domingo, 10 de setembro de 2006

Clássico?

Se São Paulo e Corinthians tivessem entrado em campo hoje com as camisas de Íbis e Itabaiana, não teria feito a menor diferença. Com todo respeito ao Íbis e ao Itabaiana.

O jogo foi horrível. Em parte pelas expulsões de César e de Eduardo Ratinho. Justas na minha opinião. O problema da arbitragem, e não é só da arbitragem brasileira, é um problema da arbitragem mundial, é a falta de critério, não que tenha acontecido hoje, mas esse é um dos maiores problemas da arbitragem mundial.

Mas não foram só as expulsões que acabaram com o jogo. O péssimo futebol apresentado (há tempos) pelo São Paulo também estragou o jogo. Um time sem criatividade, sem objetividade, sem ambição. Falta muito ao São Paulo. E reitero, a continuar deste jeito, perde o campeonato.

Mas voltando ao jogo. Depois das expulsões, o que se viu foi um São Paulo pressionado pela obrigação de ganhar e um Corinthians lutador. Leão armou o time com duas linhas de 4 jogadores à frente da área. A primeira tinha Marcelo Mattos, Marinho, Betão e Gustavo Nery. A segunda tinha Amoroso, Magrão, Rafael Moura e Carlos Alberto. Com isso, o time congestionou tudo para o São Paulo, que tentava (sem sucesso) jogar pelas laterais.

O São Paulo até teve uma boa oportunidade, com Edcarlos, de cabeça. Mas a melhor oportunidade foi do Corinthians. Rafael Moura mostrou toda a sua incapacidade ao perder um gol na cara de Rogério. Rafael Moura, me desculpem, não serve para o Corinthians.

No segundo tempo, Muricy trocou o 3-5-2 para o 4-4-2. O São Paulo foi um pouco mais agressivo, mas não fez o suficiente para marcar. Tudo bem que mandou duas bolas na trave do Corinthians mas, pelo time que tem, pela posição que ocupa, tinha a obrigação de fazer mais do que fez.

E, se tivesse que ter um ganhador, esse seria o Corinthians. No fim do jogo, Rafael Moura (de novo) perdeu ótima chance de dar uma vitória heróica e histórica ao Corinthians. Mas ele não tem qualidade para isso.

O balanço final do clássico é: o São Paulo perdeu dois pontos e vê a sua "superioridade" ser colocada em xeque. Afinal, como que o "melhor time do Brasil" empata com um time que luta para fugir do rebaixamento e que jogou quase 70 minutos com 9 jogadores?

Já para o Corinthians, esse é um daqueles resultados que dão moral "para o grupo", que levantam o astral e que podem levar o time de volta às vitórias. Mas, nesse 1 ano e meio de MSI, isso já aconteceu contra o Cianorte, no Pacaembu e contra Universidad Católica no Chile. E acabou que o time não engrenou.

sábado, 9 de setembro de 2006

Perdeu e poderia ter sido de bem mais!

O São Paulo foi derrotado no primeiro jogo da final da Recopa. A primeira coisa que tenho a dizer é: ficou barato.

O Muricy optou por jogar diferente. Um híbrido entre o 4-4-2 e o 3-5-2. Não deu resultado. O São Paulo não atacava pela direita e ainda bagunçou o seu sistema defensivo. E não criava, mesmo com 2 meias (Danilo e Lenílson).

O time, além de não criar e não marcar sobre pressão (pedidos do Muricy), ainda viu o Boca dominar boa parte do primeiro tempo.

Tanto que, o primeiro chute do time ao gol só saiu aos 29 do primeiro tempo, com Lenílson. 3 minutos mais tarde, Thiago marcou em um frangaço de Bobadilha. O resultado era mentiroso. Eu tinha a sensação que o Boca iria marcar a qualquer momento.

Mas não marcou e o primeiro tempo acabou no 1 x 0 para o São Paulo. Mas o que já estava ruim, ficou ainda pior quando Aloísio sentiu uma contusão e teve que ser substituído por Alex Dias.

Alex Dias que, desde o empate entre São Paulo e Noroeste no Morumbi (o jogo no qual Lenílson assegurou sua transferência) não joga bem, fez os piores 25 minutos que eu já vi um jogador fazer. Horrível. Até passe para o juiz ele fez. E prejudicou muito o time. Além de não puxar os contra-ataques quando o jogo estava 1 x 0, não segurava a bola no ataque. O que permitia ao Boca pressionar o São Paulo incessantemente.

Com isso a virada argentina era questão de tempo. E aconteceu aos 30 do segundo tempo. A zaga do São Paulo estava perdida. Fabão não pode jogar de líbero. Até porque, ele não consegue fazer a cobertura do lado esquerdo da zaga.

Além do mais, o time parece desinteressado. Precisa de um choque para voltar a jogar bem. A última partida que o São Paulo fez foi contra o Chivas. E isso foi há um bom tempo, dois meses quase.

A continuar deste jeito, o time corre sério risco de perder também o campeonato brasileiro. O que seria o fim.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

A França fez o que deveria ter feito há dois meses

De França e Itália vi o primeiro tempo e os melhores momentos do segundo.

A França fez 3 x 1 e poderia ter feito mais. Fez o que deveria ter feito no dia 9 de julho, em Berlim, na final da Copa.

Talvez a vitória tenha vindo justamente por causa da ausência do Zidane. A França, que antes tocava a bola, cadenciava mais o jogo, agora tem mais velocidade. Não há um substituto para Zidane, embora o Malouda tenha jogado mais pelo meio ontem.

A Itália decepcionou. Esperava mais dos campeões do mundo. Como já visto na Copa, o time depende muito da bola parada, no qual Pirlo é um especialista.

Mas ontem, diferentemente do que ocorreu na Copa, o time estava desligado. Tomou um gol com um minuto e o segundo aos 19, com a defesa, Cannavaro em particular, chegando atrasado.

Depois do gol do Gilardino, o time se mostrou mais focado e quase chegou ao empate com Semioli. Coupet fez excelente defesa.

Mas foi só um brilhareco, nada que lembrasse o time Campioni del Mondo.

No segundo tempo, a França fez o terceiro, de novo com Govou, que fez um golaço no começo do jogo, e poderia ter feito mais. Pelo menos mais um. Govou e Ribèry perderam boas chances.

O placar de 3 x 1 foi justo. Mas bem que poderia ter sido assim há dois meses atrás......

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Balanço da seleção

Dois jogos em Londres, duas vitórias. A vitória contra a Argentina foi muito boa, acima da expectativa.

O gol logo no começo, facilitou demais as coisas. Aliás, que drible do Robinho, o Clemente Rodríguez deve estar procurando o Robinho até agora.

O Brasil passou o primeiro tempo dominando o jogo. Não aquele domínio em que um time cria várias chances e impõe o seu ritmo de jogo, mas um domínio que não deixava a Argentina criar.

O que mais me impressionou foi a saída rápida da defesa para o ataque. Os contra-ataques saím em profusão e muito rápidos.

No segundo tempo, a Argentina dominou o Brasil por uns 20 minutos. Zabaleta perdeu um gol daqueles fáceis.

Mas tudo mudou após a entrada do Kaká. Aliás, ele ficou bem nervoso com o banco. Em entrevista ao ótimo André Plihal da ESPN Brasil após o jogo, quando perguntado sobre ter começado o jogo no banco, o meia respondeu: "Não me importo, desde que esse critério seja usado para todos." Um recado claro para os Ronaldos e Adriano.

Depois da entrada dele, a seleção passou a rifar menos a bola e, em bela triangulação de Kaká, Fred e Elano, o ex-santista marcou o segundo.

A Argentina então se desmontou e, no fim do jogo, a pintura. Kaká pegou uma bola que o Messi não conseguiu dominar e arrancou, ainda no campo de defesa. Uma arrancada de uns 60 metros que culminou no terceiro gol do Brasil. Golaço aliás.

Contra o País de Gales foi diferente. Os reservas, incluindo Kaká e Ronaldinho Gaúcho, jogaram. O Brasil, talvez por entrar com o time reserva, não mostrou muita coisa. No primeiro tempo, a tabela entre Kaká e Vágner Love foi muito boa, mas foi só.

No segundo tempo, Marcelo e Vágner Love marcaram os dois gols do Brasil. O Marcelo, há muito vem jogando bem no Fluminense. Aliás, é o único que tem se salvado no Flu.

Espero que essas vitórias não iludam ninguém. É preciso melhorar. Sempre. E o Dunga sabe disso.

E eu, que critiquei muito a escolha, digo: estou surpreso com o Dunga. Continuo achando que ele não é o ideal para a seleção neste momento, mas ele tem feito um bom trabalho. E vai ficar um tempo na Europa, vai assistir jogos do Sevilla, para ver Daniel Alves, ótimo lateral. Pode ver o Adraino também, outro ótimo lateral.

Dunga, a continuar deste jeito, irá evoluir muito e, poderá ficar por um bom tempo na seleção, sem que nenhuma dúvida paire sobre ele!

The Punisher stops!

Eu tenho que falar sobre a aposentadoria de Andre Agassi. O Vingador, como era chamado por não perdoar erros dos seus adversários, encerrou a carreira após perder para Benjamin Becker por 3 sets a 1. Depois de 20 anos de carreira, com 60 títulos, 8 em Grand Slams, e mais de 800 vitórias, ele se despede.

Ele foi um dos 5 jogadores a ganhar os quatro Grand Slams: Australian Open (92, 00, 01 e 03); Us Open (94 e 99); Roland Garros (99) e Wimbledon (92).

Para se ter uma idéia, nem mesmo Pete Sampras, o maior vencedor de Grand Slams da história (14), conseguiu isso.

Mas, para mim, o que faz de Agassi o melhor de todos, é a granda volta por cima que ele deu. Depois do casamento com a estrela Brooke Shields, Agassi passou a frequentar o mundo de Hollywood. Consequência: Ia a muitas festas, dormia pouco, treinava menos ainda e seu rendimento caiu vertiginosamente. Foi parar em cento e pouco no Ranking da ATP.

Decidiu então que o melhor era se separar e voltou a jogar o tênis de alto nível que dele se esperava.

Depois do retorno, ganhou 5 Grand Slams e se firmou como um dos melhores devolvedores de saque da história (Yevgeny Kafelnikov era outro). E se firmou também como The Punisher (O Vingador).

Agassi acumulou, só com premiações, mais de 31 milhões de dólares. Um fênomeno.

Gosto muito de vários tenistas: Sampras, Guga, Federer, Nadal, Rafter, mas para mim, o melhor de todos parou neste domingo!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Jogaços

Ontem e hoje tivemos ótimos jogos. A começar pelo jogaço entre André Agassi x Marcos Baghdatis. Ah, voces pensaram que eu ia falar sobre futebol! Vou, mais abaixo. Primeiro os jogaços.

André Agassi, um gênio. Um gênio que, assim como Zidane, se recusa a parar de jogar. Quando, todos achamos que ele já deu o que tinha que dar, que ele vai perder, ele se supera.

Foi assim contra o Andrei Pavel. Perdia o terceiro set por 4 x 0. Venceu 5 games seguidos e venceu o set e depois destruiu o romeno no quarto set, com um 6/2.

Ontem, parecia que seria diferente. Ele fez dois sets a zero até com facilidade, contra o bom cipriota Baghdatis, finalista do Aberto da Austrália e semifinalista em Wimbledon. Mas estava fácil demais. tinha que ter emoção.

Depois de ganhar o terceiro set, Baghdatis se viu em uma encruzilhada no quarto set. Perdia por 4 x 0. Virou e levou o jogo para o quinto set.

Logo no primeiro game, Baghdatis quebra o serviço de Agassi, que devolve a quebra na sequência. Mas a maior emoção ainda estava por vir. Quando estava empatado em 4 a 4, mais precisamente.

