que fazer quando pega uma equipe na posição do Fluminense: venceu. Mas o que me desapontou foi o fato do Muricy segurar o resultado cedo demais. O time poderia muito bem continuar a atacar e marcar mais gols. Mas, mesmo assim, o Tricolor se viu em uma posição ainda mais confortável, já que a sua vantagem, que era de 5 pontos, foi ampliada para 7, com a vitória do Santos sobre o Grêmio.

O jogo foi bom e a vitória do Santos foi justa e poderia ter sido maior. O Grêmio se contentou em defender e só teve duas chances de gol.

Agora faltam 10 rodadas e o São Paulo tem 7 pontos de vantagem para o segundo colocado. E o time também será o recordista de rodadas seguidas na liderança. Daqui a duas rodadas, completará 19 seguidas, ou três meses, como líder do brasileirão. Na história do brasileiro por pontos corridos, quem abre 7 pontos de vantagem não perde o título. É possível que o São Paulo perca o título? Sim, mas não é provável.

Faltando 10 jogos, o time jogará 5 vezes em casa (Juventude, Ponte Preta, Botafogo, Atlético/Pr e Cruzeiro) e 5 Fora (Grêmio, Figueirense, Santos, Goiás e Paraná, este o último jogo do campeonato). Todos os jogos que o time fará fora de São Paulo, será com times que estão brigando pelo título, ou por vaga na Libertadores/Sulamericana, ou seja, todos jogos difíceis. Mas o time é o pior visitante que um anfitrião pode ter. Até agora jogou 14 vezes fora de casa. Ganhou 5 e empatou 6, somando 21 pontos fora de casa. É o melhor em pontos ganhos fora de casa ao lado do Internacional ( os gaúchos venceram 6 jogos, empataram 3 e perderam 5). Em casa o São Paulo também é o melhor, também ao lado de um gaúcho, desta vez o Grêmio, e o Santos. Os três times jogaram 14 vezes em casa. Ganharam 11, empataram 2 e perderam 1. Projeto que o time fará 20 pontos nesses 10 jogos.
Por isso o time é o favorito para ser o campeão. Mas favorito não é sinônimo de campeão!

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Santos

Nos próximos 10 jogos o Santos pega em casa Figueirense, São Caetano, São Paulo, Paraná e Santa Cruz (último jogo). E fora joga com Botafogo, Juventude, Internacional, Cruzeiro e Vasco. É de se imaginar que, dos jogos fora, três serão mais fáceis. Botafogo lutando para não cair, Inter com a cabeça no Mundial e Vasco, que não joga bem em casa. Juventude e Cruzeiro jogarão por vaga na Sulamericana. Pega em casa Figueirense, São Caetano, São Paulo, Paraná e Santa Cruz. Figueirense e Paraná brigam pela Libertadores. São Paulo pelo título, São Caetano para não cair e Santa Cruz já deverá ter caído quando pegar o Santos. Para ser campeão, o Peixe precisa aumentar a sua produtividade fora de casa. Foram 14 jogos com 3 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Pode dar adeus ao campeonato já na próxima rodada, pois joga fora de casa (Botafogo) enquanto o São Paulo joga em casa. Acho que faz 21 pontos nos últimos 10 jogos. Com esses prognósticos, o São Paulo continua campeão.

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Grêmio

O Grêmio tem o mesmo problema do Santos, os jogos fora de casa. Venceu 3, empatou 4 e perdeu 7 jogos fora do Olímpico. Nos próximos 10 jogos pega São Caetano, Fluminense, Juventude, Atlético/PR e Fortaleza (último jogo) fora de casa. Destes, São Caetano e Fluminense brigam para não cair e Atlético e Juventude brigam pela Sulamericana. Quando pegar o Fortaleza, o time cearense já deverá ter caído. Pega em casa São paulo, Figueirense, Internacional, Santa Cruz e Flamengo. Dos jogos em casa, os mais dificeis serão contra o São Paulo e contra o Inter. A conquista do título passa também pelo aumento de produtividade fora do Olímpico. Acho que faz 24 pontos. Com esses prognósticos, o São Paulo continua campeão.

E voce, o que acha?

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Salonpas Cup

Post direto do Ginásio do Ibirapuera. Aqui acontece a Salonpas Cup, evento preparatório para a Superliga de vôlei feminino.

Acabou agora o jogo entre Cimed/Macaé, do Rio de Janeiro e Hisamitsu, do Japão. Vitória Brasileira por 3 x 0 com parciais de 25/18, 25/21 e 25/16. O Cimed é o líder da competição. Não perdeu nenhum set até agora. Quem vence a Salonpas, se credencia para a Superliga, mas parece que não dá sorte. Nos últimos 3 anos, quem venceu a competição, não ganhou a Superliga. A conferir.

Agora vai começar o jogo entre o Finasa/Osasco e as alemãs do Schweriner. Volto depois, se der com alguma sonora.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Hino da Liga dos Campões

Para quem não se contenta em só ouvir o hino, aqui está a letra:

Ceux sont les meilleurs equipes
Sie sind die allerbesten Mannschaften
The main event

Die Meister, Die Besten, Les Grandes Equipes, The Champions

Une grande reunion
Eine grosse sportliche Veranstaltung
The main event

Ils sont les meilleurs
Sie sind die besten
These are the champions

Die Meister, Die Besten, Les Grandes Equipes, The Champions
Die Meister, Die Besten, Les Grandes Equipes, The Champions

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Balanço da Liga dos Campeões

Nada melhor do que ler um balanço da segunda rodada da Liga dos Campeões ouvindo o hino da competição. Por isso ele está aqui:

Hino da Liga dos Campeões

Vamos ao balanço da segunda rodada:

O Real, mesmo aplicando aquela goleada, não foi tão bem como o resultado se faz imaginar. O time passou sufoco em boa parte do primeiro tempo mesmo com a vantagem. O time merengue conseguiu sofrer com os contra-ataques dos ucranianos. Se o Dínamo tivesse um meia um pouco melhor, o placar poderia ser bem diferente. Capello ainda tem muito a fazer nesse time.

Côrrea, quem diria, foi o melhor brasileiro em campo. Roberto Carlos foi bem. Emerson foi discreto. Assim como Diogo Rincón. Ronaldo e Robinho mostraram que precisam de ritmo de jogo. O melhor do jogo foi o Reyes, e olha que ele só jogou meio tempo. Saiu contundido no intervalo. Diarra, Guti e Nistelrooy (pelos gols) merecem menções honrosas. O 5 x1 foi enganoso, o Dínamo poderia ter marcado mais gols.

Lille e Milan foi um jogo fraco. Kaká teve dois lampejos no jogo. Mas falta muito para ser o Kaká. O placar (0 x 0) foi justo pelo que as equipes apresentaram. O goleiro do Lille, o senegalês Sylva foi um dos destaques. Dida também foi bem. Cafu foi regular, como na maioria das vezes.

O Arsenal ganhou. O Porto, mesmo com a sua legião brasileira, não foi bem.Henry marcou no novo Emirates Stadium. Gilberto Silva, para variar, foi bem. O placar ainda poderia ser maior que o 2 x0. Hélton foi bem. Anderson foi regular (foi substituído por Adriano). Pode render muito mais. Pepe cometeu um pênalti infantil em Fabregas que o juiz não deu. Fabregas também se destacou. Júlio Baptista ficou no banco.

O melhor jogo da terça foi o do Lyon. Ainda é cedo para dizer, mas o Lyon vem com tudo para conquistar a Liga. O time tem uma base formada há 5 anos com Coupet, Caçapa, Juninho. E está doido pela Liga que bateu na trave nas duas últimas temporadas. Fred marcou mais um. Juninho, para variar, jogou demais. O 3 x 0 no Steua fora de casa foi ótimo. Agora a equipe tem 2 vitórias em 2 jogos. 5 gols marcados e nenhum sofrido. É um dos favoritos!

O Benfica perdeu em casa para o Machester. Cristiano Ronaldo foi bem. Saha marcou o único gol do jogo. Ele vem me surpreendendo cada vez mais. Eu o acahava até pouco tempo atrás um jogador limitado. Ele está provando o contrário. Luisão e Anderson foram bem. Léo foi razoável.

Na vitória do CSKA, Vagner Love foi bem. Se movimentou bastante. O melhor do jogo foi o croata Olic, companheiro de ataque do Love. Dudu Cearense fez o único gol do jogo, após escanteio cobrado por Daniel Carvalho.

Dos jogos de hoje, só pude acompanhar o empate entre Werder e Barcelona, uns pedaços de Inter e Bayern e o Chelsea contra o Levski.

Da derrota dos Neroazzuri, destaco um lance. Ou melhor, um crime. Materazzi, que muitos só foram conhecer após o destaque que ele teve na Copa do Mundo (gol contra os tchecos e franceses e a cabeçada) aprontou mais uma das suas. Antes de ficar "conhecido" no mundo, Materazzi já prontava na Itália. Shevchenko o conhece bem. Hoje foi a vez de Lúcio o conhecer. O brasileiro arrancou do campo de defesa com a bola dominada e, na hora de passar pelo italiano, sofreu uma entrada criminosa, com os dois pés no tornozelo do brasileiro. E o juiz inglês Stefen Bennet só deu amarelo. Uma vergonha. E pouco depois ele expulsou o Ibrahimovic em um lance de solada. Total falta de critério.

No empate entre Werder Bremen e Barcelona não teve um destaque. O Bremen começou pressionando demais, principalmente o lado direito da defesa espanhola que, inexplicavelmente contava com Oleguer no lugar de Zambrotta. Aos poucos o Barcelona foi ditando o ritmo de jogo, com as suas já costumeiras tabelas rápidas entre Eto'o, Ronaldinho, Giuly, Deco e todos os outros.

O Barcelona passou a assustar, primeiro com Ronaldinho, depois com Eto'o. No segundo tempo, Puyol marcou contra. É incrível como o Barça não sabe ficar atrás. O time, quando está atrás, afnila demais o jogo. Mas mesmo assim, ainda é um senhor time. Tanto que, no final do jogo, quando a vitória do Bremen parecia iminente, em uma tabela rápida pelo meio, diga-se de passagem, saiu o gol. Deco pôs Messi na cara do gol que não perdoou. 1 x 1. O Barcelona hoje em dia sobra no futebol mundial. Quem para Ronaldinho e sua trupe? O Chelsea? O Milan? O Internacional? Veremos.

No jogo do Chelsea, Drogba foi o grande destaque. O atacante marcou 3 gols. Aliás, como ele cresceu de produçao após a chegada de Shevchenko. Drogba, que se caracterizava por fazer bastante gols mas também por perdê-los em profusão, por enquanto só está marcando. O segundo gol dele ontem foi um belo gol. O gol contra o Liverpool foi um golaço. Shevchenko ainda não encontrou o futebol do Milan. Ballack, para minha surpresa, está se destacando. Pensei que o Lampard iria ofuscá-lo, até porque o Lampard, na minha opinião, é melhor que o Ballack. Mas o alemão vem se destacando no meio-campo do Chelsea.

Chelsea, Barcelona e Lyon são, até agora, os favoritos para ganharem a Liga.

Ah, nem preciso falar qual foi o gol da rodada né. O grandalhão Peter Crouch fez um golaço na vitória por 3 x 2 sobre o Galatasaray. A jogada toda foi bonita, o drible da vaca do Finnan, o cruzamento e o voleio, de primeira. Golaço.


Todos os resultados da segunda rodada:

Terça- feira
Steaua 0-3 Lyon

Real Madrid 5-1 Dínamo de Kiev

Benfica 0-1 Man. United

Celtic 1-0 Copenhague

CSKA Moscou 1-0 Hamburgo

Arsenal 2-0 Porto

AEK 1-1 Anderlecht

Lille 0-0 Milan

Quarta- feira
Bremen 1-1 Barcelona

Levski 1-3 Chelsea

Spartak Moscou 1-1 Sporting

Internazionale 0-2 Bayern

Liverpool 3-2 Galatasaray

Bordeaux 0-1 PSV

Shakhtar 2-2 Olympiacos

Valencia 2-1 Roma

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Sorte?

É incrível como, mesmo jogando mal e perdendo, o São Paulo não vê a distância dos rivais para ele diminuir. Sempre quando o time tropeça, o rival que está mais perto tropeça também. Às vezes a distancia até é encurtada, mas pelo terceiro ou quarto colocado, mas não pelo segundo colocado, o mais próximo. Já foi assim com o Santos, com o Inter, com o Paraná e agora chegou a vez do Grêmio. Incrível.

O São Paulo agora enfrenta o Atlético Paranaense na Baixada e depois pega o Vasco no Morumbi. Semana difícil mas, para quem quer ser campeão, tem que conseguir no mínimo 4 pontos. Lembrando que o São Paulo pega o Santos, o Grêmio, o Paraná e o Figueirense, nada menos do que 4 dos melhores times do campeonato, fora de casa.

Ontem o time não jogou tão mal assim, foi melhor em vários momentos da partida até. Mas não matou o jogo quando teve a chance, por isso perdeu.

Tudo bem, o resultado poderia ter sido outro. Para mim, o Cleber Wellington Abade se equivocou ao dar o pênalti em Marcinho e ao não dar um pênalti em Júnior, quando o São Paulo já estava com um a menos. Mas, se eu fiquei em dúvida e precisei do replay para ter certeza nos lances, devo isentá-lo do erro.

Ao São Paulo falta nesse momento um finalizador. Quem diria que a exigente torcida são paulina sentiria falta de Aloísio, vaiado injustamente muitas vezes no Morumbi. Mas ele faz muita falta. O São Paulo não tem mais um atacante que faz gol. Thiago joga muito pelos lados. Leandro também. E o Leandro ainda recua bastante. Ainda mais agora que o Muricy "mudou" o esquema, adotando o 4-4-2. Isso deixa o Thiago muito isolado no ataque.

Aqui ouvimos Muricy Ramalho explicando o porque da derrota Tricolor. Muricy fala também sobre o ataque do São Paulo (esse problema dos jogadores atuarem muito pelos lados) e sobre a contratação do jovem Edgar.

Muricy Ramalho

No Palmeiras, Marcelo Vilar não tirou nenhum coelho da cartola. O time até começou melhor que o São Paulo, mas aos poucos o São Paulo se impôs devido à sua melhor qualidade técnica. O São Paulo foi melhor até quando estava com 10 jogadores. Era o time que atacava o Palmeiras, surpreendentemente. E cedeu os contra-ataques ao rival que, como não é bobo, aproveitou.

Aqui o técnico palmeirense Marcelo Vilar fala nos vestiários.

Marcelo Vilar

O que não pode ancontecer é, depois dessa vitória sobre o São Paulo, a diretoria palmeirense efetivar o Marcelo Vilar como técnico. O Craque de Blog falou ontem com Nelsinho Baptista, o nome preferido pelo diretor José Cyrillo Júnior, que é o possível substituto do Palaia. Nelsinho disse que não havia sido procurado e que não queria dar entrevistas. Penso eu que para não atrapalhar futuras negociações.

Aqui ouvimos o trapalhão Palaia nos vestiários em Presidente Prudente falando sobre a vitória e dando uma alfinetada em Tite.

Palaia

E aqui o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Affonso DellaMonica fala sobre a permanência do diretor de futebol Salvador Hugo Palaia.

DellaMonica

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Como eu havia dito no post "Rodada Quente", não demorou para o Grêmio cair. Lá eu disse que, em no máximo quatro rodadas o time perderia esse ímpeto. Tudo bem, não é uma queda vertiginosa, de várias rodadas, foi só uma derrota, mas que derrota hein? 4 x 0 para o Goiás, lutando para sair da zona de rebaixamento.

O time foi totalmente o oposto dos últimos dois jogos. Só os placares se repetiram, só que agora foi contra. Contra a Ponte o time foi avassalador, naõ deixou a Macaca respirar. Contra o Botafogo, outro 4 x 0, mas sem todo esse ímpeto. O Grêmio até poderia ter empatado. Quando o jogo estava 1 x 0, o Fogão foi para cima tentando o empate e, no contra-ataque, sofreu o segundo. Logo após o gol, Júnior Cesar e Alê foram expulsos, deixando o caminho livre para a goleda. Ontem o Grêmio sofru do seu veneno. Foi o Goiás que que estava avassalador. O Grêmio sofreu com a (falta de) criatividade. E toda vez que o time perdia a bola, o Goiás saia com extrema velocidade, principalmente com Jadílson e Vítor. Aliás, o Goiás é um time que não merece estar aonde está. Me arrisco a dizer que, se o Geninho não tivesse saído para o Corinthians, o time estaria lá em cima, brigando pela Libertadores.

E que gol fez o Sousa. Golaço.

O Grêmio enfrenta agora o Palmeiras, no dia 04/10, no Olímpico. Jogo importante para as duas equipes. Para o Grêmio porque, é muito provável que, o São Paulo perca pontos no sábado, contra o Atlético Paranaense, na KyoceraArena. Para o Palmeiras, a vitória consolidaria uma nova arrancada para longe da zona de rebaixamento. O que é imprescindível nesse momento.

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Vasco e Botafogo foi sofrível. Lima, que havia feito três boas partidas pelo Botafogo, parece pesado demais. O Vasco bem, o Vasco só joga bem fora de casa, quando se fecha e sai em velocidade nos contra-ataques. Perigo para o São Paulo, que após enfrentar o Atlético Paranaense, pega o Vasco no Morumbi.

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E a Copa Davis? O Brasil foi eliminado pela Suécia e passará mais um ano fora da divisão de elite do tênis mundial. Enquanto isso na Argentina.....

sábado, 23 de setembro de 2006

Bi da segundona?

Tite caiu. Ou melhor, fez o que qualquer profissional faria depois de ser humilhado daquela forma, pediu demissão. Com essa nova crise, acho que o time sela seu destino rumo à disputa do Bi da Série B no ano que vem.

Marcelo Vilar (re)assume o Palmeiras. O técnico do Palmeiras B já comandou a equipe em 5 jogos nesse ano. Foram 2 empates e 3 derrotas. Não é o nome para o Palmeiras.

Conseguimos falar com Salvador Hugo Palaia na Rádio Tupi AM, ele falou que foi mal interpretado e que não quis mandar o técnico Tite calar a boca. E pediu desculpas ao Tite e aos torcedores do Palmeiras. E falou que até agora não tem nome para o novo técnico. Aliás o discurso parece ensaiado. José Cyrillo Jr., diretor do Palmeiras, disse a mesma coisa para o PVC, com quem mantive contato, e foi além. Disse que, dependendo do rendimento da equipe no clássico, Marcelo Vilar pode ser efetivado. Não acredito.

Falamos também com o zagueiro Thiago Gomes. E ele desmentiu o diretor de futebol Salvador Hugo Palaia. O diretor havia dito que estava de saco cheio das reclamações do técnico sobre a arbitragem. E disse que o técnico citava os juízes nas preleções, falando que eles prejudicavam o Palmeiras. O zagueiro desmentiu. falou que não ouviu Tite citar os juízes em nenhuma preleção.

Até agora os cogitados para assumir o Palmeiras são PC Gusmão e Mário Sérgio. Como o Fluminense foi derrotado por 3 x 1 em casa para o Fortaleza, Antônio Lopes pode virar um nome. Acho que nenhum dos três é técnico para o Palmeiras mas, devido a atual situação do nosso futebol, eu escolheria o Mário Sérgio. Um técnico mais ou menos no estilo do Leão (que o Palaia adora). Sabe armar o time defensivamente e buscar o que o Palmeiras é capaz de fazer hoje em dia, o mínimo, ou seja, 1 x 0 é goleada.

E o Palaia, como fica? Esse sim deveria ser mandado embora. Se um lugar está pegando fogo, voce joga querosene? É isso que o Palaia fez. Amador e incopetente são palavras brandas para ele. São erros sucessivos, que estão levando o Palmeiras de novo para o buraco.

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No Mundial de basquete, nossas meninas fizeram mais do que deveriam. Pela situação atual do nosso basquete, a lógica seria terem perdido para a República Tcheca. Mas a garra e a força de vontade fez com que elas chegassem mais longe. Quase ganharam da Austrália. Mas seria um resultado enganoso. Como foi a medalha de prata do futebol feminino em Atenas. O quarto lugar está de bom tamanho. O que precisa é uma política de esportes, para que no futuro tenhamos outras gerações campeãs.

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E no país da corrupção, dos dossiês e da desorganização, tivemos mais uma mostra ontem que não somos competentes na organização de eventos esportivos. Depois das goteiras no Ginásio do Ibirapuera, a quadra dos jogos da Copa Davis não foi coberta ontem e a chuva adiou o início dos jogos. Hoje foi feito o primeiro dos cinco jogos do confronto. Flávio Saretta fez 3 x 2 no sueco Andreas Vinciguerra. Vitória importante para a volta da equipe brasileira para a primeira divisão do tênis mundial. Agora faltam mais dois pontos para a vitória.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

O São Paulo jogou para o gasto em São Caetano. Mesmo assim, poderia ter feito pelo menos mais dois gols. Thiago fez bela jogada e concluiu mal. Mas o pior foi o gol perdido pelo Alex Dias. Quando a fase é negra, não tem jeito.

O Grêmio parece disposto a calar a minha boca e a de mais algumas milhares de pessoas. Não deixou a Ponte jogar. Foi sufocante desde o início. O 4 x 0 ainda ficou barato porque, após o segundo gol, o time arrefeceu e só voltou a marcar no segundo tempo, já aos 27 minutos.

Só lembrando que, no primeiro turno o Grêmio já deu trabalho para o São Paulo no Morumbi. O Tricolor venceu, mas apertado. 2 x 1. Ricardo Oliveira marcou os dois gols do São Paulo em um jogo que foi conturbado (teve 2 expulsões em campo, mais a expulsão do Mano Menezes). Os dois times se enfrentam no dia 22 de outubro, no Olímpico.

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E o Fábio Costa hein? No domingo, contra a Ponte, em Campinas, já tinha aprontado das suas. Ontem, outra pixotada que custou a vitória ao Santos. Não que o Santos merecesse vencer, o jogo foi igual. Mas a falha foi decisiva. E imperdoável.

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Parece que a noite foi de pixotada dos goleiros mesmo. E o Clemer? Foi reclamar de um impedimento na intermediária. Impedimento inexistente, diga-se de passagem. A derrota por 1 x 0 foi péssima. E agora o Inter está há 9 pontos do São Paulo. Acho que agora o Inter esquece o Brasileiro e se concentra de vez no Mundial. Só vai se esforçar nos grandes jogos, como fezo São Paulo no ano passado. Ou seja, isso será um problema para o Santos e para o Grêmio, que não jogaram com o campeão da América no returno.

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No jogo do Pacaembu, o Vasco mostrou que só é bom mesmo fora de casa. E merecia ter vencido mas, como era a noite das falhas de goleiro, Cássio entregou a vitória. Como bem disse o Renato Gaúcho: "O Corinthians ganhou um ponto. O Vasco perdeu dois".

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Rodada quente!

E o São paulo voltou a vencer. Ainda não convenceu, mas fez o mais importante, que era vencer. Tem jogos, em que o time precisa jogar bem, tem outros que, o importante mesmo era vencer.

Esse era o caso do jogo contra o Inter. Se jogasse bem, melhor, mas o importante era a vitória e ela veio. Uma coisa que impressionou foi o segundo gol do São Paulo. O time estava com um a menos (Alex Silva já havia sido expulso), Ilsinho fez bela jogada para, Júnior. Isso mesmo, o time estava com um a menos e seus dois laterais estavam no ataque.

Agora o São Paulo tem 3 paradas duras. São Caetano na quarta-feira, no ANacleto, Palmeiras no domingo, em Presidente Prudente e Atlético Paranaense no outro fim de semana, na Arena.

Muito tem se falado do Grêmio. Mas, em um campeonato em que altos e baixos prevalecem, não vai demorar para o Grêmio cair. No máximo umas quatro rodadas. A maior ameça ao título do São Paulo, ainda é o Inter.

Mas foi bacana o que o Muricy disse após o jogo contra o Inter. Que para ele, os dois times que jogam o melhor futebol no momento, no Brasil, são Grêmio e Figueirense. Até agora, vi pouco dos dois.

O Grêmio é a Itália brasileira. Um time consistente, que sabe muito bem das suas limitações. Por isso não inventa, joga muito nos contra-ataques e tem uma bola parada fortissíma, principalmente quando Tcheco etá em campo.

O Figueirense, depois de uma subida de produção, com grandes resultados, vêm caindo. Domingo perdeu para o Fluminense. Mas em boa parte do jogo foi melhor. No primeiro tempo, o Flu teve uma boa chance só, logo aos 6 minutos, com Evando, após lindo passe de Pet.

Depois o Figueirense teve duas ótimas oportunidades, com Schwenk (Diego fez bela defesa) e com Marquinhos Paraná, em uma bola que explodiu no travessão. No segundo tempo. Rodrigo Souto cobrou uma falta e, de novo, a bola foi no travessão.