Agassi estava no saque e, após um grande esforço, Baghdatis sente cãimbras. Pela sua expressão, muito fortes. Mesmo assim, ele teve que continuar a disputar o ponto, e só foi atendido no intervalo do game, que ele perdeu, é claro.

Após 3 horas e 48 minutos de jogo, Agassi venceu o jogo, com um 7/5 no quinto set. E continuará nos dando alegria!!!

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Outro jogão foi Rafael Nadal x Luis Horna. Nadal é mesmo um fenômeno, mas o mais impressionante foi o que jogou o Luis Horna. O peruano deu muito trabalho para o Nadal, que venceu por 3 a 1.

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Para fechar, o último jogão foi Espanha x Argentina, no Mundial de Basquete. E, confesso, torci para a Argentina. Manu Ginóbili encanta. É o melhor jogador não americano do mundo hoje. Joga demais, com leveza. Mas nem ele foi capaz de levar a Argentina para a decisão.

Última jogada, bola na mão de Ginóbili. Argentina perdendo por 1 ponto. Ginóbili parte para cesta, ao que aparecem três jogadores espanhóis pra o bloqueio. Ele refuta e abre para Nocioni na linha dos três. Nocioni erra e a Argentina perde.

Uma pena. Mas a espanha mereceu. Até porque, jogou nos últimos 2 minutos sem Pau Gasol, seu melhor jogador, que saiu com uma torção no tornozelo.

Agora a Espanha vai decidir o Mundial contra Grécia, atual campeã européia, que venceu os Estados Unidos na outra semifinal.

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Falando sobre futebol. O único jogo que vi foi o do São Paulo. E o São Paulo perdeu uma grande chance de se distanciar. O empate foi ruim. Mas refletiu bem o que foi o jogo. O goleiro Albérico, apesar de ter sido o nome do jogo, se destacou mais nas bolas paradas.

Pegou três faltas e um pênalti no último minuto, todos tendo Rogério como protagonista. Aliás, apesar da reclamação do jogadores do Fortaleza, foi pênalti. O erro do árbitro foi não ter dado um pênalti semelhante do Fabão no Rinaldo minutos antes, nos mesmos moldes do pênalti no Mineiro.

O São Paulo não foi merecedor da vitória. Centralizou demais o jogo. Lenílson e Danilo, apesar dos pesares, foram bem.

Mas, não dá para entender o Muricy. Dá 25 minutos do 2º tempo, parece que bate o desepero, e ele sai mudando o time, o esquema, tudo. Enche o time de atacantes, todos se trombam. Não sei por que o Alex Dias ainda entra no time. Não tem condições, desde o empate em 1 x 1 com o Noroeste, no Morumbi, ainda pelo campeonato paulista.

E o Zé Roberto. Foi para o Santos. É um ótimo jogador, mas acho que faria mais diferença no São Paulo do que no Santos.

No São Paulo, ele viria para mudar o esquema. A chegada dele possibilitaria a volta do time ao 4-4-2. Josué na cabeça-de-área, com Mineiro na direita e o Zé na esquerda. Danilo seia o elo de ligação entre o meio e o ataque.

O São Paulo ofereceu para ele R$28o mil mensais. Por isso, acho que o Santos ofereceu muito mais. Não sei se os R$500 mil que estão falando, mas muito mais.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Matéria

Aí galera, coloco aqui o link para um especial que fiz para o Fanáticos por Futebol.

http://www.fanaticosporfutebol.com.br/campeonato/noticia.asp?cod1_cod=66176&cod1_area=147&cod1_tipo=1

Leiam, comentem. A opinião de voces é muito importante para mim.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Que fim de semana!

Este fim de semana foi especial para o esporte brasileiro.

No sábado, Felipe Massa fez a sua primeira pole na F1. E Nelsinho Piquet venceu a prova da GP2.

O Brasil venceu a Rússia, pela segunda vez seguida na casa deles e foi à final da Liga Mundial.

O Santos, graças à Vanderlei Luxemburgo, virou para cima do Goiás na Vila Belmiro e se aproximou do São Paulo.

Na coletiva, como já é do conhecimento de todos, Luxemburgo bateu boca com a imprensa e acusou jornalistas de mandarem no Santos. Soltou o verbo e disse que tem jornalista que o tentou levar para outro time.

O ótimo repórter Eduardo Lucas, da Tupi AM, foi conferir as acusações do Luxa e descobriu que o "jornalista" em questão é o ex-diretor do Santos, Francisco Lopes, que está comentando os jogos para rádios de Santos e o tentou levar para o Internacional.

No domingo, Felipe Massa fez uma excelente corrida e garantiu a sua primeira vitória na F1. Isso pode ser decisivo para o seu futuro na equipe.

Mais tarde um pouco, a expecional seleção de vôlei deu mais uma aula de como vencer campeonatos.

Perdendo para França por 2 x 0, virou espetacularmente, com direito a uma sensacional apresentação de Giba. O destaque fica para o que o Bernardinho falou após perder o segundo set para os franceses. "Perder de novo para a França não!", disparou.

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No futebol, o São Paulo não conseguiu vencer o Flamengo no Maracanã. A impressão que dá é que o time do São Paulo pensa que vai ganhar os jogos a hora que quiser. E não é assim. Perdeu ótima oportunidade de se distanciar de vez no campeonato.

O Inter continua a saga de repetir o marasmo do São Paulo no ano passado. talvez isso dê sorte no Mundial, devem pensar os colorados. Assim como o Tricolor no ano passado, o Inter joga melhor que os adversários mas, no fim, acaba perdendo. Desta vez foi o Vasco que impôs a derrota para o Inter. Destaque para os gols de Iarlei e Morais. Dois golaços.

O Palmeiras fez um joguinho contra a Ponte, mas saiu de Campinas com um empate que, se não foi uma maravilha, pelo menos serviu para aumentar (ainda mais) a confiança do grupo.

O Corinthians. Ah, o Corinthians. Será que consegue escapar? Acho que sim, mas já não tenho certeza. Foi dominado pelo Grêmio ontem. O volante Lucas (sobrinho do ex-palmeirense Leivinha) fez o que quis no jogo. Com isso, o resultado só poderia ter sido 2 x 0 para o Grêmio mesmo.

Outro time que chama muito a atenção é o Figueirense. Soares e Cícero são bons jogadores (já marcaram 15 gols juntos). Ainda vai dar trabalho a muitos times grandes. O Palmeiras que se cuide no meio da semana.

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Na Europa, as principais notícias são: O acerto de Rafael Sóbis com o Bétis por 8 temporadas.

Ainda na Espanha, o técnico do Real, Fábio Capello, descontente com o fraco desempenho defensivo de Cicinho, pôs o brasileiro na berlinda e avisou, quem pagar 8 milhões de Euros, leva.

E Ronaldo pode parar agora na Roma, em uma troca com o zagueiro romeno Chivu, ou o francês Mexès. O empecilho é o alto salário do "Fenômemo", fora do teto salarial da Roma.

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E, para fechar, sabem por que o São Paulo fechou com o zagueiro Miranda, do Sochaux da França? O Inter já tinha acertado com o Sochaux, contrato assinado pelas partes e tudo. Só esqueceram de avisar o jogador, que assinou com o São Paulo. Se é em Portugal....

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Entrevista Especial

Depois de uma semana conturbada, com direito a ficar sem computador, volto a postar aqui no Blog. E não é um post qualquer.

É uma entrevista com o Paulo Vinícius Coelho, o PVC, um dos melhores jornalistas esportivos do país. PVC é comentarista da ESPN Brasil e colunista do Diário Lance!.


Blog: PVC, há quanto tempo você freqüenta estádios de futebol? Dos estádios brasileiros, qual o melhor para assistir a um jogo, nos quesitos organização, conforto e respeito ao torcedor?

PVC: A primeira vez que fui a um estádio de futebol eu tinha 5 anos. 5 para 6 anos. Eu digo 5, mas na verdade eu já tinha completado 6, fui ver Portuguesa x Juventus, Campeonato Paulista de 1975, a Portuguesa venceu por 2 x 1. Vamos lá, eu não conheço todos os estádios, por exemplo eu nunca fui na Arena da Baixada, que para muita gente é o melhor estádio brasileiro hoje. Então, sem conhecer, digamos que eu votaria na Arena da Baixada. O Pacaembu é um estádio muito gostoso de ver futebol, porque você vê de perto. Agora, o estádio que mais evoluiu dos que eu conheço, o que mais melhorou, é o Morumbi. O Morumbi melhorou em relação ao que tinha no passado. Por exemplo, no anel das numeradas, não tem mais fila para comprar lanche, porque não tem mais lanchonete, tem aqueles vendedores de Habibs que passam por lá. Teve evolução. A Vila Belmiro melhorou muito, embora continue sendo um estádio desconfortável. Eu acho que o Morumbi é um bom estádio para ver futebol, o Maracanã é um estádio gostoso de ver futebol. Estou falando de conceito antigo, ou seja, estar bem situado para ver bem o jogo. O Morumbi por exemplo não deixa bem situado quem está na arquibancada.

Blog: O povo brasileiro é apaixonado por futebol, mas isso não se reflete nos estádios. Por que?

PVC: Eu acho que tem algumas coisas. Primeiro, o Brasil talvez não seja o país do futebol, de assistir futebol. O Brasil é o país do futebol porque todo mundo adora jogar futebol. É diferente da Itália por exemplo. A Itália segunda-feira, você vê todo mundo com um jornalzinho cor de rosa embaixo do braço. (nota do blog: o jornal em questão é a Gazzetta dello Sport, um dos mais vendidos no mundo.) Porque as pessoas estão habituadas a ler e querem ter informação de futebol. Porque são apaixonadas pelo Milan, pela Inter, pela Lazio, pela Juventus. O Brasil é assim também um pouco, mas as pessoas não lêem e freqüentam pouco os estádios. Eu acho que tem duas questões aí que são muito fortes. Primeiro, o futebol não tem um gerente de marketing, um gerente de produto. O Clube dos 13, a CBF, o futebol não tem esse cara. Então, há mais de 20 anos, você tem médias de público que variam de 10 a 22 mil, o recorde de público é do campeonato de 1983, 22 mil pessoas por jogo, ano em que o Flamengo foi campeão. E isso nunca se superou. E hoje você fala: Ah, no passado era diferente, não era! Em 1983, já se falava que não tinha público no estádio e já se olhava para trás, e olhando para trás, não se via público no estádio. A média histórica do campeonato paulista era de 7 mil pessoas por jogo. Então, recorde de público mesmo, recorde de público em um campeonato no Brasil, é do campeonato carioca de 1976, que tinha 26 mil pessoas por partida. E 26 mil é muito menos que os 38 mil do campeonato alemão hoje. Pode passar no passado pela questão do poder aquisitivo, no passado não passava pela questão da violência porque se tocava menos nisso. Embora há mais de 20 anos se toca nesse ponto. Eu acho que tem uma questão importante, senão fundamental que é trabalhar o futebol do ponto de vista do marketing. Dizer para as pessoas o que tem de bom em ver uma partida de futebol. Há mais de 20 anos a gente ouve pessoas dizendo: não vá ao estádio. E, nos últimos 7 anos, muita coisa melhorou para quem vai ao estádio e não se toca nesse ponto. Por exemplo, não tem fila no Morumbi para comprar lanche no intervalo da partida. É uma das coisas que melhoraram. Por exemplo o sistema de venda de ingressos em jogos comuns, embora continue existindo muitos problemas em jogos decisivos, em jogos comuns é muito mais fácil comprar ingresso, você pode comprar ingresso pela internet, coisa que você não podia tempos atrás. E outra questão, muitas vezes é difícil freqüentar estádios fora do Brasil também, como é difícil freqüentar estádios no Brasil. Então a gente passa muito a impressão de que tudo no Brasil é uma porcaria e fora não é. No Brasil tem muita coisa muito difícil e o futebol precisa cuidar disso e precisa fazer evoluir muito mais do que evoluiu nesses 7 anos que eu estou citando. O futebol precisa evoluir da mesma maneira que o cinema evoluiu. O cinema estava acabado no meio dos anos 80, e as pessoas vão ao cinema hoje, embora tenham o DVD em casa, porque o cinema tem mais conforto, porque o cinema tem a poltrona acolchoada, tem o lugar para colocar o seu refrigerante. Tem uma tela que evoluiu, o sistema de som que melhorou. E o futebol precisa melhorar na mesma proporção. Mas o futebol precisa contar para as pessoas passo-a-passo que ele dá, pra não deixar as pessoas reproduzindo coisas que não são necessariamente verdadeiras. (interrompendo: Então o aumento de público passa em transformar o futebol em espetáculo?) Passa por transformar o futebol, transformar os estádios em uma casa que abrigue com mais conforto quem quer visitá-la, mas passa também por avisar as pessoas que essa evolução está acontecendo. O futebol não avisa.