Aí veio o golaço do Pet, com extrema colaboração do Marcelo. O Figueirense se abriu e tomou o segundo.

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Flamengo e Fortaleza provaram no domingo que esse é mesmo o campeonato da mediocridade. Defesas escancaradas, erros bisonhos de lado-a-lado, mutos gols. O cúmulo foi quando, ganhando o jogo por 3 x 1, o Flamengo tomou um gol de contra-ataque. Aliás, vamos deixar claro, não foi um gol, foi um golaço do Rinaldo.

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E os gols brasileiros na Europa? Kaká e Ronaldinho marcaram de novo, ambos de pênalti.

Rafael Sóbis estreou bem no clássico de Sevilha, marcou dois para o Bétis. Mas não foi o suficiente para livra o time da derrota. Renato marcou para o Sevilla o gol da vitória.

Taddei marcou na vitória da Roma. Como pode né, aqui no Brasil ele era símbolo do rídiculo, lá ele é ídolo. Impressionante.

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E o West Ham? Passou a ser símbolo do anti-corinthianismo. Todo mundo que não torce para o Corinthians, passou a ter mais um time pra torcer contra. E parece que Tevez e Mascherano levarm consigo toda a má sorte corinthiana. O simpático time inglês só perde agora!

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Mundial de basquete ou desfile? O time brasileiro até que está bem, se não fossem os juízes, poderia estar melhor. Afinal, nas duas derrotas brasileiras (Austrália e Espanha) fomos prejudicados pela arbitragem, o que não justifica nada.

Mas o melhor do mundial mesmo são as australianas. Além de jogarem muito, são muito bonitas. Se engana quem pensa que só no time da Austrália tem mulheres bonitas. Rússia e Canadá também contam com lindas atletas, o que torna o jogo bem interssante!!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Boca, una vez más!

O Boca foi campeão pela terceira vez em seis anos no Morumbi. Em 2000 ganhou a Libertadores nos pênaltis do Palmeiras. Em 2003, de novo a Libertadores, desta vez do Santos. E agora foi a vez do Boca vencer o dono do Estádio. Com isso o Boca conquistou o Tricampeonato da inexpressiva Recopa.

O São Paulo começou muito nervoso. Muitos erros de passe. Mas aos poucos o time foi se acertando. Josué e Mineiro cresceram, começaram a roubar bolas quase na área adversária.

E o São Paulo foi crescendo. Trocando passes curtos e arriscando chutes de fora da área. O Boca tentava chegar nos contra-ataques, que eram raros. Em um desses, Palacio quase marcou.

Mas quem marcou mesmo foi o São Paulo. Em um lindo lançamento de Souza, Júnior recebeu e, com um toque sutil, marcou o primeiro.

Mas aí o Boca resolveu jogar. E o que mais impressiona é que o São Paulo assistiu ao crescimento do Boca passivamente.

O Boca teve três boas chances de gol. Desperdiçou as duas primeiras, mas marcou na terceira, de novo com Palacio.

No intervalo, Alfio Basile tirou Marino e pôs Dátolo. Com isso ele "alargou" o campo, joagando com Dátolo abaerto na esquerda e Ledesma na direita, dando uma preocupação para Souza e Júnior. Preocupação essa que eles não tiveram no primeiro tempo.

Logo depois Muricy tirou Edcarlos e pôs Alex Dias. Aí sim o jogo ficou do jeito que o Boca queria. O São Paulo já não conseguia jogar como no primeiro tempo.

E o Boca assustava nos contra-ataques. Mas, curiosamente, não foi em um contra-ataque que o Boca marcou. Foi em uma jogada de bate-e-rebate. A bola ficou com Palermo que deu um belo drible em Fabão e fuzilou Rogério.

O São Paulo foi para cima só para evitar um vexame maior e evitou outra derrota em casa.

A conquista do Boca foi justa e merecida. Ao São paulo cabe agora se recuperar no domingo, contra o Inter, no Morumbi.

Muitos criticam o Muricy pela queda de rendimento do time. Eu não. Nenhum time perde Lugano, Ricardo Oliveira e André Dias, sem que isso afete o rendimento da equipe.

Outra coisa, o time está cansado, isso é nítido. Uma das maiores qualidades deste time é a marcação sobre pressão no campo do adversário. E isso já não vem acontecendo a tempos.

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Falando um pouco ainda sobre o Boca, o Rey de Copas e voltando ao Riquelme, um dos maiores jogadores do Boca. Aqui está um vídeo com muitas jogadas do craque argentino, que se aposentou da seleção.
http://www.juanromanriquelme.com/video_juan_roman_riquelme_recopilacion_jugadas.php

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Destaques

Tenho visto pouquissímas coisas na tv nessa semana. Mas nem por isso deixei de ver algumas perólas.

O gol de gandula, por exemplo. Como a Silvia Regina pôde validar aquele gol? E ela ainda falou que estava vindo de uma contusão que não a permitiu acompanhar o lance. 1º: Se ela estava vindo de contusão, não poderia ser escalada. 2º: A menos que a contusão seja na vista, não tinha como ele não ver que a bola não entrou.

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Quem viu o gol que o Reina, goleiro do Liverpool tomou na partida Everton x Liverpool? Ridículo. Daqueles lances inacreditáveis.

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Começou o maior torneio do mundo, a Liga dos Campeões. O Barcelona, que defende o título, já começou com o pé na porta, como diria O Rappa, 5 x 0 no Levski Sofia, com direito a um golaço do Gaúcho.

Já o Real.....Começou apanhando feio do Lyon de novo (na temporada passada foi 3 x 0). O placar só não foi maior porque o Lyon administrou o jogo no segundo tempo. E que passe foi aquele do Juninho hein? E a conclusão do Fred? Na temporada passada o Lyon chegou às quartas e foi eliminado no finalzinho pelo Milan, com um gol achado pelo Inzaghi e outro na falha da defesa. Mas nessa temporada, o Lyon vem mais forte ainda, querendo um título que só o Olympique de Marselha tem.

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Como disse, tenho visto poucas coisas na tv, mas uma me chamou a atenção. Terça-feira no programa O Aprendiz, após a prova, Roberto Justus estava lá para anunciar a equipe vencedora e falar o prêmio. A equipe formada pelas mulheres ficou mais desapontada por ter perdido o prêmio do que a prova. O prêmio? 5 mil reais para gastar em roupas. Tá explicado.........

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Duas notícias me chamaram atenção hoje. A primeira, Riquelme não vai jogar mais na seleção da Argentina. Alegando querer passar mais tempo com a mãe, ele disse que não quer mais vestir a camisa do seu país. Motivo justo. Mas também, não há como negar que ele nunca foi na seleção o Riquelme do Boca. O Riquelme que acabou com o Real Madrid em 2000, que acabou com o Palmeiras no Parque Antárctica em 2001.

A outra notícia, que me deixou alegre foi, a justiça alemã proibiu o Werder Bremen de anunciar na camisa e nas placas de publicidade o seu patrocinador, um famoso site de apostas. Site esse que também patrocina o Milan. Essa é uma relação muito complicada, que gera margem a desconfianças. O melhor seria os clubes não serem patrocinados por sites de apostas. Mas por saberem que não são bem vistos, esses sites pagam quantias exorbitantes aos times.

domingo, 10 de setembro de 2006

Os campeões, merecidamente!!!

Não vi as finais do US Open. Mas, pelo que meu tio (fanático por tênis) me falou e pelo que li, os títulos foram parar nas mãos de quem mereceu.

É chover no molhado falar que Federer é o melhor do mundo. A distância dele para os outros tenistas é estrondosa. O que mais me impressiona nele é a calma que ele tem. A tranquilidade. E a precisão. Ele tem a precisão de um relógio suíço.

Lembro-me de uma vitória do Guga (que completou 30 anos neste domingo) sobre o Federer. Foi em Roalnd Garros, em 2004. O Guga, já com seus problemas físicos, massacrou o suíço. Fez 3 x 0 com facilidade, explorando a única deficiência do Federer, o backhand. A cada novo golpe de Guga, o suíço perdia mais a confiança. Foi um massacre, Federer saiu da quadra abatido.

E um lance me deixou abismado. Nas quartas, contra o James Blake, Federer acertou um golpe magnífico, um daqueles lances inacreditáveis. E foi justamente com o backhand. O que mostra o porque de ele ser tão acima da média. Após ter constado a sua deficiência, ele praticou tanto o backhand, que hoje ele tem uma das melhores esquerdas do circuito.

Parabéns Federer, afinal, ter 9 Grand Slams e só 25 anos, não é para qualquer um!!!

No torneio feminino, a campeã foi Maria Sharapova. Ela encanta todos de todos os jeitos. tanto pelo tênis quanto pela beleza.

Sharapova chegou ao cúmulo de perder só um set no torneio (para a 1ª do mundo, Amelie Mauresmo, na semifinal) e distribuiu "pneus" a torto e a direito no torneio. foram quatro sets em que a russa não deixou sua adversária vencer um game sequer. Dois deles aconteceram na semifinal, contra a 1ª do ranking. Impressionante.

Parabéns Sharapova!!!

Clássico?

Se São Paulo e Corinthians tivessem entrado em campo hoje com as camisas de Íbis e Itabaiana, não teria feito a menor diferença. Com todo respeito ao Íbis e ao Itabaiana.

O jogo foi horrível. Em parte pelas expulsões de César e de Eduardo Ratinho. Justas na minha opinião. O problema da arbitragem, e não é só da arbitragem brasileira, é um problema da arbitragem mundial, é a falta de critério, não que tenha acontecido hoje, mas esse é um dos maiores problemas da arbitragem mundial.

Mas não foram só as expulsões que acabaram com o jogo. O péssimo futebol apresentado (há tempos) pelo São Paulo também estragou o jogo. Um time sem criatividade, sem objetividade, sem ambição. Falta muito ao São Paulo. E reitero, a continuar deste jeito, perde o campeonato.

Mas voltando ao jogo. Depois das expulsões, o que se viu foi um São Paulo pressionado pela obrigação de ganhar e um Corinthians lutador. Leão armou o time com duas linhas de 4 jogadores à frente da área. A primeira tinha Marcelo Mattos, Marinho, Betão e Gustavo Nery. A segunda tinha Amoroso, Magrão, Rafael Moura e Carlos Alberto. Com isso, o time congestionou tudo para o São Paulo, que tentava (sem sucesso) jogar pelas laterais.

O São Paulo até teve uma boa oportunidade, com Edcarlos, de cabeça. Mas a melhor oportunidade foi do Corinthians. Rafael Moura mostrou toda a sua incapacidade ao perder um gol na cara de Rogério. Rafael Moura, me desculpem, não serve para o Corinthians.

No segundo tempo, Muricy trocou o 3-5-2 para o 4-4-2. O São Paulo foi um pouco mais agressivo, mas não fez o suficiente para marcar. Tudo bem que mandou duas bolas na trave do Corinthians mas, pelo time que tem, pela posição que ocupa, tinha a obrigação de fazer mais do que fez.

E, se tivesse que ter um ganhador, esse seria o Corinthians. No fim do jogo, Rafael Moura (de novo) perdeu ótima chance de dar uma vitória heróica e histórica ao Corinthians. Mas ele não tem qualidade para isso.

O balanço final do clássico é: o São Paulo perdeu dois pontos e vê a sua "superioridade" ser colocada em xeque. Afinal, como que o "melhor time do Brasil" empata com um time que luta para fugir do rebaixamento e que jogou quase 70 minutos com 9 jogadores?

Já para o Corinthians, esse é um daqueles resultados que dão moral "para o grupo", que levantam o astral e que podem levar o time de volta às vitórias. Mas, nesse 1 ano e meio de MSI, isso já aconteceu contra o Cianorte, no Pacaembu e contra Universidad Católica no Chile. E acabou que o time não engrenou.

sábado, 9 de setembro de 2006

Perdeu e poderia ter sido de bem mais!

O São Paulo foi derrotado no primeiro jogo da final da Recopa. A primeira coisa que tenho a dizer é: ficou barato.

O Muricy optou por jogar diferente. Um híbrido entre o 4-4-2 e o 3-5-2. Não deu resultado. O São Paulo não atacava pela direita e ainda bagunçou o seu sistema defensivo. E não criava, mesmo com 2 meias (Danilo e Lenílson).

O time, além de não criar e não marcar sobre pressão (pedidos do Muricy), ainda viu o Boca dominar boa parte do primeiro tempo.

Tanto que, o primeiro chute do time ao gol só saiu aos 29 do primeiro tempo, com Lenílson. 3 minutos mais tarde, Thiago marcou em um frangaço de Bobadilha. O resultado era mentiroso. Eu tinha a sensação que o Boca iria marcar a qualquer momento.

Mas não marcou e o primeiro tempo acabou no 1 x 0 para o São Paulo. Mas o que já estava ruim, ficou ainda pior quando Aloísio sentiu uma contusão e teve que ser substituído por Alex Dias.

Alex Dias que, desde o empate entre São Paulo e Noroeste no Morumbi (o jogo no qual Lenílson assegurou sua transferência) não joga bem, fez os piores 25 minutos que eu já vi um jogador fazer. Horrível. Até passe para o juiz ele fez. E prejudicou muito o time. Além de não puxar os contra-ataques quando o jogo estava 1 x 0, não segurava a bola no ataque. O que permitia ao Boca pressionar o São Paulo incessantemente.

Com isso a virada argentina era questão de tempo. E aconteceu aos 30 do segundo tempo. A zaga do São Paulo estava perdida. Fabão não pode jogar de líbero. Até porque, ele não consegue fazer a cobertura do lado esquerdo da zaga.

Além do mais, o time parece desinteressado. Precisa de um choque para voltar a jogar bem. A última partida que o São Paulo fez foi contra o Chivas. E isso foi há um bom tempo, dois meses quase.

A continuar deste jeito, o time corre sério risco de perder também o campeonato brasileiro. O que seria o fim.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

A França fez o que deveria ter feito há dois meses

De França e Itália vi o primeiro tempo e os melhores momentos do segundo.

A França fez 3 x 1 e poderia ter feito mais. Fez o que deveria ter feito no dia 9 de julho, em Berlim, na final da Copa.

Talvez a vitória tenha vindo justamente por causa da ausência do Zidane. A França, que antes tocava a bola, cadenciava mais o jogo, agora tem mais velocidade. Não há um substituto para Zidane, embora o Malouda tenha jogado mais pelo meio ontem.

A Itália decepcionou. Esperava mais dos campeões do mundo. Como já visto na Copa, o time depende muito da bola parada, no qual Pirlo é um especialista.

Mas ontem, diferentemente do que ocorreu na Copa, o time estava desligado. Tomou um gol com um minuto e o segundo aos 19, com a defesa, Cannavaro em particular, chegando atrasado.

Depois do gol do Gilardino, o time se mostrou mais focado e quase chegou ao empate com Semioli. Coupet fez excelente defesa.

Mas foi só um brilhareco, nada que lembrasse o time Campioni del Mondo.

No segundo tempo, a França fez o terceiro, de novo com Govou, que fez um golaço no começo do jogo, e poderia ter feito mais. Pelo menos mais um. Govou e Ribèry perderam boas chances.

O placar de 3 x 1 foi justo. Mas bem que poderia ter sido assim há dois meses atrás......

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Balanço da seleção

Dois jogos em Londres, duas vitórias. A vitória contra a Argentina foi muito boa, acima da expectativa.

O gol logo no começo, facilitou demais as coisas. Aliás, que drible do Robinho, o Clemente Rodríguez deve estar procurando o Robinho até agora.

O Brasil passou o primeiro tempo dominando o jogo. Não aquele domínio em que um time cria várias chances e impõe o seu ritmo de jogo, mas um domínio que não deixava a Argentina criar.

O que mais me impressionou foi a saída rápida da defesa para o ataque. Os contra-ataques saím em profusão e muito rápidos.

No segundo tempo, a Argentina dominou o Brasil por uns 20 minutos. Zabaleta perdeu um gol daqueles fáceis.

Mas tudo mudou após a entrada do Kaká. Aliás, ele ficou bem nervoso com o banco. Em entrevista ao ótimo André Plihal da ESPN Brasil após o jogo, quando perguntado sobre ter começado o jogo no banco, o meia respondeu: "Não me importo, desde que esse critério seja usado para todos." Um recado claro para os Ronaldos e Adriano.

Depois da entrada dele, a seleção passou a rifar menos a bola e, em bela triangulação de Kaká, Fred e Elano, o ex-santista marcou o segundo.

A Argentina então se desmontou e, no fim do jogo, a pintura. Kaká pegou uma bola que o Messi não conseguiu dominar e arrancou, ainda no campo de defesa. Uma arrancada de uns 60 metros que culminou no terceiro gol do Brasil. Golaço aliás.

Contra o País de Gales foi diferente. Os reservas, incluindo Kaká e Ronaldinho Gaúcho, jogaram. O Brasil, talvez por entrar com o time reserva, não mostrou muita coisa. No primeiro tempo, a tabela entre Kaká e Vágner Love foi muito boa, mas foi só.

No segundo tempo, Marcelo e Vágner Love marcaram os dois gols do Brasil. O Marcelo, há muito vem jogando bem no Fluminense. Aliás, é o único que tem se salvado no Flu.

Espero que essas vitórias não iludam ninguém. É preciso melhorar. Sempre. E o Dunga sabe disso.

E eu, que critiquei muito a escolha, digo: estou surpreso com o Dunga. Continuo achando que ele não é o ideal para a seleção neste momento, mas ele tem feito um bom trabalho. E vai ficar um tempo na Europa, vai assistir jogos do Sevilla, para ver Daniel Alves, ótimo lateral. Pode ver o Adraino também, outro ótimo lateral.

Dunga, a continuar deste jeito, irá evoluir muito e, poderá ficar por um bom tempo na seleção, sem que nenhuma dúvida paire sobre ele!

The Punisher stops!

Eu tenho que falar sobre a aposentadoria de Andre Agassi. O Vingador, como era chamado por não perdoar erros dos seus adversários, encerrou a carreira após perder para Benjamin Becker por 3 sets a 1. Depois de 20 anos de carreira, com 60 títulos, 8 em Grand Slams, e mais de 800 vitórias, ele se despede.

Ele foi um dos 5 jogadores a ganhar os quatro Grand Slams: Australian Open (92, 00, 01 e 03); Us Open (94 e 99); Roland Garros (99) e Wimbledon (92).

Para se ter uma idéia, nem mesmo Pete Sampras, o maior vencedor de Grand Slams da história (14), conseguiu isso.

Mas, para mim, o que faz de Agassi o melhor de todos, é a granda volta por cima que ele deu. Depois do casamento com a estrela Brooke Shields, Agassi passou a frequentar o mundo de Hollywood. Consequência: Ia a muitas festas, dormia pouco, treinava menos ainda e seu rendimento caiu vertiginosamente. Foi parar em cento e pouco no Ranking da ATP.

Decidiu então que o melhor era se separar e voltou a jogar o tênis de alto nível que dele se esperava.

Depois do retorno, ganhou 5 Grand Slams e se firmou como um dos melhores devolvedores de saque da história (Yevgeny Kafelnikov era outro). E se firmou também como The Punisher (O Vingador).

Agassi acumulou, só com premiações, mais de 31 milhões de dólares. Um fênomeno.

Gosto muito de vários tenistas: Sampras, Guga, Federer, Nadal, Rafter, mas para mim, o melhor de todos parou neste domingo!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Jogaços

Ontem e hoje tivemos ótimos jogos. A começar pelo jogaço entre André Agassi x Marcos Baghdatis. Ah, voces pensaram que eu ia falar sobre futebol! Vou, mais abaixo. Primeiro os jogaços.

André Agassi, um gênio. Um gênio que, assim como Zidane, se recusa a parar de jogar. Quando, todos achamos que ele já deu o que tinha que dar, que ele vai perder, ele se supera.

Foi assim contra o Andrei Pavel. Perdia o terceiro set por 4 x 0. Venceu 5 games seguidos e venceu o set e depois destruiu o romeno no quarto set, com um 6/2.

Ontem, parecia que seria diferente. Ele fez dois sets a zero até com facilidade, contra o bom cipriota Baghdatis, finalista do Aberto da Austrália e semifinalista em Wimbledon. Mas estava fácil demais. tinha que ter emoção.

Depois de ganhar o terceiro set, Baghdatis se viu em uma encruzilhada no quarto set. Perdia por 4 x 0. Virou e levou o jogo para o quinto set.

Logo no primeiro game, Baghdatis quebra o serviço de Agassi, que devolve a quebra na sequência. Mas a maior emoção ainda estava por vir. Quando estava empatado em 4 a 4, mais precisamente.

Agassi estava no saque e, após um grande esforço, Baghdatis sente cãimbras. Pela sua expressão, muito fortes. Mesmo assim, ele teve que continuar a disputar o ponto, e só foi atendido no intervalo do game, que ele perdeu, é claro.

Após 3 horas e 48 minutos de jogo, Agassi venceu o jogo, com um 7/5 no quinto set. E continuará nos dando alegria!!!

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Outro jogão foi Rafael Nadal x Luis Horna. Nadal é mesmo um fenômeno, mas o mais impressionante foi o que jogou o Luis Horna. O peruano deu muito trabalho para o Nadal, que venceu por 3 a 1.

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Para fechar, o último jogão foi Espanha x Argentina, no Mundial de Basquete. E, confesso, torci para a Argentina. Manu Ginóbili encanta. É o melhor jogador não americano do mundo hoje. Joga demais, com leveza. Mas nem ele foi capaz de levar a Argentina para a decisão.

Última jogada, bola na mão de Ginóbili. Argentina perdendo por 1 ponto. Ginóbili parte para cesta, ao que aparecem três jogadores espanhóis pra o bloqueio. Ele refuta e abre para Nocioni na linha dos três. Nocioni erra e a Argentina perde.

Uma pena. Mas a espanha mereceu. Até porque, jogou nos últimos 2 minutos sem Pau Gasol, seu melhor jogador, que saiu com uma torção no tornozelo.

Agora a Espanha vai decidir o Mundial contra Grécia, atual campeã européia, que venceu os Estados Unidos na outra semifinal.

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Falando sobre futebol. O único jogo que vi foi o do São Paulo. E o São Paulo perdeu uma grande chance de se distanciar. O empate foi ruim. Mas refletiu bem o que foi o jogo. O goleiro Albérico, apesar de ter sido o nome do jogo, se destacou mais nas bolas paradas.

Pegou três faltas e um pênalti no último minuto, todos tendo Rogério como protagonista. Aliás, apesar da reclamação do jogadores do Fortaleza, foi pênalti. O erro do árbitro foi não ter dado um pênalti semelhante do Fabão no Rinaldo minutos antes, nos mesmos moldes do pênalti no Mineiro.

O São Paulo não foi merecedor da vitória. Centralizou demais o jogo. Lenílson e Danilo, apesar dos pesares, foram bem.

Mas, não dá para entender o Muricy. Dá 25 minutos do 2º tempo, parece que bate o desepero, e ele sai mudando o time, o esquema, tudo. Enche o time de atacantes, todos se trombam. Não sei por que o Alex Dias ainda entra no time. Não tem condições, desde o empate em 1 x 1 com o Noroeste, no Morumbi, ainda pelo campeonato paulista.

E o Zé Roberto. Foi para o Santos. É um ótimo jogador, mas acho que faria mais diferença no São Paulo do que no Santos.

No São Paulo, ele viria para mudar o esquema. A chegada dele possibilitaria a volta do time ao 4-4-2. Josué na cabeça-de-área, com Mineiro na direita e o Zé na esquerda. Danilo seia o elo de ligação entre o meio e o ataque.

O São Paulo ofereceu para ele R$28o mil mensais. Por isso, acho que o Santos ofereceu muito mais. Não sei se os R$500 mil que estão falando, mas muito mais.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Matéria

Aí galera, coloco aqui o link para um especial que fiz para o Fanáticos por Futebol.

http://www.fanaticosporfutebol.com.br/campeonato/noticia.asp?cod1_cod=66176&cod1_area=147&cod1_tipo=1

Leiam, comentem. A opinião de voces é muito importante para mim.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Que fim de semana!

Este fim de semana foi especial para o esporte brasileiro.

No sábado, Felipe Massa fez a sua primeira pole na F1. E Nelsinho Piquet venceu a prova da GP2.

O Brasil venceu a Rússia, pela segunda vez seguida na casa deles e foi à final da Liga Mundial.

O Santos, graças à Vanderlei Luxemburgo, virou para cima do Goiás na Vila Belmiro e se aproximou do São Paulo.

Na coletiva, como já é do conhecimento de todos, Luxemburgo bateu boca com a imprensa e acusou jornalistas de mandarem no Santos. Soltou o verbo e disse que tem jornalista que o tentou levar para outro time.