Blog: Como fazer para prevenir que ocorram incidentes nos estádios, como os do último Gre-Nal, de Corinthians x River?

PVC: O principal, bom, o fundamental é acabar com a sensação de impunidade. E o que isso significa? Colocar arruaceiro na cadeia. E avisar as pessoas que ele está na cadeia e continua na cadeia. Enquanto isso não acontecer, todas as outras medidas são paliativas. Todas. Agora, você pode fazer a casa de espetáculo melhorar, para abrigar o torcedor e, que fica mais confortável, e que tenha mais dificuldade em criar problemas. Só que isso também vai ser um paliativo se você não modificar o tipo de público que vai ao estádio. E eu não estou aqui pretendendo que se modifique, mas o que aconteceu na Inglaterra, que é sempre exemplo, passou por elitizar o futebol. E isso a gente muitas vezes esquece.

Blog: Até que ponto a atual forma de disputa do campeonato brasileiro (pontos corridos), ajuda ou prejudica a ida do público aos estádios?

PVC: Acho que uma coisa não está relacionada com a outra. Durante muito tempo se falou: Ah, o futebol brasileiro precisa dos pontos corridos. Ter uma tabela que seja respeitada. E isso é muito mais respeitado hoje. Você pega a tabela hoje e vê todo mundo com o mesmo número de jogos. E isso era uma das coisas apontadas para levar o público aos estádios. Não passa por aí. Passa por respeitar, ter uma seqüência de trabalho. (interrompendo: O brasileiro ainda não tem a cultura de que, em campeonato de pontos corridos, todos os jogos são decisivos? É por isso que ele não vai aos estádios?) Acho que ele tem essa cultura. Em 4 anos ele já percebeu isso. Que o jogo que fez falta foi aquele lá atrás. E a média de público tem melhorado. Como melhorou de 96, para 97, de 97, para 98, de 98, para 99. (interrompendo: Mas em 98 e 99, o campeão foi o Corinthians, que é um time de massa.) Tudo bem, mas se você pegar a melhor média de público da história, foi o Flamengo campeão. Se você pegar as 5 maiores médias de público do campeonato brasileiro, 4 foram em anos em que o Flamengo foi campeão. O que eu quero dizer é: o Corinthians foi campeão em 98 e 99 mas, em 1998, a média foi de 14 mil pessoas por jogo e em 1999, foi de 17 mil. E com o Corinthians campeão nos dois anos. E o que aconteceu ali. A mesma fórmula foi repetida. Quando você repete a fórmula, o cara começa a perceber. E isso está acontecendo no brasileiro. Porque em 2003 tivemos 10 mil para 8 mil em 2004, para 13 mil 2005. Hoje estamos em 11 mil e pouco. Projetando para o final do campeonato, ela vai subir para 14 mil. Então ela está subindo ali, 7 ou 8% por ano. É um trabalho longo, gradual e que passa de novo pelo marketing. Passa por avisar para as pessoas. Meu, é legal ir ao estádio, vá ao estádio. Enquanto você tiver gente falando assim: é uma porcaria ir ao estádio, não vá ao estádio, as pessoas não vão. Agora, aumenta a fluência de público, o público melhora. Pouco a pouco, gradativamente. E a gente está aqui falando do futebol não atrair o público aos estádios, o que é a pura verdade se a gente avaliar o campeonato inteiro, e o campeonato tem que ser avaliado como um produto, mas a média de público do São Paulo na Libertadores nos últimos anos é de 47 mil pessoas por jogo. Porque o São Paulo conseguiu dizer para a sua torcida que o que conta para ele é a Libertadores e que, na Libertadores, ele é bem tratado. Ele é bem tratado porque o time dele ganha, e porque o Morumbi melhorou como estádio. O são-paulino que vai ao estádio tem essa noção. Tem essa noção de ir até lá com uma certa freqüência. Embora ele ouça seguidas vezes que é uma porcaria, para ele não ir ao estádio.

Blog: A melhor média de público registrada em campeonatos brasileiros foi de 22.953, no campeonato de 1983. É possível alcançar esse número de novo?

PVC: Acho que é muito viável que isso aconteça em um curto espaço de tempo. Se você pensar nos 4 maiores campeonatos do mundo, a Alemanha tem média de 38 mil pessoas por jogo, a Inglaterra 36 mil pessoas por jogo, a Espanha tem uma média que varia na casa de 31 mil pessoas por jogo e a Itália cai ano a ano. A Itália já teve 35 mil pessoas de média de público e hoje tem 26 mil por jogo. A Itália não está distante desses 22 mil que nós falamos de 1983. O quinto campeonato da Europa há alguns anos atrás, que seria o Francês, bateu seu recorde e atingiu 23 mil pessoas na temporada 2000/2001. Ou seja, 1000 pessoas a mais, em média que o Brasil. Era o recorde da França e isso aconteceu há seis temporadas. Agora, a França está um pouco abaixo disso, deve estar com 20 mil pessoas por jogo mais ou menos. Se você pensar nessa evolução que eu citei no final dos anos 90, com rupturas, em 1996 teve o caso da virada de mesa do Fluminense, em 1997 a média de público caiu, vinha tendo uma reação. Caiu para 10 mil em 97, subiu para 14 mil em 1998 e 17 mil em 99. Era uma evolução grande. De 14 para 17 mil pessoas por jogo, vai dar 25% de aumento. Era um aumento significativo. O aumento hoje não está sendo tão significativo, mas é um aumento que tem acontecido. De 11 para 13 mil, é razoável. Se subir de 13 para 14, pode subir para 15 mil, é razoável. Agora, isso tem que ter um trabalho coordenado, sabendo que está acontecendo. O que não pode é você e eu sabermos disso e, se bobear, a CBF não sabe que isso está acontecendo. Para entender qual é esse movimento e saber o que está faltando para que esse movimento seja maior. E isso passa de novo por aquilo que eu falei, ter um gerente de produto, um gerente do produto futebol, que interprete e que pense no futebol e na evolução deste produto. Isso não tem! Se tiver, fica mais fácil esse número chegar mais rápido há 26, 27 mil pessoas por jogo.

Blog: O dinheiro que resulta das bilheterias para os clubes é bem pequeno no Brasil, cerca de 10% do faturamento, diferente da Europa, aonde um terço da renda dos clubes vêm da bilheteria. Por que não é muito importante para eles que o estádio esteja cheio, o que importa para os dirigentes é o dinheiro da televisão?

PVC: Essa é uma visão torta do princípio ao fim. Eles pensam que o torcedor não é importante porque são burros mesmo. Agora a questão é assim. Historicamente, a fluência de público nos estádios brasileiros é baixa. A gente chegou a essa conclusão vendo isso. É só pegar os números. Mesmo quando era 22 mil pessoas por jogo, era baixa. Quando eram 26 mil pessoas no campeonato carioca de 1976, era um número considerável mas, historicamente a fluência é baixa. Quando o cara descobriu que a televisão queria pagar e a receita da televisão cresceu, ninguém fez nada para essa receita da bilheteria, aumentar. Por que, percentualmente a receita da bilheteria era maior, porque as outras receitas não existiam. Agora, o que o cara não consegue entender é o seguinte: Se a tua receita (da bilheteria) for um terço, primeiro, você vai depender menos da televisão. Mas tem outra questão, você vai ter um terço e isso significa que o seu estádio estará sempre lotado. Se o teu estádio está sempre lotado, você vai vender mais placa de publicidade por um preço melhor, você vai vender mais o anúncio da tua camisa por um preço melhor, você vai arrumar com mais facilidade outros parceiros, porque a sensação de quem olha para o teu produto, para quem vê o teu time em campo, ouve um burburinho e vê a arquibancada lotada é: Putz grilo, todo mundo gosta desse produto aqui, então eu também tenho que fazer parte disso. Agora, quando você olha para os estádio vazios, você diz: Pô, a televisão está passando, mas ninguém quer saber disso aqui não. Está vazio! É como você passar em um bar, olhar e falar: vamos nesse bar aqui ou vamos naquele lá. Esse aqui está vazio e aquele está lotado. Você vai entrar em qual? (Blog.: No lotado.) você vai entrar no bar que está lotado, porque o que está vazio te passa à sensação de que o que ele está te vendendo é uma porcaria. (Interrompendo: E isso acontece mesmo que o bar que está lotado seja mais caro.) Exatamente! Essa relação de produto que o futebol não entende. Por exemplo, o Mustafá Contursi (ex-presidente do Palmeiras) costumava dizer que não ia abaixar o ingresso, o preço do ingresso, porque não ia fazer política do pão e circo. Digamos que ele esteja até certo. Agora, por que ele não pode abaixar o preço do ingresso se isso for o sinal de que ele vai lotar o estádio, se ele vai ter a mesma receita com o estádio lotado e o ingresso mais baixo, a mesma receita de bilheteria, não é melhor para ele mostrar que o estádio está lotado? Agora, ele não pensa assim. Não estou dizendo que o ingresso tem que ser mais barato. O estádio é que tem que estar cheio. E você tem que viabilizar o estádio cheio.

Blog: A saída cada vez maior e mais cedo dos nossos jogadores influencia na falta de público? Qual a saída para estancar essa evasão enorme de jogadores?