O ótimo repórter Eduardo Lucas, da Tupi AM, foi conferir as acusações do Luxa e descobriu que o "jornalista" em questão é o ex-diretor do Santos, Francisco Lopes, que está comentando os jogos para rádios de Santos e o tentou levar para o Internacional.

No domingo, Felipe Massa fez uma excelente corrida e garantiu a sua primeira vitória na F1. Isso pode ser decisivo para o seu futuro na equipe.

Mais tarde um pouco, a expecional seleção de vôlei deu mais uma aula de como vencer campeonatos.

Perdendo para França por 2 x 0, virou espetacularmente, com direito a uma sensacional apresentação de Giba. O destaque fica para o que o Bernardinho falou após perder o segundo set para os franceses. "Perder de novo para a França não!", disparou.

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No futebol, o São Paulo não conseguiu vencer o Flamengo no Maracanã. A impressão que dá é que o time do São Paulo pensa que vai ganhar os jogos a hora que quiser. E não é assim. Perdeu ótima oportunidade de se distanciar de vez no campeonato.

O Inter continua a saga de repetir o marasmo do São Paulo no ano passado. talvez isso dê sorte no Mundial, devem pensar os colorados. Assim como o Tricolor no ano passado, o Inter joga melhor que os adversários mas, no fim, acaba perdendo. Desta vez foi o Vasco que impôs a derrota para o Inter. Destaque para os gols de Iarlei e Morais. Dois golaços.

O Palmeiras fez um joguinho contra a Ponte, mas saiu de Campinas com um empate que, se não foi uma maravilha, pelo menos serviu para aumentar (ainda mais) a confiança do grupo.

O Corinthians. Ah, o Corinthians. Será que consegue escapar? Acho que sim, mas já não tenho certeza. Foi dominado pelo Grêmio ontem. O volante Lucas (sobrinho do ex-palmeirense Leivinha) fez o que quis no jogo. Com isso, o resultado só poderia ter sido 2 x 0 para o Grêmio mesmo.

Outro time que chama muito a atenção é o Figueirense. Soares e Cícero são bons jogadores (já marcaram 15 gols juntos). Ainda vai dar trabalho a muitos times grandes. O Palmeiras que se cuide no meio da semana.

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Na Europa, as principais notícias são: O acerto de Rafael Sóbis com o Bétis por 8 temporadas.

Ainda na Espanha, o técnico do Real, Fábio Capello, descontente com o fraco desempenho defensivo de Cicinho, pôs o brasileiro na berlinda e avisou, quem pagar 8 milhões de Euros, leva.

E Ronaldo pode parar agora na Roma, em uma troca com o zagueiro romeno Chivu, ou o francês Mexès. O empecilho é o alto salário do "Fenômemo", fora do teto salarial da Roma.

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E, para fechar, sabem por que o São Paulo fechou com o zagueiro Miranda, do Sochaux da França? O Inter já tinha acertado com o Sochaux, contrato assinado pelas partes e tudo. Só esqueceram de avisar o jogador, que assinou com o São Paulo. Se é em Portugal....

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Entrevista Especial

Depois de uma semana conturbada, com direito a ficar sem computador, volto a postar aqui no Blog. E não é um post qualquer.

É uma entrevista com o Paulo Vinícius Coelho, o PVC, um dos melhores jornalistas esportivos do país. PVC é comentarista da ESPN Brasil e colunista do Diário Lance!.


Blog: PVC, há quanto tempo você freqüenta estádios de futebol? Dos estádios brasileiros, qual o melhor para assistir a um jogo, nos quesitos organização, conforto e respeito ao torcedor?

PVC: A primeira vez que fui a um estádio de futebol eu tinha 5 anos. 5 para 6 anos. Eu digo 5, mas na verdade eu já tinha completado 6, fui ver Portuguesa x Juventus, Campeonato Paulista de 1975, a Portuguesa venceu por 2 x 1. Vamos lá, eu não conheço todos os estádios, por exemplo eu nunca fui na Arena da Baixada, que para muita gente é o melhor estádio brasileiro hoje. Então, sem conhecer, digamos que eu votaria na Arena da Baixada. O Pacaembu é um estádio muito gostoso de ver futebol, porque você vê de perto. Agora, o estádio que mais evoluiu dos que eu conheço, o que mais melhorou, é o Morumbi. O Morumbi melhorou em relação ao que tinha no passado. Por exemplo, no anel das numeradas, não tem mais fila para comprar lanche, porque não tem mais lanchonete, tem aqueles vendedores de Habibs que passam por lá. Teve evolução. A Vila Belmiro melhorou muito, embora continue sendo um estádio desconfortável. Eu acho que o Morumbi é um bom estádio para ver futebol, o Maracanã é um estádio gostoso de ver futebol. Estou falando de conceito antigo, ou seja, estar bem situado para ver bem o jogo. O Morumbi por exemplo não deixa bem situado quem está na arquibancada.

Blog: O povo brasileiro é apaixonado por futebol, mas isso não se reflete nos estádios. Por que?

PVC: Eu acho que tem algumas coisas. Primeiro, o Brasil talvez não seja o país do futebol, de assistir futebol. O Brasil é o país do futebol porque todo mundo adora jogar futebol. É diferente da Itália por exemplo. A Itália segunda-feira, você vê todo mundo com um jornalzinho cor de rosa embaixo do braço. (nota do blog: o jornal em questão é a Gazzetta dello Sport, um dos mais vendidos no mundo.) Porque as pessoas estão habituadas a ler e querem ter informação de futebol. Porque são apaixonadas pelo Milan, pela Inter, pela Lazio, pela Juventus. O Brasil é assim também um pouco, mas as pessoas não lêem e freqüentam pouco os estádios. Eu acho que tem duas questões aí que são muito fortes. Primeiro, o futebol não tem um gerente de marketing, um gerente de produto. O Clube dos 13, a CBF, o futebol não tem esse cara. Então, há mais de 20 anos, você tem médias de público que variam de 10 a 22 mil, o recorde de público é do campeonato de 1983, 22 mil pessoas por jogo, ano em que o Flamengo foi campeão. E isso nunca se superou. E hoje você fala: Ah, no passado era diferente, não era! Em 1983, já se falava que não tinha público no estádio e já se olhava para trás, e olhando para trás, não se via público no estádio. A média histórica do campeonato paulista era de 7 mil pessoas por jogo. Então, recorde de público mesmo, recorde de público em um campeonato no Brasil, é do campeonato carioca de 1976, que tinha 26 mil pessoas por partida. E 26 mil é muito menos que os 38 mil do campeonato alemão hoje. Pode passar no passado pela questão do poder aquisitivo, no passado não passava pela questão da violência porque se tocava menos nisso. Embora há mais de 20 anos se toca nesse ponto. Eu acho que tem uma questão importante, senão fundamental que é trabalhar o futebol do ponto de vista do marketing. Dizer para as pessoas o que tem de bom em ver uma partida de futebol. Há mais de 20 anos a gente ouve pessoas dizendo: não vá ao estádio. E, nos últimos 7 anos, muita coisa melhorou para quem vai ao estádio e não se toca nesse ponto. Por exemplo, não tem fila no Morumbi para comprar lanche no intervalo da partida. É uma das coisas que melhoraram. Por exemplo o sistema de venda de ingressos em jogos comuns, embora continue existindo muitos problemas em jogos decisivos, em jogos comuns é muito mais fácil comprar ingresso, você pode comprar ingresso pela internet, coisa que você não podia tempos atrás. E outra questão, muitas vezes é difícil freqüentar estádios fora do Brasil também, como é difícil freqüentar estádios no Brasil. Então a gente passa muito a impressão de que tudo no Brasil é uma porcaria e fora não é. No Brasil tem muita coisa muito difícil e o futebol precisa cuidar disso e precisa fazer evoluir muito mais do que evoluiu nesses 7 anos que eu estou citando. O futebol precisa evoluir da mesma maneira que o cinema evoluiu. O cinema estava acabado no meio dos anos 80, e as pessoas vão ao cinema hoje, embora tenham o DVD em casa, porque o cinema tem mais conforto, porque o cinema tem a poltrona acolchoada, tem o lugar para colocar o seu refrigerante. Tem uma tela que evoluiu, o sistema de som que melhorou. E o futebol precisa melhorar na mesma proporção. Mas o futebol precisa contar para as pessoas passo-a-passo que ele dá, pra não deixar as pessoas reproduzindo coisas que não são necessariamente verdadeiras. (interrompendo: Então o aumento de público passa em transformar o futebol em espetáculo?) Passa por transformar o futebol, transformar os estádios em uma casa que abrigue com mais conforto quem quer visitá-la, mas passa também por avisar as pessoas que essa evolução está acontecendo. O futebol não avisa.


Blog: Como fazer para prevenir que ocorram incidentes nos estádios, como os do último Gre-Nal, de Corinthians x River?

PVC: O principal, bom, o fundamental é acabar com a sensação de impunidade. E o que isso significa? Colocar arruaceiro na cadeia. E avisar as pessoas que ele está na cadeia e continua na cadeia. Enquanto isso não acontecer, todas as outras medidas são paliativas. Todas. Agora, você pode fazer a casa de espetáculo melhorar, para abrigar o torcedor e, que fica mais confortável, e que tenha mais dificuldade em criar problemas. Só que isso também vai ser um paliativo se você não modificar o tipo de público que vai ao estádio. E eu não estou aqui pretendendo que se modifique, mas o que aconteceu na Inglaterra, que é sempre exemplo, passou por elitizar o futebol. E isso a gente muitas vezes esquece.

Blog: Até que ponto a atual forma de disputa do campeonato brasileiro (pontos corridos), ajuda ou prejudica a ida do público aos estádios?

PVC: Acho que uma coisa não está relacionada com a outra. Durante muito tempo se falou: Ah, o futebol brasileiro precisa dos pontos corridos. Ter uma tabela que seja respeitada. E isso é muito mais respeitado hoje. Você pega a tabela hoje e vê todo mundo com o mesmo número de jogos. E isso era uma das coisas apontadas para levar o público aos estádios. Não passa por aí. Passa por respeitar, ter uma seqüência de trabalho. (interrompendo: O brasileiro ainda não tem a cultura de que, em campeonato de pontos corridos, todos os jogos são decisivos? É por isso que ele não vai aos estádios?) Acho que ele tem essa cultura. Em 4 anos ele já percebeu isso. Que o jogo que fez falta foi aquele lá atrás. E a média de público tem melhorado. Como melhorou de 96, para 97, de 97, para 98, de 98, para 99. (interrompendo: Mas em 98 e 99, o campeão foi o Corinthians, que é um time de massa.) Tudo bem, mas se você pegar a melhor média de público da história, foi o Flamengo campeão. Se você pegar as 5 maiores médias de público do campeonato brasileiro, 4 foram em anos em que o Flamengo foi campeão. O que eu quero dizer é: o Corinthians foi campeão em 98 e 99 mas, em 1998, a média foi de 14 mil pessoas por jogo e em 1999, foi de 17 mil. E com o Corinthians campeão nos dois anos. E o que aconteceu ali. A mesma fórmula foi repetida. Quando você repete a fórmula, o cara começa a perceber. E isso está acontecendo no brasileiro. Porque em 2003 tivemos 10 mil para 8 mil em 2004, para 13 mil 2005. Hoje estamos em 11 mil e pouco. Projetando para o final do campeonato, ela vai subir para 14 mil. Então ela está subindo ali, 7 ou 8% por ano. É um trabalho longo, gradual e que passa de novo pelo marketing. Passa por avisar para as pessoas. Meu, é legal ir ao estádio, vá ao estádio. Enquanto você tiver gente falando assim: é uma porcaria ir ao estádio, não vá ao estádio, as pessoas não vão. Agora, aumenta a fluência de público, o público melhora. Pouco a pouco, gradativamente. E a gente está aqui falando do futebol não atrair o público aos estádios, o que é a pura verdade se a gente avaliar o campeonato inteiro, e o campeonato tem que ser avaliado como um produto, mas a média de público do São Paulo na Libertadores nos últimos anos é de 47 mil pessoas por jogo. Porque o São Paulo conseguiu dizer para a sua torcida que o que conta para ele é a Libertadores e que, na Libertadores, ele é bem tratado. Ele é bem tratado porque o time dele ganha, e porque o Morumbi melhorou como estádio. O são-paulino que vai ao estádio tem essa noção. Tem essa noção de ir até lá com uma certa freqüência. Embora ele ouça seguidas vezes que é uma porcaria, para ele não ir ao estádio.

Blog: A melhor média de público registrada em campeonatos brasileiros foi de 22.953, no campeonato de 1983. É possível alcançar esse número de novo?

PVC: Acho que é muito viável que isso aconteça em um curto espaço de tempo. Se você pensar nos 4 maiores campeonatos do mundo, a Alemanha tem média de 38 mil pessoas por jogo, a Inglaterra 36 mil pessoas por jogo, a Espanha tem uma média que varia na casa de 31 mil pessoas por jogo e a Itália cai ano a ano. A Itália já teve 35 mil pessoas de média de público e hoje tem 26 mil por jogo. A Itália não está distante desses 22 mil que nós falamos de 1983. O quinto campeonato da Europa há alguns anos atrás, que seria o Francês, bateu seu recorde e atingiu 23 mil pessoas na temporada 2000/2001. Ou seja, 1000 pessoas a mais, em média que o Brasil. Era o recorde da França e isso aconteceu há seis temporadas. Agora, a França está um pouco abaixo disso, deve estar com 20 mil pessoas por jogo mais ou menos. Se você pensar nessa evolução que eu citei no final dos anos 90, com rupturas, em 1996 teve o caso da virada de mesa do Fluminense, em 1997 a média de público caiu, vinha tendo uma reação. Caiu para 10 mil em 97, subiu para 14 mil em 1998 e 17 mil em 99. Era uma evolução grande. De 14 para 17 mil pessoas por jogo, vai dar 25% de aumento. Era um aumento significativo. O aumento hoje não está sendo tão significativo, mas é um aumento que tem acontecido. De 11 para 13 mil, é razoável. Se subir de 13 para 14, pode subir para 15 mil, é razoável. Agora, isso tem que ter um trabalho coordenado, sabendo que está acontecendo. O que não pode é você e eu sabermos disso e, se bobear, a CBF não sabe que isso está acontecendo. Para entender qual é esse movimento e saber o que está faltando para que esse movimento seja maior. E isso passa de novo por aquilo que eu falei, ter um gerente de produto, um gerente do produto futebol, que interprete e que pense no futebol e na evolução deste produto. Isso não tem! Se tiver, fica mais fácil esse número chegar mais rápido há 26, 27 mil pessoas por jogo.

Blog: O dinheiro que resulta das bilheterias para os clubes é bem pequeno no Brasil, cerca de 10% do faturamento, diferente da Europa, aonde um terço da renda dos clubes vêm da bilheteria. Por que não é muito importante para eles que o estádio esteja cheio, o que importa para os dirigentes é o dinheiro da televisão?

PVC: Essa é uma visão torta do princípio ao fim. Eles pensam que o torcedor não é importante porque são burros mesmo. Agora a questão é assim. Historicamente, a fluência de público nos estádios brasileiros é baixa. A gente chegou a essa conclusão vendo isso. É só pegar os números. Mesmo quando era 22 mil pessoas por jogo, era baixa. Quando eram 26 mil pessoas no campeonato carioca de 1976, era um número considerável mas, historicamente a fluência é baixa. Quando o cara descobriu que a televisão queria pagar e a receita da televisão cresceu, ninguém fez nada para essa receita da bilheteria, aumentar. Por que, percentualmente a receita da bilheteria era maior, porque as outras receitas não existiam. Agora, o que o cara não consegue entender é o seguinte: Se a tua receita (da bilheteria) for um terço, primeiro, você vai depender menos da televisão. Mas tem outra questão, você vai ter um terço e isso significa que o seu estádio estará sempre lotado. Se o teu estádio está sempre lotado, você vai vender mais placa de publicidade por um preço melhor, você vai vender mais o anúncio da tua camisa por um preço melhor, você vai arrumar com mais facilidade outros parceiros, porque a sensação de quem olha para o teu produto, para quem vê o teu time em campo, ouve um burburinho e vê a arquibancada lotada é: Putz grilo, todo mundo gosta desse produto aqui, então eu também tenho que fazer parte disso. Agora, quando você olha para os estádio vazios, você diz: Pô, a televisão está passando, mas ninguém quer saber disso aqui não. Está vazio! É como você passar em um bar, olhar e falar: vamos nesse bar aqui ou vamos naquele lá. Esse aqui está vazio e aquele está lotado. Você vai entrar em qual? (Blog.: No lotado.) você vai entrar no bar que está lotado, porque o que está vazio te passa à sensação de que o que ele está te vendendo é uma porcaria. (Interrompendo: E isso acontece mesmo que o bar que está lotado seja mais caro.) Exatamente! Essa relação de produto que o futebol não entende. Por exemplo, o Mustafá Contursi (ex-presidente do Palmeiras) costumava dizer que não ia abaixar o ingresso, o preço do ingresso, porque não ia fazer política do pão e circo. Digamos que ele esteja até certo. Agora, por que ele não pode abaixar o preço do ingresso se isso for o sinal de que ele vai lotar o estádio, se ele vai ter a mesma receita com o estádio lotado e o ingresso mais baixo, a mesma receita de bilheteria, não é melhor para ele mostrar que o estádio está lotado? Agora, ele não pensa assim. Não estou dizendo que o ingresso tem que ser mais barato. O estádio é que tem que estar cheio. E você tem que viabilizar o estádio cheio.

Blog: A saída cada vez maior e mais cedo dos nossos jogadores influencia na falta de público? Qual a saída para estancar essa evasão enorme de jogadores?

PVC: Quando a gente vê Flamengo x Vasco com 45 mil pessoas e o Maracanã lotado. Lotado porque não cabia mais ninguém porque está em reforma. Você descobre que o que leva público ao estádio não é o jogador, não é o craque, é a camisa. É a camisa! Você não vai deixar de perder jogador, vai continuar perdendo, isto é inevitável. Enquanto a sua moeda for 2 vezes e meia inferior ao Euro, você vai perder jogador de maneira inevitável. Não tem o que fazer. Agora, você pode concorrer com a Rússia, com a Ucrânia, com a Bulgária. Você pode não perder jogadores para essas economias inferiores. Como? Criando o tal círculo virtuoso. O público já vai ao estádio em busca da camisa. Ele não vai em busca do craque. Ele quer ver Flamengo, Vasco, São Paulo e Corinthians. Se o São Paulo tiver Kaká, melhor. Mas se tem Danilo, ele lota o estádio para ver o Danilo também. Como tem acontecido na Libertadores. Então você tem que criar soluções objetivas, como o São Paulo cria na Libertadores, para que o cara vá em busca da camisa dele. Vá ver o jogo. Vai aumentar a receita de bilheteria. Talvez, com isso, você aumente a receita de patrocínio. Você pode até negociar melhores preços de televisão. Arrecadar mais dinheiro, ficar mais competitivo e conseguir manter o jogador aqui. Um pouco do que o Internacional pensa em fazer, não criando esse círculo virtuoso, mas tentando criar um outro círculo, que é , de alguma maneira, tentar resolver uma parte desse problema. O que o Internacional achava, que ele só conseguia revelar jogador de ponta, quando voltou a revelar. Então revelava Nilmar e Daniel Carvalho. Como revelava esse tipo de jogador e não tinha dinheiro, tinha que vender os dois. Então vendeu o Nilmar e o Daniel Carvalho. Qual foi a receita que ele consegui fazer para diminuir essa sangria? Revelar jogador mais ou menos. Começou a revelar alguns jogadores intermediários. E vendeu um ou outro jogador intermediário. Para que? Para conseguir manter jogadores de ponta, como Rafael Sóbis que, bem ou mal, ficou nesta temporada. É um círculo diferente, ele está resolvendo tudo em função da venda. Você pode criar um outro tipo de círculo virtuoso, que é: eu chamo o torcedor, o torcedor me dá receita, aumenta a receita de outras fontes. Aumentando a minha receita, eu tenho mais dinheiro e consigo manter uma parte dos meus jogadores aqui. Tudo isso é plano, planejamento!

domingo, 20 de agosto de 2006

Campeonato Inglês

Começou ontem o Campeonato Inglês, para mim, um dos melhores campeonatos do mundo. No campeonato inglês, o jogo pode até ser ruim, mas toda a estrutura, o entorno, impressionam. Estádios fantásticos, sempre lotados e sem alambrados ou grades. Tudo isso com grandes jogadores.

O Chelsea já começou com tudo, só para variar. Além de manter a base bicampeã, trouxe Shevchenko e Ballack, sem contar Kallou e Mikel. É mesmo o favorito. E ainda conta com o melhor técnico do mundo, José Mourinho. Os Blues bateram o Manchester City por 3 x 0. E o bom é que agora, o Mourinho tem muitas (boas) opções para toda a equipe. Tudo isso para conquistar o tri do inglês e o sonho de consumo da dupla Abramovich-Mourinho, a Liga dos Campeões da Europa.

Arsenal e o Liverpool já vacilaram logo na primeira rodada. O Arsenal tropeçou em casa contra o West Ham. 1 x 1 e o gol não foi de Henry. Gol do brasileiro Gilberto Silva. O Liverpool empatou fora de casa com o Sheffield United também em 1 x 1.

O Manchester United fez a lição de casa. Com 19 minutos do primeiro tempo já massacrava o fulham por 4 x 0, com bela atuação do atacante francês Louis Saha. O placar final ficou em 5 x 1.

A princípio, pelo menos para mim, o Manchester é o único que pode tirar o troféu do Chelsea!

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Internacional. Até que enfim!

De novo a América é conquistada e pintada de vermelho por Bolívar, só que desta vez, sem derramamento de sangue!

Acaba assim, as provocações gremistas para com o Inter. Agora não há mais espaço pra os tricolores do Rio Grande chamarem os colorados de Inter-Municipal e de Regional.

O Inter agora é o INTERNACIONAL, Campeão da América!

E que campeão. Derrotou na final só, o atual Campeão do Mundo. E com justiça.

Com uma monumental vitória no Morumbi e um heróico empate no Beira-Rio.

E porque, tem um ditado que diz: Quem não faz, toma!

E o São Paulo, com 10 minutos já tinha tido três ótimas chances de marcar.

A primeira, com Lugano, em um voleio sem força.

A segunda, com Danilo, após bela jogada de Aloísio. Clemer fez excelente defesa e pôs para escanteio. Na cobrança, a terceira chance perdida. Lugano, há 4 metros do gol, manda por cima.

A esta altura, a torcida do Inter, atônita, já pensa no pior. Mas eis que, quando era dominado pelo São Paulo, o Inter marca.

Rafael Sóbis, talvez o único do time do Inter que atuava com desenvoltura e que preocupava a defesa são-paulina, sofre falta na ponta-direita. Jorge Wagner coloca na área uma bola teoricamente fácil, Rogério Ceni falha e Fernandão, o capitão colorado, o maior artilheiro do confronto, tem 5 gols, manda para o fundo das redes. 1 x 0.

O São Paulo sente o baque e, se o Inter tivesse mais um pouco de calma, poderia ter matado o jogo. E não matar o jogo contra um adversário como o São Paulo é perigoso.

No começo do segundo tempo, Fabão empata. Muricy então tira Danilo e Richartlysson para as entradas de Lenílson e Thiago.

Só que o gol sai do outro lado. Em um rápido contra-ataque, cerá cruza para Fernandão. O atacante cabeceia e Rogério faz linda defesa, se redimindo da falha. No rebote, Fernandão acha Tinga, o motorzinho colorado, livre. Ele só tem o trabalho de empurrar. 2 x 1.

Na comemoração, Tinga recebe cartão amarelo por levantar a camisa. Como ele já tinha amarelo, foi expulso.

O sofrimento colorado parece não ter fim. E só aumenta. O São Paulo pressiona. O Inter se segura.

Aos 39 veio o empate. Júnior chuta e Clemer solta nos pés de Lenílson. 2 x 2.

A esperança renasce para o São Paulo e o sofrimento aumenta para o Inter.

Inter que não pode ir para a prorrogação. Seria morte certa jogar com um a menos uma prorrogação contra o São Paulo.

O São Paulo continua em cima. Aos 45, o lance do jogo. Júnior cruza na cabeça de Alex Dias. O são-paulino cabeceia firme, forte, como tem que ser. É o gol da prorrogação. Mas, no meio do caminho tem um Clemer. Tem um Clemer no meio do caminho. Se redimindo da falha no gol são-paulino.

Escanteio, agora é pressão total. A zaga afasta. Novo escanteio. O jogo é eletrizante. Emocionante. Extenuante.