PVC: Quando a gente vê Flamengo x Vasco com 45 mil pessoas e o Maracanã lotado. Lotado porque não cabia mais ninguém porque está em reforma. Você descobre que o que leva público ao estádio não é o jogador, não é o craque, é a camisa. É a camisa! Você não vai deixar de perder jogador, vai continuar perdendo, isto é inevitável. Enquanto a sua moeda for 2 vezes e meia inferior ao Euro, você vai perder jogador de maneira inevitável. Não tem o que fazer. Agora, você pode concorrer com a Rússia, com a Ucrânia, com a Bulgária. Você pode não perder jogadores para essas economias inferiores. Como? Criando o tal círculo virtuoso. O público já vai ao estádio em busca da camisa. Ele não vai em busca do craque. Ele quer ver Flamengo, Vasco, São Paulo e Corinthians. Se o São Paulo tiver Kaká, melhor. Mas se tem Danilo, ele lota o estádio para ver o Danilo também. Como tem acontecido na Libertadores. Então você tem que criar soluções objetivas, como o São Paulo cria na Libertadores, para que o cara vá em busca da camisa dele. Vá ver o jogo. Vai aumentar a receita de bilheteria. Talvez, com isso, você aumente a receita de patrocínio. Você pode até negociar melhores preços de televisão. Arrecadar mais dinheiro, ficar mais competitivo e conseguir manter o jogador aqui. Um pouco do que o Internacional pensa em fazer, não criando esse círculo virtuoso, mas tentando criar um outro círculo, que é , de alguma maneira, tentar resolver uma parte desse problema. O que o Internacional achava, que ele só conseguia revelar jogador de ponta, quando voltou a revelar. Então revelava Nilmar e Daniel Carvalho. Como revelava esse tipo de jogador e não tinha dinheiro, tinha que vender os dois. Então vendeu o Nilmar e o Daniel Carvalho. Qual foi a receita que ele consegui fazer para diminuir essa sangria? Revelar jogador mais ou menos. Começou a revelar alguns jogadores intermediários. E vendeu um ou outro jogador intermediário. Para que? Para conseguir manter jogadores de ponta, como Rafael Sóbis que, bem ou mal, ficou nesta temporada. É um círculo diferente, ele está resolvendo tudo em função da venda. Você pode criar um outro tipo de círculo virtuoso, que é: eu chamo o torcedor, o torcedor me dá receita, aumenta a receita de outras fontes. Aumentando a minha receita, eu tenho mais dinheiro e consigo manter uma parte dos meus jogadores aqui. Tudo isso é plano, planejamento!

domingo, 20 de agosto de 2006

Campeonato Inglês

Começou ontem o Campeonato Inglês, para mim, um dos melhores campeonatos do mundo. No campeonato inglês, o jogo pode até ser ruim, mas toda a estrutura, o entorno, impressionam. Estádios fantásticos, sempre lotados e sem alambrados ou grades. Tudo isso com grandes jogadores.

O Chelsea já começou com tudo, só para variar. Além de manter a base bicampeã, trouxe Shevchenko e Ballack, sem contar Kallou e Mikel. É mesmo o favorito. E ainda conta com o melhor técnico do mundo, José Mourinho. Os Blues bateram o Manchester City por 3 x 0. E o bom é que agora, o Mourinho tem muitas (boas) opções para toda a equipe. Tudo isso para conquistar o tri do inglês e o sonho de consumo da dupla Abramovich-Mourinho, a Liga dos Campeões da Europa.

Arsenal e o Liverpool já vacilaram logo na primeira rodada. O Arsenal tropeçou em casa contra o West Ham. 1 x 1 e o gol não foi de Henry. Gol do brasileiro Gilberto Silva. O Liverpool empatou fora de casa com o Sheffield United também em 1 x 1.

O Manchester United fez a lição de casa. Com 19 minutos do primeiro tempo já massacrava o fulham por 4 x 0, com bela atuação do atacante francês Louis Saha. O placar final ficou em 5 x 1.

A princípio, pelo menos para mim, o Manchester é o único que pode tirar o troféu do Chelsea!

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Internacional. Até que enfim!

De novo a América é conquistada e pintada de vermelho por Bolívar, só que desta vez, sem derramamento de sangue!

Acaba assim, as provocações gremistas para com o Inter. Agora não há mais espaço pra os tricolores do Rio Grande chamarem os colorados de Inter-Municipal e de Regional.

O Inter agora é o INTERNACIONAL, Campeão da América!

E que campeão. Derrotou na final só, o atual Campeão do Mundo. E com justiça.

Com uma monumental vitória no Morumbi e um heróico empate no Beira-Rio.

E porque, tem um ditado que diz: Quem não faz, toma!

E o São Paulo, com 10 minutos já tinha tido três ótimas chances de marcar.

A primeira, com Lugano, em um voleio sem força.

A segunda, com Danilo, após bela jogada de Aloísio. Clemer fez excelente defesa e pôs para escanteio. Na cobrança, a terceira chance perdida. Lugano, há 4 metros do gol, manda por cima.

A esta altura, a torcida do Inter, atônita, já pensa no pior. Mas eis que, quando era dominado pelo São Paulo, o Inter marca.

Rafael Sóbis, talvez o único do time do Inter que atuava com desenvoltura e que preocupava a defesa são-paulina, sofre falta na ponta-direita. Jorge Wagner coloca na área uma bola teoricamente fácil, Rogério Ceni falha e Fernandão, o capitão colorado, o maior artilheiro do confronto, tem 5 gols, manda para o fundo das redes. 1 x 0.

O São Paulo sente o baque e, se o Inter tivesse mais um pouco de calma, poderia ter matado o jogo. E não matar o jogo contra um adversário como o São Paulo é perigoso.

No começo do segundo tempo, Fabão empata. Muricy então tira Danilo e Richartlysson para as entradas de Lenílson e Thiago.

Só que o gol sai do outro lado. Em um rápido contra-ataque, cerá cruza para Fernandão. O atacante cabeceia e Rogério faz linda defesa, se redimindo da falha. No rebote, Fernandão acha Tinga, o motorzinho colorado, livre. Ele só tem o trabalho de empurrar. 2 x 1.

Na comemoração, Tinga recebe cartão amarelo por levantar a camisa. Como ele já tinha amarelo, foi expulso.

O sofrimento colorado parece não ter fim. E só aumenta. O São Paulo pressiona. O Inter se segura.

Aos 39 veio o empate. Júnior chuta e Clemer solta nos pés de Lenílson. 2 x 2.

A esperança renasce para o São Paulo e o sofrimento aumenta para o Inter.

Inter que não pode ir para a prorrogação. Seria morte certa jogar com um a menos uma prorrogação contra o São Paulo.

O São Paulo continua em cima. Aos 45, o lance do jogo. Júnior cruza na cabeça de Alex Dias. O são-paulino cabeceia firme, forte, como tem que ser. É o gol da prorrogação. Mas, no meio do caminho tem um Clemer. Tem um Clemer no meio do caminho. Se redimindo da falha no gol são-paulino.

Escanteio, agora é pressão total. A zaga afasta. Novo escanteio. O jogo é eletrizante. Emocionante. Extenuante.

As câmeras filmam Abel Braga, o Abelão, chorando e dizendo: "Meu Pai do céu!". Novo escanteio, o terceiro seguido. Mas o juiz não deixa. Fim de jogo. Inter, após 26 anos, Campeão da Libertadores da América.

E por que foi campeão. Por causa de uma coisa, planejamento.

Quando assumiu o Inter em 2002, Fernando Carvalho encontrou um clube combalido e quase falido. Que escapou por pouco do rebaixamento em 1999, com um gol de Dunga.

Um clube com 3 mil sócios, a maioria inadimplente. Em 2002, novo susto, o Inter só se salvou do rebaixamento no último jogo, contra o Paysandu, em Belém, gol de Fernando Baiano.

Em 2003, Fernandão, o símbolo deste time, é contratado. E começa a InterMania.

Surgem Nilmar e Daniel Carvalho. Ambos são vendidos para deixar o clube no vermelho. Sim, no vermelho, no azul é quando o time está mal financeiramente. Isso que é rivalidade.

Agora o Inter tem mais de 40 mil sócios que pagam até R$ 30 por mês, depende de onde mora a pessoa. Esses sócios têm o direito de retirar, isso mesmo, retirar, ingressos para os jogos do Inter no Beira-Rio. Isso alivia um pouco a pressão pela venda de jogadores.

Bolívar e Tinga já estão negociados. Rafel Sóbis voltou a despertar o interesse italiano, desta vez é o Milan. Mas Fernandão está prestes a renovar até 2010. E o Inter já pensa em reforços. Quer o argentino Guiñazu, do Libertad. A maioria dos jogadores do Inter são novos e têm contratos longos.

Atitudes novas como essa, permitem ao time ter um planejamento a longo prazo. Tudo isso começou em 2003 visando o centenário do clube, que acontece em 2009.

Ao INTERNACIONAL, os parabéns, por essa excepcional conquista.

Ao São Paulo, é a vida que segue, domingo já tem pedreira. Cruzeiro no Mineirão. Em busca do Tetra. Junto com o Inter. De novo!


Em tempo: Dunga anunciou a convocação para os jogos contra País de Gales e Argentina. Do jogaço de ontem, só Rafael Sóbis foi chamado. Absurdo!!! Kaká e Ronaldinho gaúcho voltam.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Dunga define o time

Dunga definiu o time que tentará a primeira vitória brasileira contra a Noruega, amanhã em Oslo.

É, o Brasil ainda não ganhou da Noruega. São três jogos, com 2 vitórias norueguesas e 1 empate. E uma dessa vitórias foi na Copa de 1998. Pênalti infantil do Júnior Baiano em Tore Andre Flo no fim do jogo, lembram?

Bem, o time amanhã será esse:

Gomes; Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Daniel Carvalho,; Robinho e Fred

Bem, nenhuma surpresa. Eu gostaria de ver Alex e Luisão na zaga, mas parece que nenhum técnico da seleção gosta deles para ser titular. Incrível.

A dúvida é: quem será o Dunguinha do time do Dunga. Ou melhor, quem será o capitão da seleção?

Acho que fica entre três jogadores: Edmílson, Juan e Lúcio.

Façam suas apostas.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Ricardo Oliveira joga!!

Acabou de dar no CBN EC, do Juca Kfouri, que Ricardo Oliveira joga na quarta contrta o Inter. A FIFA autorizou uma renovação por 4 dias, o que permite que ele jogue no Sul.

Outra boa nova, que saiu no blog do Birner (http://blogdobirner.zip.net/), André Dias pode jogar na defesa.

Isso aumenta em 5% as chances do São Paulo. Agora são 75% para o Inter e 25% para o São Paulo.

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Segundo leio no ótimo jornal gaúcho Zero Hora, Alex, meia do Inter, lembra que o Inter tem que tomar como exemplo o mata-mata contra o Nacional do Uruguai. Depois de vencer por 2 x 1 fora de casa, empatou por 0 x 0 no Beira-Rio, jogando muito mal, com muitas chances para o Nacional vencer.

Lá leio também que Elder Granja está fora da final, Ceará vai jogar no seu lugar. E Wellington Monteiro, com já era o esperado, deve ser o titular no lugar de Fabinho.

E Bolívar, zagueiraço que parou o ataque Tricolor no primeiro jogo, já está negociado com o Monaco.

Lá, como cá, é preciso vender ao menos um jogador por ano para se manter no azul.

Lá, foi o Bolívar. Aqui, o Lugano. Coincidentemente, ótimos zagueiros. E os dois para times médios da Europa. Bolívar para o Monaco, Lugano para o Fenerbahçe.

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Acaba de sair que Oswaldo de Oliveira é o novo técnico do Cruzeiro. E Geninho, depois de três meses no Corinthians, volta ao Goiás.

Só falta agora PC Gusmão no Corinthians e Antônio Lopes no Flu, aí eles completariam a dança das cadeiras.

Falando sério, Leão já acertou com o Corinthians. Só falta avisar o São Caetano, clube com o qual o técnico tem contrato e, nesse contrato, tem uma multa de 3 milhões de reais.

sábado, 12 de agosto de 2006

São Paulo desce e Inter "Sóbis"

Pelo menos na minha banca de apostas, o Internacional tem 80% de chances de ser campeão.

Repito, para os gaúchos perderem esse título, o São Paulo precisa fazer uma daquelas partidas perfeitas, como foram os jogos contra o River e contra o Liverpool.

O problema é que está cada vez mais difícil isso acontecer. Depois de perder Josué expulso, Ricardo Oliveira tem chances remotas de jogar.

Ontem, uma tragédia tomou conta do CT Tricolor. Os goleiros reservas Bruno e Weverson sofreram um acidente de carro que vitimou o segundo e deixou o primeiro em estado grave, com possibilidades de ficar tetraplégico. Com eles, três jogadoras de vôlei do Finasa/Osasco. A jovem Nathália Lane também faleceu. Clarisse Peixoto e Paula Carbonari sofreram alguns ferimentos, mas não correm risco.

Depois disso, é muito mais difícil voltar a falar de futebol, mas vamos lá.

Gerou muita repercussão e, até alguma celeuma, os gols do Internacional narrados por Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre.