As câmeras filmam Abel Braga, o Abelão, chorando e dizendo: "Meu Pai do céu!". Novo escanteio, o terceiro seguido. Mas o juiz não deixa. Fim de jogo. Inter, após 26 anos, Campeão da Libertadores da América.

E por que foi campeão. Por causa de uma coisa, planejamento.

Quando assumiu o Inter em 2002, Fernando Carvalho encontrou um clube combalido e quase falido. Que escapou por pouco do rebaixamento em 1999, com um gol de Dunga.

Um clube com 3 mil sócios, a maioria inadimplente. Em 2002, novo susto, o Inter só se salvou do rebaixamento no último jogo, contra o Paysandu, em Belém, gol de Fernando Baiano.

Em 2003, Fernandão, o símbolo deste time, é contratado. E começa a InterMania.

Surgem Nilmar e Daniel Carvalho. Ambos são vendidos para deixar o clube no vermelho. Sim, no vermelho, no azul é quando o time está mal financeiramente. Isso que é rivalidade.

Agora o Inter tem mais de 40 mil sócios que pagam até R$ 30 por mês, depende de onde mora a pessoa. Esses sócios têm o direito de retirar, isso mesmo, retirar, ingressos para os jogos do Inter no Beira-Rio. Isso alivia um pouco a pressão pela venda de jogadores.

Bolívar e Tinga já estão negociados. Rafel Sóbis voltou a despertar o interesse italiano, desta vez é o Milan. Mas Fernandão está prestes a renovar até 2010. E o Inter já pensa em reforços. Quer o argentino Guiñazu, do Libertad. A maioria dos jogadores do Inter são novos e têm contratos longos.

Atitudes novas como essa, permitem ao time ter um planejamento a longo prazo. Tudo isso começou em 2003 visando o centenário do clube, que acontece em 2009.

Ao INTERNACIONAL, os parabéns, por essa excepcional conquista.

Ao São Paulo, é a vida que segue, domingo já tem pedreira. Cruzeiro no Mineirão. Em busca do Tetra. Junto com o Inter. De novo!


Em tempo: Dunga anunciou a convocação para os jogos contra País de Gales e Argentina. Do jogaço de ontem, só Rafael Sóbis foi chamado. Absurdo!!! Kaká e Ronaldinho gaúcho voltam.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Dunga define o time

Dunga definiu o time que tentará a primeira vitória brasileira contra a Noruega, amanhã em Oslo.

É, o Brasil ainda não ganhou da Noruega. São três jogos, com 2 vitórias norueguesas e 1 empate. E uma dessa vitórias foi na Copa de 1998. Pênalti infantil do Júnior Baiano em Tore Andre Flo no fim do jogo, lembram?

Bem, o time amanhã será esse:

Gomes; Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Daniel Carvalho,; Robinho e Fred

Bem, nenhuma surpresa. Eu gostaria de ver Alex e Luisão na zaga, mas parece que nenhum técnico da seleção gosta deles para ser titular. Incrível.

A dúvida é: quem será o Dunguinha do time do Dunga. Ou melhor, quem será o capitão da seleção?

Acho que fica entre três jogadores: Edmílson, Juan e Lúcio.

Façam suas apostas.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Ricardo Oliveira joga!!

Acabou de dar no CBN EC, do Juca Kfouri, que Ricardo Oliveira joga na quarta contrta o Inter. A FIFA autorizou uma renovação por 4 dias, o que permite que ele jogue no Sul.

Outra boa nova, que saiu no blog do Birner (http://blogdobirner.zip.net/), André Dias pode jogar na defesa.

Isso aumenta em 5% as chances do São Paulo. Agora são 75% para o Inter e 25% para o São Paulo.

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Segundo leio no ótimo jornal gaúcho Zero Hora, Alex, meia do Inter, lembra que o Inter tem que tomar como exemplo o mata-mata contra o Nacional do Uruguai. Depois de vencer por 2 x 1 fora de casa, empatou por 0 x 0 no Beira-Rio, jogando muito mal, com muitas chances para o Nacional vencer.

Lá leio também que Elder Granja está fora da final, Ceará vai jogar no seu lugar. E Wellington Monteiro, com já era o esperado, deve ser o titular no lugar de Fabinho.

E Bolívar, zagueiraço que parou o ataque Tricolor no primeiro jogo, já está negociado com o Monaco.

Lá, como cá, é preciso vender ao menos um jogador por ano para se manter no azul.

Lá, foi o Bolívar. Aqui, o Lugano. Coincidentemente, ótimos zagueiros. E os dois para times médios da Europa. Bolívar para o Monaco, Lugano para o Fenerbahçe.

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Acaba de sair que Oswaldo de Oliveira é o novo técnico do Cruzeiro. E Geninho, depois de três meses no Corinthians, volta ao Goiás.

Só falta agora PC Gusmão no Corinthians e Antônio Lopes no Flu, aí eles completariam a dança das cadeiras.

Falando sério, Leão já acertou com o Corinthians. Só falta avisar o São Caetano, clube com o qual o técnico tem contrato e, nesse contrato, tem uma multa de 3 milhões de reais.

sábado, 12 de agosto de 2006

São Paulo desce e Inter "Sóbis"

Pelo menos na minha banca de apostas, o Internacional tem 80% de chances de ser campeão.

Repito, para os gaúchos perderem esse título, o São Paulo precisa fazer uma daquelas partidas perfeitas, como foram os jogos contra o River e contra o Liverpool.

O problema é que está cada vez mais difícil isso acontecer. Depois de perder Josué expulso, Ricardo Oliveira tem chances remotas de jogar.

Ontem, uma tragédia tomou conta do CT Tricolor. Os goleiros reservas Bruno e Weverson sofreram um acidente de carro que vitimou o segundo e deixou o primeiro em estado grave, com possibilidades de ficar tetraplégico. Com eles, três jogadoras de vôlei do Finasa/Osasco. A jovem Nathália Lane também faleceu. Clarisse Peixoto e Paula Carbonari sofreram alguns ferimentos, mas não correm risco.

Depois disso, é muito mais difícil voltar a falar de futebol, mas vamos lá.

Gerou muita repercussão e, até alguma celeuma, os gols do Internacional narrados por Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre.

Aqui neste link, voces podem ouvir os três gols do jogo. Tirem suas próprias conclusões. É só ir no escute os gols da vitória colorada, muito fácil de achar.
http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&espid=44&section=Home

Na minha opinião, ele fez o que ele achou que tinha que fazer. Expressou o amor dele pelo futebol gaúcho, que está prestes a ganhar a Libertadores, ele expressou o sentimento dele, toda a emoção que ele sentiu ali.

Não é o meu estilo preferido de narração, mas cada um, cada um.

Só discordo em dois pontos.

Primeiro: Ele fala que o Rafael Sóbis tem "cara de gaúcho". O que é ter cara de gaúcjo? É ser loiro de olhos claros? E se o Tinga, negro como o Saci pererê, que é o mascote do Inter, tivesse feito o gol, o que ele diria?

Segundo: Se um narrador de São Paulo narrasse assim o gol da vitória do São Paulo e tivesse que ir narrar o segundo jogo no sul, o que aconteceria com ele?

Aqui deixo uma história para voces pensarem sobre este fato.

Em 1998, o então técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari acusou o narrador da Globo, Galvão Bueno, de narrar os gols do Palmeiras em tom infinitamente inferior aos dos seus rivais, em especial o Corinthians. Não é nem preciso dizer o que aconteceu depois. No jogo seguinte do Palmeiras no Palestra, Galvão só foi sair do estádio às 3 horas da manhã.

Agora, o time do São Paulo "usar" essa gravação como motivação para tentar conquistar o título?

Eles não precisam de motivação extra, já ganham muito bem, e merecidamente, diga-se de passagem, e estão na final da Libertadores, que pode render a todos um título inédito, o quarto de um time brasileiro na competição. Isso já é o suficiente. Se esse fato por si só não for motivante, eles não precisam ira até Porto Alegre.


*A história do Galvão está no ótimo livro Jornalismo Esportivo, do Paulo Vinicius Coelho, o PVC.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Inter vence com autoridade de Campeão

O Internacional veio ao Morumbi e acabou com a festa Tricolor. E com justiça. Jogou mais e com autoridade. Agora, só um medo imenso de ser campeão pode dar esse título ao São Paulo.

O jogo começou pegado, muito pegado. Com 2 minutos Edinho deu um pisão no tornozelo de Mineiro. Aos 9, Josué disputou bola pelo alto com Rafael Sóbis e deu uma cotovelada no Chapolim Colorado. Expulsão para o são-paulino.

O interessante é que, pouco antes, Tinga subiu para disputar uma bola com Souza do mesmo jeito. A bola subiu e Josué quis imitar o Colorado, só que se deu mal. Sem contar que prejudicou o São Paulo imensamente.

Conclusão, com 10 minutos o São Paulo perdia um volante expulso e o outro estava machucado. Ou seja, a força defensiva e ofensiva da equipe estava seriamente abalada.

Aí o jogo mudou totalmente de figura. O Inter passou a pressionar demais o São Paulo mas, salvo o gol que Jorge Wagner perdeu na cara de Rogério, o Inter não teve muitas chances.

O São Paulo estava muito fechado, todo no campo de defesa e explorando os contra-ataques. Em um desses, Leandro foi travado na hora h por Fabinho.

O mesmo Fabinho que minutos mais tarde cometeria besteira igual à de Josué. Deu um tapa em Souza e foi expulso. E, por incrível que pareça, essa expulsão prejudicou mais o São Paulo do que o Inter.

Nesse momento, o São Paulo pensou que poderia atacar o Inter de igual para igual, quando não podia. O Inter perdeu Fabinho, um jogador que só está ali para cobrir espaço, enquanto o São Paulo perdeu um de seus alicerces, tanto para defender quanto para atacar.

No segundo tempo, o Inter voltou mais decidido que o São Paulo. Queria ganhar, e ganhou.

Em 10 minutos de pane mental de todo o time são-paulino, Rafael Sóbis marcou dois gols e perdeu talvez o mais fácil de todos eles, e que certamente mataria o São Paulo.

Não matou e ainda viu a vantagem colorada diminuir em linda cabeçada desferida por Edcarlos.

O São Paulo foi para cima mas Clemer, que estava em noite de Rogério, evitou o empate.

Para o segundo jogo, só uma pane muito grande do Inter fará o São Paulo conquistar esse título. Algo do tipo: Nossa, vamos ganhar a Libertadores, um título que queremos há 26 anos e que o Grêmio ganhou por duas vezes!

Ou o São Paulo jogar como jogou contra o River Plate, na Argentina, na edição passada da Libertadores. Mas isso é mais difícil, porque o time estará sem Josué.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

É hoje!

Hoje São Paulo e Inter fazem o primeiro jogo da final da Libertadores.

São Paulo e Inter jogam no mesmo esquema, o 3-5-2, com dois volantes e um meia.

Os dois têm quase a mesma característica, marcar sobre pressão a saída de bola do adversário.

Hoje, a defesa do Inter parece mais sólida do que a do São Paulo. Os três zagueiros colorados vêm tendo menos erros do que o trio Tricolor.

Os alas do São Paulo têm mais regularidade que os do Inter e podem fazer a diferença hoje.

Na meia, Danilo supera Alex de longe. Danilo, por mais que não apareça muito no jogo, que não brilhe, é peça fundamental para o São Paulo, por arrastar consigo um dos volantes adversários para a ponta esquerda, possibilitando a entrada ou de Júnior, ou de um dos volantes, pela meia.

No meio-campo, apesar de toda a qualidade de Tinga, Josué e Mineiro são insuperáveis. É deles o grande mérito de a torcida não reclamar do sistema defensivo Tricolor. E ainda chegam, e bem, ao ataque.

No ataque, Fernandão e Rafael Sóbis são melhores na média do que Ricardo Oliveira e Leandro.

Ah, antes que voces pensem que esqueci do gol, não esqueci. É que no gol é indiscutível!

Por essas e outras, acho o São Paulo favorito para o jogo de hoje. mas favorito não quer dizer vencedor!

Provável time entre São Paulo e Inter:

Rogério Ceni; Bolívar, Lugano e Fabiano Eller; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Rafel Sóbis e Ricardo Oliveira

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Absurdo

Desculpem, o tempo está corrido e está difícil postar. Por isso peço desculpas.

Só duas coisas, mal foram convocados, Jônatas e Morais já receberam propostas para sair.

Jônatas foi para o Espanyol de Barcelona. Morais pode fechar com o conhecidíssimo Gimnàstic de Tarragona, que quer também Rafael Moura do Corinthians e contratou hoje Portillo, reserva do Real Madrid.