Aqui neste link, voces podem ouvir os três gols do jogo. Tirem suas próprias conclusões. É só ir no escute os gols da vitória colorada, muito fácil de achar.
http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&espid=44&section=Home

Na minha opinião, ele fez o que ele achou que tinha que fazer. Expressou o amor dele pelo futebol gaúcho, que está prestes a ganhar a Libertadores, ele expressou o sentimento dele, toda a emoção que ele sentiu ali.

Não é o meu estilo preferido de narração, mas cada um, cada um.

Só discordo em dois pontos.

Primeiro: Ele fala que o Rafael Sóbis tem "cara de gaúcho". O que é ter cara de gaúcjo? É ser loiro de olhos claros? E se o Tinga, negro como o Saci pererê, que é o mascote do Inter, tivesse feito o gol, o que ele diria?

Segundo: Se um narrador de São Paulo narrasse assim o gol da vitória do São Paulo e tivesse que ir narrar o segundo jogo no sul, o que aconteceria com ele?

Aqui deixo uma história para voces pensarem sobre este fato.

Em 1998, o então técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari acusou o narrador da Globo, Galvão Bueno, de narrar os gols do Palmeiras em tom infinitamente inferior aos dos seus rivais, em especial o Corinthians. Não é nem preciso dizer o que aconteceu depois. No jogo seguinte do Palmeiras no Palestra, Galvão só foi sair do estádio às 3 horas da manhã.

Agora, o time do São Paulo "usar" essa gravação como motivação para tentar conquistar o título?

Eles não precisam de motivação extra, já ganham muito bem, e merecidamente, diga-se de passagem, e estão na final da Libertadores, que pode render a todos um título inédito, o quarto de um time brasileiro na competição. Isso já é o suficiente. Se esse fato por si só não for motivante, eles não precisam ira até Porto Alegre.


*A história do Galvão está no ótimo livro Jornalismo Esportivo, do Paulo Vinicius Coelho, o PVC.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Inter vence com autoridade de Campeão

O Internacional veio ao Morumbi e acabou com a festa Tricolor. E com justiça. Jogou mais e com autoridade. Agora, só um medo imenso de ser campeão pode dar esse título ao São Paulo.

O jogo começou pegado, muito pegado. Com 2 minutos Edinho deu um pisão no tornozelo de Mineiro. Aos 9, Josué disputou bola pelo alto com Rafael Sóbis e deu uma cotovelada no Chapolim Colorado. Expulsão para o são-paulino.

O interessante é que, pouco antes, Tinga subiu para disputar uma bola com Souza do mesmo jeito. A bola subiu e Josué quis imitar o Colorado, só que se deu mal. Sem contar que prejudicou o São Paulo imensamente.

Conclusão, com 10 minutos o São Paulo perdia um volante expulso e o outro estava machucado. Ou seja, a força defensiva e ofensiva da equipe estava seriamente abalada.

Aí o jogo mudou totalmente de figura. O Inter passou a pressionar demais o São Paulo mas, salvo o gol que Jorge Wagner perdeu na cara de Rogério, o Inter não teve muitas chances.

O São Paulo estava muito fechado, todo no campo de defesa e explorando os contra-ataques. Em um desses, Leandro foi travado na hora h por Fabinho.

O mesmo Fabinho que minutos mais tarde cometeria besteira igual à de Josué. Deu um tapa em Souza e foi expulso. E, por incrível que pareça, essa expulsão prejudicou mais o São Paulo do que o Inter.

Nesse momento, o São Paulo pensou que poderia atacar o Inter de igual para igual, quando não podia. O Inter perdeu Fabinho, um jogador que só está ali para cobrir espaço, enquanto o São Paulo perdeu um de seus alicerces, tanto para defender quanto para atacar.

No segundo tempo, o Inter voltou mais decidido que o São Paulo. Queria ganhar, e ganhou.

Em 10 minutos de pane mental de todo o time são-paulino, Rafael Sóbis marcou dois gols e perdeu talvez o mais fácil de todos eles, e que certamente mataria o São Paulo.

Não matou e ainda viu a vantagem colorada diminuir em linda cabeçada desferida por Edcarlos.

O São Paulo foi para cima mas Clemer, que estava em noite de Rogério, evitou o empate.

Para o segundo jogo, só uma pane muito grande do Inter fará o São Paulo conquistar esse título. Algo do tipo: Nossa, vamos ganhar a Libertadores, um título que queremos há 26 anos e que o Grêmio ganhou por duas vezes!

Ou o São Paulo jogar como jogou contra o River Plate, na Argentina, na edição passada da Libertadores. Mas isso é mais difícil, porque o time estará sem Josué.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

É hoje!

Hoje São Paulo e Inter fazem o primeiro jogo da final da Libertadores.

São Paulo e Inter jogam no mesmo esquema, o 3-5-2, com dois volantes e um meia.

Os dois têm quase a mesma característica, marcar sobre pressão a saída de bola do adversário.

Hoje, a defesa do Inter parece mais sólida do que a do São Paulo. Os três zagueiros colorados vêm tendo menos erros do que o trio Tricolor.

Os alas do São Paulo têm mais regularidade que os do Inter e podem fazer a diferença hoje.

Na meia, Danilo supera Alex de longe. Danilo, por mais que não apareça muito no jogo, que não brilhe, é peça fundamental para o São Paulo, por arrastar consigo um dos volantes adversários para a ponta esquerda, possibilitando a entrada ou de Júnior, ou de um dos volantes, pela meia.

No meio-campo, apesar de toda a qualidade de Tinga, Josué e Mineiro são insuperáveis. É deles o grande mérito de a torcida não reclamar do sistema defensivo Tricolor. E ainda chegam, e bem, ao ataque.

No ataque, Fernandão e Rafael Sóbis são melhores na média do que Ricardo Oliveira e Leandro.

Ah, antes que voces pensem que esqueci do gol, não esqueci. É que no gol é indiscutível!

Por essas e outras, acho o São Paulo favorito para o jogo de hoje. mas favorito não quer dizer vencedor!

Provável time entre São Paulo e Inter:

Rogério Ceni; Bolívar, Lugano e Fabiano Eller; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Rafel Sóbis e Ricardo Oliveira

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Absurdo

Desculpem, o tempo está corrido e está difícil postar. Por isso peço desculpas.

Só duas coisas, mal foram convocados, Jônatas e Morais já receberam propostas para sair.

Jônatas foi para o Espanyol de Barcelona. Morais pode fechar com o conhecidíssimo Gimnàstic de Tarragona, que quer também Rafael Moura do Corinthians e contratou hoje Portillo, reserva do Real Madrid.

É incrível, parece que nunca vai acabar, se fosse feita uma seleção só de jogadores do Brasil, na próxima convocação, todos já estariam na Europa.

Qualquer time pequeno da Europa tem mais dinheiro do que os grandes daqui. Absurdo!


Sobre São Paulo x Internacional falarei mais amanhã, se conseguir.

domingo, 6 de agosto de 2006

Jogos do domingo

Só vi o jogo do Santos inteiro. Do São Paulo vi os melhores momentos e do Palmeiras uns pedaços.

Explica-se: Santos 2 x 1 Internacional e Fortaleza 0 x 0 Palmeiras foram os jogos transmitidos pela Tupi AM.

Do São Paulo vi os melhores momentos.

O Santos, se aproveitando do fato de o Inter estar com os reservas, titulares poupados para a final da Libertadores, partiu para cima no início.

Mas, na primeira chegada do Inter, Iarley fez 1 x 0.

Aí o Inter passou a não deixar o Santos jogar. Com autoridade, mandava no jogo. Até o segundo tempo.

Nos vestiários, Vanderlei Luxemburgo deve ter dado uma bronca daquelas e, o Inter, já sem principal jogador, o meia Tinga, recuou.

E o Santos foi para cima. Obrigando Renan a fazer grandes defesas.

Até que Reinaldo foi expulso infantilmente. Logo depois Wendell acertou um lindo chute e empatou.

Mas a vitória tinha que ser sofrida.

Maldonado, machucado, saiu do jogo. Como o Santos já tinha feito 3 substituições, teve que ficar com 9 jogadores em campo.

Até que Dênis foi à linha de fundo e sofreu pênalti, já nos acréscimos. Wendell bateu e garantiu a vitória para o Santos, que se aproveitou muito bem do fato de enfrentar os reservas de São Paulo e Inter.

Agora está em terceiro lugar.

O Palmeiras, pelo pouco que vi, foi sofrível. E ainda teve dois jogadores expulsos. Mas como o Fortaleza também foi muito mal, o resultado pareceu justo.

O São Paulo, continua líder, mas bem que poderia ter perdido.

O Botafogo começou muito bem e, antes do gol, já havia criado três chances de gol.

Depois do gol do Fogo, o São Paulo se apresentou para o jogo e criou algumas chances, principalmente com Thiago, que me pareceu o mais lúcido.

Mas o Botafogo incomodava mais. Só que não conseguiu marcar.

No segundo tempo Thiago, depois de 12 jogos sem marcar, fez o seu e empatou. Depois disso os times se acomodaram com o resultado, que era bom para ambos.

Priceless!

Tem coisas na vida que não têm preço.

Se apaixonar é uma delas. Se decepcionar também.

Ver o seu time ou a sua seleção ser campeão do mundo.

Entrevistar ídolos como Juca Kfouri e Paulo Vinícius Coelho na mesma semana também.

Agora, ver o Craque de Blog ser citado no Blog dos blogs, ou seja, no Blog do Juca Kfouri, é uma sensação muito legal.

Completamente sem preço!!!

Só me resta fazer uma coisa. Agradecer, e muito. Do fundo do coração!

Valeu Juca!!!



Em tempo: Jorge Larrionda e Horácio Elizondo são os mesmos que apitaram as finais da Libertadores no ano passado. Com a diferença que o Larrionda apitou no Sul e o Elizondo no Morumbi.

Decisão sem brasileiros

Informação de fim de noite chegando. Como é bom ter contatos!

A Conmebol só anunciará na segunda-feira os nomes dos árbitros para a Final da Libertadores.

Mas posso adiantar que não serão árbitros brasileiros, exatamente como queria o São Paulo.

Para o 1º jogo, no Morumbi, o escolhido é o uruguaio Jorge Larrionda.

Larrionda já apitou oito jogos nesta Libertadores. Sendo que 2 foram do São Paulo, vitórias sobre Chivas e Caracas, e um jogo foi do Inter, vitória sobre a LDU.

Dos oito jogos apitados por ele, 4 tiveram como vencedor o mandante, em 2 os visitantes venceram e houve 2 empates.

Ele distribuiu 28 cartões amarelos (9 para os mandantes e 19 para os visitantes) e 5 vermelhos (1 para o mandante e 4 para os visitantes).

Para a grande final no Beira-Rio, o escolhido é o argentino Horácio Elizondo, que apitou a final da Copa do Mundo, há um mês atrás.

Elizondo apitou 6 jogos na Libertadores. Nenhum do São Paulo, mas 2 do Inter, derrota para a LDU e vitória contra o Nacional.

Destes seis jogos, um tríplice empate, 2 vitórias dos mandates, 2 dos visitantes e 2 empates.

Ele distribuiu 40 cartões amarelos (18 para os mandantes e 22 para os visitantes) e 4 cartões vermelhos (2 para os mandantes e 2 para os visitantes).

Todos os jogos dos dois

Jorge Larrionda

Chivas 0 x 1 São Paulo
Tigres 0 x 0 Libertad
Inter 2 x 0 LDU
Sporting Cristal 2 x 2 Estudiantes
Palmeiras 3 x 2 Atlético Nacional
Rosario Central 1 x 2 Atlético Nacional
Libertad 2 x 0 River Plate

Horacio Elizondo

LDU 2 x 1 Inter
Newell's Old Boys 2 x 4 Vélez Sarsfield
Libertad 0 x 0 Tigres (5 x 3 PEN)
Deportivo Cali 0 x 1 Corinthians
Internacional 3 x 0 Nacional
Pumas 1 x 1 Nacional

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Final brasileira!

O Inter venceu e está na final para enfrentar o São Paulo.

Justiça seja feita, são os dois melhores times do Brasil.

Os dois primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Os dois melhores da América.

Lutando por uma vaga no Japão.

Ao contrário do ano passado, a primeira partida, dia 9, é no Morumbi. E a decisão, dia 16, serrá no Beira-Rio.

Amanhã colocarei números sobre a grande final do Campeonato Brasileiro, ops, Libertadores!

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Garantia

Ricardo Oliveira acaba de garantir para Juca Kfouri no CBN EC que vai jogar a final da Libertadores pelo São Paulo, no dia 16.

Não sabe se jogará até o final do ano. Mas a final ele diz que joga.

Nessa mesma conversa, ele que já jogou em vários estádios na Europa, incluindo Santiago Bernabéu e Camp Nou, disse que nunca viu uma coisa como o Morumbi em jogos de Libertadores.

Chivas, sem dor de cabeça!

Quem vê só o resultado de São paulo e Chivas pode pensar que foi fácil.

Mas não foi. Apesar do 3 x 0.

Porque apesar de o São Paulo começar um pouco melhor, Júnior obrigou Sánchez a fazer ótima defesa, foi o Chivas quem teve as melhores chances.

Primeiro, Santana chutou a bola desviou na zaga e Rogério teve que tirar com o pé, quando já estava caindo para o outro lado.

Pouco depois, em bela triangulação, Bautista perdeu gol feito na cara de Rogério.

O gol mexicano estava amadurecendo quando Fabão cometeu pênalti em Bautista. Morales bateu mas Rogério (sempre ele!) defendeu.

Aí o São Paulo se soltou.

Ricardo Oliveira e Leandro tabelaram na entrada da área. A bola sobrou para Leandro que, com o gol aberto, não teve muito trabalho. 1 x 0.

Pouco depois, Ricardo Oliveira, ajeitou com açúcar para Mineiro na entrada da área. O volante acertou uma bomba no ângulo de Sánchez. 2 x 0.

No segundo tempo, o Chivas deu a impressão que viria para cima com tudo. José Manuel "Chepo" De La Torre colocou o atacante Medina no lugar do meia Ramon Morales, abatido pela perda do pênalti.

Mas o gol de Ricardo Oliveira, seu primeiro com a camisa tricolor na Libertadores, terminou com qualquer sonho das Chivas (cabritas em espanhol).

O São Paulo chega assim à sua sexta final de Copa Libertadores em 11 participações.

Hoje sai o adversário. Inter e Libertad duelam no Beira-rio. E os brasileiros naõ podem empatar.

Explica-se: 0 x 0 leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro empate classifica os paraguaios.

Libertad que só tomou 4 gols até agora na Libertadores. E que tem no nome do seu estádio uma homenagem a seu torcedor mais ilustre.

Nicolás Leóz.

Quem é Nicolás Leóz?

O presidente da Confederação Sulamericana de Futebol!

terça-feira, 1 de agosto de 2006

A primeira vez!

Na sua primeira convocação, Dunga surpreendeu. Me surpreendeu. E gostei da surpresa.

Claro que tenho ressalvas. Se o intuiuto é renovar o time para 2010, acho que Gilberto, Gilberto Silva, Lúcio e Edmílson deveriam ficar de fora. Assim como Rogério Ceni, Dida, Júnior e outros que já passaram dos 30.

O que mais gostei foi das convocações dos jogadores do Leste Europeu. Dudu Cearense, Vágner Love, Daniel Carvalho e Elano. Mas aqui temos um ponto de interrogação. Vágner Love é reserva do Jô (lembram dele?) no CSKA Moscou. Enquanto o ex-palmeirense marcou um gol nesta temporada, o ex-corintiano marcou 13, e é o artilheiro do campeonato Russo.

Daniel Carvalho e Dudu Cearense são ótimos nomes, gosto deles, mas também estão na reserva. A pergunta que fica então é: Dunga sabia disso ao convocá-los e os bancou mesmo assim, ou os chamou baseado em apresentações passadas?

No frigir dos ovos, eu faria uma mudança, Daniel Alves do Sevilla no lugar de Maicon, recém-contratado pela Internazionale. Há muito tempo o Daniel merece uma chance na lateral-direita da seleção.

Baseado nesta convocação, a minha equipe titular ficaria assim:

Gomes; Cicinho, Luisão, Alex e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Daniel Carvalho; Robinho e Fred.

Mas acho que o time será este:

Gomes; Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Júlio Baptista; Robinho e Fred.


A lista completa:

GOLEIROS

Gomes (PSV Eindhoven-HOL)
Fábio (Cruzeiro)

ZAGUEIROS

Juan (Bayer Leverkusen-ALE)
Lúcio (Bayern de Munique-ALE)
Luisão (Benfica-POR)
Alex (PSV Eindhoven-HOL)

LATERAIS

Cicinho (Real Madrid-ESP)
Maicon (Internazionale-ITA)
Gilberto (Hertha Berlim-ALE)
Marcelo (Fluminense)

MEIO-CAMPO

Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Edmílson (Barcelona-ESP)
Dudu Cearense (CSKA-RUS)
Elano (Shakahtar Donetsk-UCR)
Julio Baptista (Real Madrid-ESP)
Jônatas (Flamengo)
Morais (Vasco da Gama)
Daniel Carvalho (CSKA-RUS)
Wagner(Cruzeiro)

ATACANTES

Robinho (Real Madrid-ESP)
Fred (Lyon-FRA)
Vagner Love (CSKA-RUS)

Futebol doido

O líder perde de goleada, em casa, mas continua folgado na liderança.

O campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil estão na zona de rebaixamento. Um deles tem uma parceria milionária, o outro está para fechar uma parceria nos mesmos moldes.

O Corpo de Bombeiros é chamado para apagar um incêndio no estádio em uma partida que não pegou fogo.

O Goiás não ganha em casa pela segunda rodada consecutiva.

Jorginho será auxiliar do Dunga. E podem vir Taffarel e Ricardo Rocha!

Enquanto isso na Argentina, Alfio Basile retorna a seleção, mas fica no Boca até a disputa da Recopa Sul-americana contra o São Paulo, em setembro. É, eles não inventam.

Para os são-paulinos, Lugano está mesmo indo embora. E para a Turquia. Provavelmente para o Fenerbahçe, que tem Zico e Alex, além de Fábio Luciano, Appiah e Anelka. Para o seu lugar o São Paulo quer Roque JR. Improvável.

O Real Madrid viu a loucura que fez ao pagar 30 milhões de Euros em Júlio Baptista e o pôs à disposição de quem quiser levar. Pagando, é claro.

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No basquete, já virou rotina. O Brasil perdeu para a Argentina por 103 a 97 na preparação para o Mundial no Japão.

O blog falou com Leandrinho na semana passada:

Leandrinho, o que fazer para bater a Argentina, já que temos um provável encontro na segunda fase do Mundial?
Leandrinho: Ir pra cima deles. Jogar com raça. Sabemos que eles têm um bom time, mas vamos pra cima dos cara, vamos para ganhar.

Melhor sorte no Mundial!

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Jogou para vencer. E (con)venceu!


O São Paulo entrou no Jalisco ciente de que era preciso um bom resultado. Empate não bastava.

Mas o time não jogava bem desde o dia 02 de Abril, quando bateu o Santos por 3 x 1.

E, pensando nisso, o São Paulo se impôs. Marcou a saída de bola do time mexicano, como naquele jogo contra o Santos.

A cena que mais me impressionou foi na hora em que o goleiro Oswaldo Sánchez foi cobrar um tiro de meta. O Chivas recuou seus três zagueiros afim de sair jogando. Mas eles etavam sendo marcados, na área deles, por Leandro, Ricardo Oliveira e Mineiro. Impressionante.

Com isso, o São Paulo foi criando chances. Primeiro com Leandro, depois com Danilo. Até que marcou com Ricardo Oliveira. Gol que foi corretamente anulado.

E o São Paulo não deixava o time mexicano jogar. Mineiro e Josué tomavam conta do meio-campo. Lugano não deixava a bola chegar em Bautista. O time estava bem, só Danilo que destoava.

No segundo tempo o técnico Jose Manuel "Chepo" De la Torre resolveu mudar. Colocou um terceiro atacante afim de acabar com a sobra da zaga do São Paulo. E deu certo. O Chivas começou a pressionar, sempre pela direita do seu ataque, com o rápido Omar Bravo.

Em um desses lances, Bravo foi a linha de fundo e cruzou para Bautista, que cabeceoou mal.

O São Paulo deu a resposta com Leandro em chute que passou perto e com Danilo que, já dentro da área, chutou para defesa de Sánchez.

Ninguém deve ter entendido quando Muricy tirou Ricardo Oliveira e colocou Aloísio. Mas a questão é, nenhum jogador do ataque são-paulino encostava no Ricardo Oliveira. Com a entrada do Aloísio, ele prendia a bola no ataque e esperava a chegada dos companheiros.

Aos 29, o lance mais perigoso do Chivas. Mais uma vez em um cuzamento, a bola sobrou para Esparza que acertou um petardo no travessão do Rogério.

Mas isso não abalou o São Paulo. Aos 38, Aloísio em uma jogada típica de força, recebeu, girou e invadiu a área. O zagueiro Rodríguez, em uma jogada típica de futebol americano o derrubou. Pênalti. Rogério ceni cobrou e igualou o recorde de Chilavert, 62 gols.

Só uma coisa, o São Paulo não pode se iludir e pensar que já está na final. Se quiser ser campeão de novo, tem que manter a postura do jogo de ontem. Sempre!

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Ao Mestre, com carinho!


Se estivesse vivo, Telê Santana da Silva completaria 75 anos. E logo hoje, dia em que o São Paulo enfrentará a sua mais árdua batalha nesta Libertadores.

Libertadores que o Telê odiava, por julgá-la uma competição em que não prevalecia a técnica e sim a malandragem, os favorecimentos e, em muitos casos, o Doping. Mas que ele aprendeu a gostar e ensinou a todos, primeiro aos são-paulinos, a gostarem deste torneio.

Quando da morte do "seu" Telê, em 21 de Abril deste ano, fiz um texto para uma homenagem que fizemos no ótimo quadro Heróis do Futebol, no nosso Esporte Especial, da Tupi AM de São Paulo. Depois de alguns cortes óbvios, o texto foi aprovado e a homenagem foi feita.

Coloco aqui o texto na íntegra e voces perceberão o porque dos cortes "óbvios". Espero que gostem.


Ele nasceu em 26 de Junho de 1931. No mesmo dia, mês e ano que nasceu a minha adorada avó, Anita. O futebol começou cedo para ele, mais precisamente no ano de 1945. Seu primeiro time foi o Itabirense, da sua cidade Itabirito, que fica a 55 quilômetros de Belo Horizonte. Itabirito era a sua grande paixão. De lá foi para o América de São João Del Rey, de Minas Gerais. Com 19 anos, foi para o Fluminense. E, logo de cara, foi campeão juvenil. Na final, fez 5 gols, coisa que ele nunca tinha feito e nunca mais fez na carreira. No Fluminense ganhou o apelido que lhe acompanhou por toda a vida: Fio de Esperança. Fio por causa do seu peso, 57 quilos. Esperança porque ele não desistia nunca, se doava ao máximo em um time em que todos os jornalistas e adversários chamavam de “timinho”. No Fluminense, conquistou o Campeonato Carioca de 1951 jogando de centroavante e marcou dois gols na final contra o Bangu. Seu maior título foi à conquista da Taça Rio de 1952, um campeonato que era considerado um Mundial para a época. A esta altura, minha mãe tinha 3 anos de idade e meu pai, 2 anos.