É incrível, parece que nunca vai acabar, se fosse feita uma seleção só de jogadores do Brasil, na próxima convocação, todos já estariam na Europa.

Qualquer time pequeno da Europa tem mais dinheiro do que os grandes daqui. Absurdo!


Sobre São Paulo x Internacional falarei mais amanhã, se conseguir.

domingo, 6 de agosto de 2006

Jogos do domingo

Só vi o jogo do Santos inteiro. Do São Paulo vi os melhores momentos e do Palmeiras uns pedaços.

Explica-se: Santos 2 x 1 Internacional e Fortaleza 0 x 0 Palmeiras foram os jogos transmitidos pela Tupi AM.

Do São Paulo vi os melhores momentos.

O Santos, se aproveitando do fato de o Inter estar com os reservas, titulares poupados para a final da Libertadores, partiu para cima no início.

Mas, na primeira chegada do Inter, Iarley fez 1 x 0.

Aí o Inter passou a não deixar o Santos jogar. Com autoridade, mandava no jogo. Até o segundo tempo.

Nos vestiários, Vanderlei Luxemburgo deve ter dado uma bronca daquelas e, o Inter, já sem principal jogador, o meia Tinga, recuou.

E o Santos foi para cima. Obrigando Renan a fazer grandes defesas.

Até que Reinaldo foi expulso infantilmente. Logo depois Wendell acertou um lindo chute e empatou.

Mas a vitória tinha que ser sofrida.

Maldonado, machucado, saiu do jogo. Como o Santos já tinha feito 3 substituições, teve que ficar com 9 jogadores em campo.

Até que Dênis foi à linha de fundo e sofreu pênalti, já nos acréscimos. Wendell bateu e garantiu a vitória para o Santos, que se aproveitou muito bem do fato de enfrentar os reservas de São Paulo e Inter.

Agora está em terceiro lugar.

O Palmeiras, pelo pouco que vi, foi sofrível. E ainda teve dois jogadores expulsos. Mas como o Fortaleza também foi muito mal, o resultado pareceu justo.

O São Paulo, continua líder, mas bem que poderia ter perdido.

O Botafogo começou muito bem e, antes do gol, já havia criado três chances de gol.

Depois do gol do Fogo, o São Paulo se apresentou para o jogo e criou algumas chances, principalmente com Thiago, que me pareceu o mais lúcido.

Mas o Botafogo incomodava mais. Só que não conseguiu marcar.

No segundo tempo Thiago, depois de 12 jogos sem marcar, fez o seu e empatou. Depois disso os times se acomodaram com o resultado, que era bom para ambos.

Priceless!

Tem coisas na vida que não têm preço.

Se apaixonar é uma delas. Se decepcionar também.

Ver o seu time ou a sua seleção ser campeão do mundo.

Entrevistar ídolos como Juca Kfouri e Paulo Vinícius Coelho na mesma semana também.

Agora, ver o Craque de Blog ser citado no Blog dos blogs, ou seja, no Blog do Juca Kfouri, é uma sensação muito legal.

Completamente sem preço!!!

Só me resta fazer uma coisa. Agradecer, e muito. Do fundo do coração!

Valeu Juca!!!



Em tempo: Jorge Larrionda e Horácio Elizondo são os mesmos que apitaram as finais da Libertadores no ano passado. Com a diferença que o Larrionda apitou no Sul e o Elizondo no Morumbi.

Decisão sem brasileiros

Informação de fim de noite chegando. Como é bom ter contatos!

A Conmebol só anunciará na segunda-feira os nomes dos árbitros para a Final da Libertadores.

Mas posso adiantar que não serão árbitros brasileiros, exatamente como queria o São Paulo.

Para o 1º jogo, no Morumbi, o escolhido é o uruguaio Jorge Larrionda.

Larrionda já apitou oito jogos nesta Libertadores. Sendo que 2 foram do São Paulo, vitórias sobre Chivas e Caracas, e um jogo foi do Inter, vitória sobre a LDU.

Dos oito jogos apitados por ele, 4 tiveram como vencedor o mandante, em 2 os visitantes venceram e houve 2 empates.

Ele distribuiu 28 cartões amarelos (9 para os mandantes e 19 para os visitantes) e 5 vermelhos (1 para o mandante e 4 para os visitantes).

Para a grande final no Beira-Rio, o escolhido é o argentino Horácio Elizondo, que apitou a final da Copa do Mundo, há um mês atrás.

Elizondo apitou 6 jogos na Libertadores. Nenhum do São Paulo, mas 2 do Inter, derrota para a LDU e vitória contra o Nacional.

Destes seis jogos, um tríplice empate, 2 vitórias dos mandates, 2 dos visitantes e 2 empates.

Ele distribuiu 40 cartões amarelos (18 para os mandantes e 22 para os visitantes) e 4 cartões vermelhos (2 para os mandantes e 2 para os visitantes).

Todos os jogos dos dois

Jorge Larrionda

Chivas 0 x 1 São Paulo
Tigres 0 x 0 Libertad
Inter 2 x 0 LDU
Sporting Cristal 2 x 2 Estudiantes
Palmeiras 3 x 2 Atlético Nacional
Rosario Central 1 x 2 Atlético Nacional
Libertad 2 x 0 River Plate

Horacio Elizondo

LDU 2 x 1 Inter
Newell's Old Boys 2 x 4 Vélez Sarsfield
Libertad 0 x 0 Tigres (5 x 3 PEN)
Deportivo Cali 0 x 1 Corinthians
Internacional 3 x 0 Nacional
Pumas 1 x 1 Nacional

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Final brasileira!

O Inter venceu e está na final para enfrentar o São Paulo.

Justiça seja feita, são os dois melhores times do Brasil.

Os dois primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Os dois melhores da América.

Lutando por uma vaga no Japão.

Ao contrário do ano passado, a primeira partida, dia 9, é no Morumbi. E a decisão, dia 16, serrá no Beira-Rio.

Amanhã colocarei números sobre a grande final do Campeonato Brasileiro, ops, Libertadores!

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Garantia

Ricardo Oliveira acaba de garantir para Juca Kfouri no CBN EC que vai jogar a final da Libertadores pelo São Paulo, no dia 16.

Não sabe se jogará até o final do ano. Mas a final ele diz que joga.

Nessa mesma conversa, ele que já jogou em vários estádios na Europa, incluindo Santiago Bernabéu e Camp Nou, disse que nunca viu uma coisa como o Morumbi em jogos de Libertadores.

Chivas, sem dor de cabeça!

Quem vê só o resultado de São paulo e Chivas pode pensar que foi fácil.

Mas não foi. Apesar do 3 x 0.

Porque apesar de o São Paulo começar um pouco melhor, Júnior obrigou Sánchez a fazer ótima defesa, foi o Chivas quem teve as melhores chances.

Primeiro, Santana chutou a bola desviou na zaga e Rogério teve que tirar com o pé, quando já estava caindo para o outro lado.

Pouco depois, em bela triangulação, Bautista perdeu gol feito na cara de Rogério.

O gol mexicano estava amadurecendo quando Fabão cometeu pênalti em Bautista. Morales bateu mas Rogério (sempre ele!) defendeu.

Aí o São Paulo se soltou.

Ricardo Oliveira e Leandro tabelaram na entrada da área. A bola sobrou para Leandro que, com o gol aberto, não teve muito trabalho. 1 x 0.

Pouco depois, Ricardo Oliveira, ajeitou com açúcar para Mineiro na entrada da área. O volante acertou uma bomba no ângulo de Sánchez. 2 x 0.

No segundo tempo, o Chivas deu a impressão que viria para cima com tudo. José Manuel "Chepo" De La Torre colocou o atacante Medina no lugar do meia Ramon Morales, abatido pela perda do pênalti.

Mas o gol de Ricardo Oliveira, seu primeiro com a camisa tricolor na Libertadores, terminou com qualquer sonho das Chivas (cabritas em espanhol).

O São Paulo chega assim à sua sexta final de Copa Libertadores em 11 participações.

Hoje sai o adversário. Inter e Libertad duelam no Beira-rio. E os brasileiros naõ podem empatar.

Explica-se: 0 x 0 leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro empate classifica os paraguaios.

Libertad que só tomou 4 gols até agora na Libertadores. E que tem no nome do seu estádio uma homenagem a seu torcedor mais ilustre.

Nicolás Leóz.

Quem é Nicolás Leóz?

O presidente da Confederação Sulamericana de Futebol!

terça-feira, 1 de agosto de 2006

A primeira vez!

Na sua primeira convocação, Dunga surpreendeu. Me surpreendeu. E gostei da surpresa.

Claro que tenho ressalvas. Se o intuiuto é renovar o time para 2010, acho que Gilberto, Gilberto Silva, Lúcio e Edmílson deveriam ficar de fora. Assim como Rogério Ceni, Dida, Júnior e outros que já passaram dos 30.

O que mais gostei foi das convocações dos jogadores do Leste Europeu. Dudu Cearense, Vágner Love, Daniel Carvalho e Elano. Mas aqui temos um ponto de interrogação. Vágner Love é reserva do Jô (lembram dele?) no CSKA Moscou. Enquanto o ex-palmeirense marcou um gol nesta temporada, o ex-corintiano marcou 13, e é o artilheiro do campeonato Russo.

Daniel Carvalho e Dudu Cearense são ótimos nomes, gosto deles, mas também estão na reserva. A pergunta que fica então é: Dunga sabia disso ao convocá-los e os bancou mesmo assim, ou os chamou baseado em apresentações passadas?

No frigir dos ovos, eu faria uma mudança, Daniel Alves do Sevilla no lugar de Maicon, recém-contratado pela Internazionale. Há muito tempo o Daniel merece uma chance na lateral-direita da seleção.

Baseado nesta convocação, a minha equipe titular ficaria assim:

Gomes; Cicinho, Luisão, Alex e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Daniel Carvalho; Robinho e Fred.

Mas acho que o time será este:

Gomes; Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Júlio Baptista; Robinho e Fred.


A lista completa:

GOLEIROS

Gomes (PSV Eindhoven-HOL)
Fábio (Cruzeiro)

ZAGUEIROS

Juan (Bayer Leverkusen-ALE)
Lúcio (Bayern de Munique-ALE)
Luisão (Benfica-POR)
Alex (PSV Eindhoven-HOL)

LATERAIS

Cicinho (Real Madrid-ESP)
Maicon (Internazionale-ITA)
Gilberto (Hertha Berlim-ALE)
Marcelo (Fluminense)

MEIO-CAMPO

Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Edmílson (Barcelona-ESP)
Dudu Cearense (CSKA-RUS)
Elano (Shakahtar Donetsk-UCR)
Julio Baptista (Real Madrid-ESP)
Jônatas (Flamengo)
Morais (Vasco da Gama)
Daniel Carvalho (CSKA-RUS)
Wagner(Cruzeiro)

ATACANTES

Robinho (Real Madrid-ESP)
Fred (Lyon-FRA)
Vagner Love (CSKA-RUS)

Futebol doido

O líder perde de goleada, em casa, mas continua folgado na liderança.

O campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil estão na zona de rebaixamento. Um deles tem uma parceria milionária, o outro está para fechar uma parceria nos mesmos moldes.

O Corpo de Bombeiros é chamado para apagar um incêndio no estádio em uma partida que não pegou fogo.

O Goiás não ganha em casa pela segunda rodada consecutiva.

Jorginho será auxiliar do Dunga. E podem vir Taffarel e Ricardo Rocha!

Enquanto isso na Argentina, Alfio Basile retorna a seleção, mas fica no Boca até a disputa da Recopa Sul-americana contra o São Paulo, em setembro. É, eles não inventam.

Para os são-paulinos, Lugano está mesmo indo embora. E para a Turquia. Provavelmente para o Fenerbahçe, que tem Zico e Alex, além de Fábio Luciano, Appiah e Anelka. Para o seu lugar o São Paulo quer Roque JR. Improvável.

O Real Madrid viu a loucura que fez ao pagar 30 milhões de Euros em Júlio Baptista e o pôs à disposição de quem quiser levar. Pagando, é claro.

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No basquete, já virou rotina. O Brasil perdeu para a Argentina por 103 a 97 na preparação para o Mundial no Japão.

O blog falou com Leandrinho na semana passada:

Leandrinho, o que fazer para bater a Argentina, já que temos um provável encontro na segunda fase do Mundial?
Leandrinho: Ir pra cima deles. Jogar com raça. Sabemos que eles têm um bom time, mas vamos pra cima dos cara, vamos para ganhar.

Melhor sorte no Mundial!