Ele ficou no Fluminense até 1960, quando se transferiu para o Guarani, já com 29 anos. Logo depois voltou para o Rio de Janeiro, para defender o Madureira e, em 1963, foi para o Vasco da Gama, clube no qual encerrou a carreira. Uma carreira marcada pro seu vigor físico e sua inteligência tática. Ele foi o primeiro ponta a recuar para ajudar na marcação do meio de campo. Meus pais já estavam então na adolescência.

Em 1967, assume o comando do time juvenil do Fluminense e, dois anos mais tarde, passa para o time profissional, onde conquista a Taça Guanabara. Em 1970, é convidado para dirigir o Atlético Mineiro. O Galo, vinha de um jejum de 5 anos sem conquistar o Campeonato Mineiro, afinal de contas, seu maior rival tinha Tostão. E não é que a série foi quebrada e o Galo se sagrou campeão. Esta história vai se repetir. Em 1971, meus pais, mineiros como ele, vêm para São Paulo, em busca de oportunidades, sem se conhecerem. Neste mesmo ano, ele conquista o maior título da história do Atlético Mineiro, Campeão Brasileiro. Minha mãe, como atleticana que era, comemorou.

Em 1977, ele é chamado pelo Grêmio para tirar o Tricolor Gaúcho da fila que o incomodava. O Internacional, maior rival do Grêmio, era octacampeão estadual e tinha tudo para comemorar mais uma vez, até porque, contava com Falcão para comandar o time. Mas lá estava ele, o homem parecia gostar de quebrar tabus, e o Grêmio foi campeão. Meus pais já se conheciam e já estavam noivos, prontos para o casamento.

Em 1979, ele não conquistou nenhum título, fez uma campanha brilhante com o time do Palmeiras. Um time limitado e que sofreu com uma manobra política para não ser campeão. O campeonato paulista foi paralisado no momento em que o Palmeiras estava muito bem, rumo ao título com todo o vapor. Na volta da paralisação, o time tinha perdido o gás. Mas 1979 é o ano em que eu nasci. Eu nem sabia mas, começava ali, uma história de aprendizado, respeito, admiração e confiança.

Pouco tempo depois ele é chamado para dirigir a Seleção Brasileira. Aos poucos, ele foi montando aquele que até hoje é considerado um dos melhores times da história. E foi na Copa de 1982, na Espanha, que esse time encantou o mundo. Perdeu, é verdade, mas saiu de lá como o grande vencedor. Se aquele time tivesse ganho, o futebol teria sido diferente. Nada de retranca, nada de jogar no erro do adversário. O futebol arte teria permanecido intacto. Eu tinha 3 anos.

Então ele foi para o chamado “Mundo Árabe” e lá conquistou alguns campeonatos. Voltou em 1985 para, de novo, dirigir o Brasil. E lá foi ele para a Copa de 1986. Nosso melhor jogador, Zico, estava machucado e perdemos de novo. Agora sim, ninguém perdoou, o chamaram de pé-frio. O execraram. Eu, então com 7 anos, não entendi muito bem, só lembro de ter ficado triste com aquela derrota do Brasil.

Só fomos nos reencontrar em 1990, quando ele veio dirigir o São Paulo, meu time do coração. São Paulo que havia perdido o Campeonato Brasileiro do ano anterior em casa e foi rebaixado para a segunda divisão do campeonato paulista. Eu não o conhecia, mas tinha ótimas referências afinal, minha família é toda das Minas Gerais, sô! E, por intermédio deles, fiquei sabendo do seu ótimo trabalho no Atlético. Mas, no seu primeiro campeonato, o brasileirão, ele foi vice e as desconfianças começaram a pairar sobre ele. Muitos no Tricolor queriam a sua cabeça. Foi lhe dado mais tempo e ele pôde, enfim, mostrar o seu trabalho. No ano seguinte, campeão paulista e brasileiro. Em 1992, o bicampeonato paulista e um título que a maioria dos torcedores nem sabia que existia, a Copa Libertadores. Isso despertou a atenção dos rivais, todos queriam ganhar do São Paulo. Mas quem disse que podiam. Aquele time era o mais perto da perfeição que um time podia chegar. E ainda tinha mais, muito mais. O Título Mundial, o bi da Libertadores, o bi Mundial. O tri. Não, o tri não veio, ficou para depois. Mas nem por isso ele perdeu nosso respeito. O meu respeito ele não perdeu nem mesmo após ter me dado uma bronca. Foi num São Paulo e Palmeiras, o jogo da briga. Terminado o jogo, eu desci para o vestiário a fim de pegar autógrafos dos jogadores. Foi quando eu o avistei, dando entrevista. Então corri e pedi que assinasse um papel em branco para mim. Ele fez com a mão um sinal para que eu tivesse calma. Mas a emoção era tanta que eu não tive calma e insisti, ao que ele respondeu: “Calma garoto, já vou assinar o papel pra você!”, lembro-me que, pela primeira vez, fiquei feliz por ter recebido uma bronca. Afinal de contas, não era uma bronca qualquer, era uma bronca dele.

Em 1996, após sofrer uma isquemia cerebral, ele deixa o São Paulo órfão “de pai e mãe”. Foram tempos duros que hoje conseguimos superar.

Mas nesse 21 de Abril, depois de ter ficado internado por 28 dias, ele deixou órfãos todos os torcedores do Brasil e do Mundo, pelo menos aqueles que gostam do futebol bem jogado, sempre para frente, buscando o ataque e os gols. Aqueles que hoje reverenciam Ronaldinho Gaúcho. Esses ficaram tristes com a perda do Mestre Telê Santana. Aos 74 anos ele nos deixou e entrou de vez para a galeria dos imortais, daqueles que serão sempre lembrados pelo que fizeram no nosso futebol, na nossa vida. O que seria de Dada Maravilha, de Cafu, de Ronaldão, de Pintado, de Válber e de tantos outros, se não fosse Telê Santana? Segundo Zico, Telê foi o único treinador que ele teve, que nunca mandou o time bater, pois ele gostava do espetáculo. Com ele, até o Júnior Baiano jogou bola. E sem dar pontapé, o que é o mais importante.

O que seria do São Paulo, hoje o time com a terceira maior torcida do país, com 14 milhões de torcedores, se não fosse Telê Santana? Se hoje, todos os times querem ser campeões da Libertadores, foi por causa dele. E, olhem só o contra-ponto, ela não gostava da Libertadores. Exatamente o campeonato que o consagrou, que lhe tirou a fama de pé-frio. Ele dizia: “Essa competição é uma competição onde se compra juiz e os jogadores se dopam, então eu não vou entrar nessa parada”.Por isso ele escalou um time reserva para o primeiro jogo da Libertadores de 1992, contra o Criciúma. O São Paulo perdeu de 3 a 0 e ele foi demovido da idéia.

Precisamos de mais pessoas como Telê na nossa sociedade, no nosso futebol. Se tivéssemos mais pessoas como ele, com certeza não estaríamos no caos que estamos hoje.

Pessoas como Telê, não morrem, saem da vida para adentrar a imortalidade.

Só posso dizer uma coisa, obrigado! Obrigado por ter me proporcionado a alegria de vê-lo treinar o meu time e por ter me ensinado que futebol é bola na rede, não toquinho de lado.
Para mim, você é eterno!!!

terça-feira, 25 de julho de 2006

Una pizza per favore!


Está certo, teve punição, mas foi muito amena para TODOS os envolvidos no Calciocaos.

O Milan, que começaria a Série A com -15 pontos, dará início à temporada 2006/2007 com apenas apenas -8 agora. A grande notícia para os milanistas foi o recurso ter diminuído para 30 pontos, ao invés de 44, a penalização do clube de Silvio Berlusconi na temporada passada, o que possibilita aos rossoneri disputar a Liga dos Campeões da Europa.

A Juventus também foi beneficiada. Mesmo caindo para a Série B, começará o campeonato com -17, bem diferente dos -30 anteriores. A única punição mantida foi em relação aos títulos das últimas duas temporadas.

As outras duas equipes envolvidas, Lazio e Fiorentina, também tiveram suas penalizações amenizadas. Além de fugirem da Série B italiana, a equipe da capital romana começará a temporada 2006/2007 com 11 pontos negativos, enquanto que a Viola terá que iniciar com -19 pontos.

Como ficam as Séries A e B e as copas européias:

SÉRIE A

Ascoli
Atalanta
Cagliari
Catania
Chievo
Empoli
Fiorentina (-19)
Inter
Lazio (-11)
Livorno
Messina
Milan (-8)
Palermo
Parma
Reggina
Roma
Sampdoria
Siena
Torino
Udinese

SÉRIE B

AlbinoLeffe
Arezzo
Bari
Bologna
Brescia
Cesena
Crotone
Frosinone
Genoa
Juventus (-17)
Lecce
Mantova
Modena
Napoli
Pescara
Piacenza
Rimini
Spezia
Treviso
Triestina
Verona
Vicenza

LIGA DOS CAMPEÕES (FASE DE GRUPOS)

Internazionale e Roma

LIGA DOS CAMPEÕES (FASE PRELIMINAR)

Milan e Chievo Verona

COPA DA UEFA

Palermo, Livorno e Parma.

Perguntar não ofende


Voce torcedor, que vai ao estádio e acompanha futebol, gostaria que o Dunga fosse o técnico do seu time?

Acho que não.

Então por que colocá-lo na Seleção Brasileira? A resposta: não sei. E com Branco como coordenador! Nada contra o Dunga, gosto dele e gostava quando ele entrava em campo mas, sinceramente, acho um erro absurdo ele no comando da seleção.

Quero muito e, torço muito para que dê certo. Que com ele no comando, conquistemos o hexa e, se possível, o ouro olímpico. Mas, que tem tudo pra dar errado, ah isso tem. Paciência. Porque, se der errado, serão dias de agonia à espera de um milagre, que atende pelo nome de Felipão.

PERFIL

Nome: Carlos Caetano Bledorn Verri
Nascimento: 31/10/1963, em Ijuí (RS)
Clubes como jogador: Internacional (1983 - 1984), Corinthians (1984 - 1985), Santos (1986), Pisa-ITA (1987 - 1988), Vasco (1987), Fiorentina-ITA (1988 - 1992), Pescara-ITA (1992 - 1993), Stuttgart-ALE (1993 - 1995), Jubilo Iwata-JAP (1995 - 1998), Internacional (1999 - 2000)
Títulos como jogador: 2 Campeonatos Gaúchos (1983 e 1984), Campeonato Carioca (1987), 2 Copas Américas (1989 e 1997), Copa do Mundo (1994), Campeonato Japonês (1997)
Copas do Mundo pela seleção: 1990, 1994 e 1998

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Que o Lugano está de saída do São Paulo todos sabemos. Não sabemos qual o destino ainda e nem quando ele vai, isso depende de uma coisa, título da Libertadores. Se o São Paulo ganhar, ele fica até o Mundial, se não ganhar ele vai embora após o fim da competição.

E para o seu lugar, pasmem, o São Paulo quer Roque Jr. que, recentemente fez tratamento no Reffis do CT Tricolor.

Parece que voltar para o Brasil ainda não é a intenção do zagueiro, que está prestes a completar 30 anos. A intenção dele, que ainda tem contrato em vigor com o Bayer Leverkusen, é permanecer na Europa por pelo menos um ano. Veremos.

domingo, 23 de julho de 2006

Mundial

A FIFA divulgou hoje a tabela do Mundial de Clubes, que será disputado no Japão em dezembro.

No dia 11 de dezembro, o Auckland FC da Nova Zelândia, campeão da Oceania, enfrenta o América do México, campeão da Concacaf. O ganhador deste jogo enfrentará o Barcelona da Espanha, campeão europeu, na semifinal, no dia 14 de dezembro.

Do outro lado da chave não há nenhuma equipe definida ainda. No dia 10 de dezembro, o campeão africano e o campeão asiático fazem a partida inaugural do Mundial. O vencedor deste jogo enfrentará o campeão da Libertadores, no dia 13 em Tóquio.

No dia 15 de dezembro será disputada a decisão de quinto e sexto lugar. E no dia 17, as partidas entre terceiro e quarto e a grande decisão.

Dois times brasileiros ainda estão na disputa para irem ao Mundial. São Paulo, o atual campeão, e o Internacional. O São Paulo enfrenta o Chivas Guadalajara, com a primeira partida sendo realizada no México. E o Internacional enfrenta o Libertad do Paraguai. O time gaúcho joga a primeira fora de casa. Dos quatro semifinalistas da Libertadores, o único que não poderá disputar o Mundial é o Chivas. Isso porque ele é filiado da Concacaf, que já tem como o seu representante o América do México.

E, pelo segundo ano consecutivo a Libertadores pode ter uma final Brasileira. Ano passado, São Paulo e Atlético Paranaense fizeram a final e o São Paulo se sagrou campeão. Este ano, o São Paulo pode chegar de novo à decisão, só que o rival pode ser o Internacional.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Soy loco por ti, América!


O São Paulo está na semifinal da Libertadores. E foi como Rogério disse que seria, com muito sofrimento. Após ganhar por 1 x 0 no tempo normal, o Tricolor venceu por 4 x 3 nos pênaltis. Agora o São Paulo espera o vencedor de Vélez x Chivas, que jogam amanhã, em Buenos Aires. Se for o Vélez, o primeiro jogo, já na próxima quarta, será no Morumbi. Se for o Chivas, o primeiro jogo será em Guadalajara.

Como na música de Gilberto Gil, a torcida são-paulina mostrou mais uma vez que é obcecada pela Libertadores. Mais de 66 mil torcedores estavam presentes no Morumbi para ver o São Paulo jogar. Mas se assustaram. Isso porque o Estudiantes veio com uma proposta de jogo arrojada, marcando o São Paulo em seu campo de defesa. Com isso o time não tinha saída de bola e vivia dos chutões para frente dos seus três zagueiros.

No primeiro tempo, o São Paulo só teve duas chances de gol. A primeira com Ricardo Oliveira. Após tabela com Danilo, o atacante chutou por cima. A segunda chance foi com Leandro. Após falha da zaga argentina, Leandro chutou e o goleiro Herrera fez ótima defesa.

O gol só saiu nos acréscimos. Júnior cobrou falta pela esquerda, a bola chegou nos pés de Edcarlos. O zagueiro tricolor só teve o trabalho de botar pro fundo das redes.

No segundo tempo, as coisas mudaram um pouco de figura. O São Paulo partiu mais para cima, pressionou mais e teve mais chances. Rogério cobrou um falta que passou muito perto e Herrera fez boas defesas em chutes de Souza e Danilo.

Então o jogo foi para os pênaltis. Ricardo Oliveira marcou o primeiro. Calderón empatou para os argentinos. Rogério fez o segundo. Cominges empatou. Fabão fez o terceiro. Lugüercio empatou. Aí veio Danilo, que esteve irreconhecível no jogo, e perdeu, para o desespero da torcida Tricolor. Rogério, mais uma vez, fez a sua parte e defendeu o pênalti de Alayes, deixando tudo igual novamente. Júnior marcou o quarto e Carrusca chutou para fora a chance do empate argentino. Com isso, o São Paulo chega pela oitava vez na semifinal da Libertadores em onze participações. Mantendo o tabu de que, sempre quando passa da primeira fase, o time não é eliminado antes da semifinal.

terça-feira, 18 de julho de 2006




O São Paulo é o líder do campeonato Brasileiro mas, só pensa na Libertadores, desde que perdeu para o Estudiantes no primeiro jogo. Chegou a hora. Agora é a partida de volta das quartas-de-final da Libertadores.

Como foi derrotado no primeiro jogo por 1 x 0, o Tricolor terá que vencer a partida por 2 gols de diferença. 1 x 0 leva o jogo para os pênaltis e qualquer outra vitória do São Paulo, por diferença de um gol, o Estudiantes se classifica. O empate também favorece o time argentino.

O
time do São Paulo tem alguns problemas. Lugano e André Dias, expulsos no primeiro jogo, estão fora. Em seus lugares entram Alex e Edcarlos. Júnior é outro que pode desfalcar o Tricolor. O lateral vem sentindo dores no tornozelo e pode ficar de fora do jogo. Caso isso se confirme, a vaga deverá ficar entre Richarlyson ou Leandro.

A outra dúvida do técnico Muricy Ramalho é no ataque. Ele não sabe quem será titular ao lado de Ricardo Oliveira. Thiago, que foi muito mal nas duas últimas partidas, e Aloísio, são os candidatos a ficar com a vaga.

Pelo lado argentino, o técnico Diego Simeone, que fará sua estréia no jogo contra o São Paulo, garantiu que o Estudiantes irá atacar. O time, que não contará com o Verón, que não está inscrito na Libertadores, jogará pelo empate, ou por uma derrota desde que seja por um gol de diferença. Simeone, que é ex-capitão da seleção Argentina, promete atacar o ponto forte do São Paulo, as laterais. Para isso ele pretende colocar Galván nas costas de Júnior, ou quem estiver no seu lugar, e Sosa nas costas de Souza.

Mas a grande surpresa de hoje foi a bela matéria de do jornal argentino Olé. Realmente um achado. É o que chamamos de diferencial. O diário argentino descobriu um argentino infiltrado no Morumbi. E ele torce pelo Estudiantes, é claro. O nome dele é Daniel Tapia e ele é engenheiro agrônomo. E, como funcionário do São Paulo, ele cuida nada mais, nada menos do gramado do Morumbi. E ele diz na matéria que estará junto com um primo que mora na Argentina, e que chegará amanhã, no Morumbi, torcendo pelo Estudiantes. Sensacional! ele lembra daquela equipe tricampeã da Libertadores em 1968, 1969 e 1970. E que a sua avó morava em frente à sede do Estudiantes. Só me pergunto o porque de ninguém no Brasil ter descoberto isso.

O link da notícia, em espanhol, está aqui: http://www.ole.clarin.com/jsp/v4/pagina.jsp?pagId=1235632&fecha=20060718





domingo, 16 de julho de 2006

Clássico?




Só se for pela história e tradição dos times. Palmeiras e Corinthians fizeram uma verdadeira pelada hoje no Morumbi. Uma pena.

O começo do jogo deu a falsa impressão de que seria um bom jogo. O Corinthians foi para cima, pressionou. Em um chute de Carlos Alberto, Marcos bateu roupa e, na sequência, Rafael Moura caiu em cima do ombro do goleiro palmeirense. Por causa disso, Marcos teve que ser substituído.

"Pronto, perdemos o jogo", pensaram alguns palmeirenses. mas o Corinthians não se aproveitou da inexperiência do jovem Diego Cavalieri, pois pouco chegou ao gol palmeirense.

O jogo estava fraco. O Corinthians até tentava, mas depois da contusão de Nilmar, que insistiu para ficar em campo, as coisas ficaram piores.

Chance de gol mesmo só no fim do primeiro tempo. Rafael Moura soltou uma bomba e Diego Cavalieri fez boa defesa. Pouco depois, Gustavo Nery perdeu aquele que seria o gol da tranquilidade alvinegra, para sair do jejum de gols. E, para piorar, ele estava livre, na cara do gol palmeirense.

Pouco depois, o craque desequilibrou. Edmundo deu lindo passe para Paulo Baier. O lateral palmeirense, em posição legal, já que Marcus Vinicius dava condição de jogo, dominou e chutou na saída de Sílvio Luiz.


O segundo tempo foi tão ruim quanto o primeiro. Lances de emoção só no final do jogo e frutos do desespero corintiano, que proporcionou ao Palmeiras algumas chances de ouro que não foram aproveitadas.

O craque do jogo, para mim, foi o Edmundo. Não jogou muito mas, quando apareceu, fez das suas.

E o Corinthians não marca gol a 569 minutos. Ou seis jogos inteiros mais acréscimos. Ou 56 dias. Uma vergonha.

E o time só não é lanterna, por causa dos critérios de desempate mas, em números de pontos, está empatado com o Santa Cruz na lanterna.

Algumas declarações muito interessantes colhidas na Rádio Tupi AM, 1150 de São Paulo, neste final de semana.

Primeiro, Edgar Soares, vice do Corinthians, ontem, ao vivo, ao nosso bom repórter Luciano Luiz, que cobre o dia-a-dia do Corinthians: "O Kia Joorabchian tem que ver que a cidade de São Paulo, não é só os chiques restaurantes do Jardins, não é só o Café Photo. Ele administra o Corinthians e tem que agir como tal".

Depois, já fora do ar, quando perguntado por mim de como essa "nova" diretoria do Corinthians faria para tirar o Kia do comando, uma vez que isso já foi tentado por Nesi Curi sem sucesso, ele disse: "O Nesi foi iludido por um sujeito muito astuto chamado Renato Duprat. Ele, que já iludiu muitas pessoas aliás, convenceu o Nesi de que poderia tirar o Kia. Mas sem nenhuma base. Nós temos agora uma base para tirar não só o Kia, como a MSI também. A MSI não vem honrando com o contrato já há algum tempo. Contrato este que é leonino, lesa o clube em muitos apectos. Como a Cláusula de rescisão unilateral. Só a MSI pode rescindir o contrato com o Corinthians. Se o Corinthians quiser rescindir o contrato, tem que pagar U$$ 25 milhões. O problema é que quem administra o clube hoje não é corintiano. O Heraldo Panhoca é são-paulino, o Renato Duprat é santista e o Giuliano Bertolucci é palmeirense. E ainda tem o Kia, que é iraniano".

E a última declaração foi fruto do trabalho do também bom repórter Edson Rufino no vestiário palmeirense, na coletiva do técnico Tite. Ao ser informado da declaração do goleiro Marcos, que saiu machucado do jogo, de que depois de tantas contusões, ele já pensa em parar de jogar, Tite foi categórico: "Enquanto eu aqui estiver, ele está proibido de pensar nisso, eu não deixarei isso acontecer de jeito nenhum!".

sábado, 15 de julho de 2006

Jogos de hoje

Primeiro, desculpas pelos atrasos. É que tem um adversário difícil de derrotar, a gripe! Quando penso que venci, lá vem ela de novo e embola o meio-campo tudo outra vez.

Isto posto, vamos falar de Brasileirão.

Hoje dois jogos. No primeiro, o Botafogo mostrou um belo poder de reação, depois não ter mostrado nenhuma reação após ter tomado o gol da Ponte. Palmas para o Alvinegro, que venceu bem, deu uma respirada na classificação. Está em 14º, com 14 pontos.

No segundo, o São Paulo venceu e dormirá na liderança, porque Cruzeiro e Internacional podem ultrapassá-lo amanhã. Venceu mas não convenceu.

Abriu o placar logo cedo, com Ricardo Oliveira, seu quinto pelo São Paulo, e deu a impressão de que golearia o Figueirense. Ledo engano. A equipe catarinense mostrou porque faz boa campanha no Brasileirão, é sexto, com 18 pontos. Partiu para cima do São Paulo, que errava passes demais. Danilo esteve irreconhecível. Souza idem.

Com a ausência de Júnior, o time ficou sem criatividade.

No segundo tempo, o Figueirense, vendo que o São Paulo estava mal, atacou mais e empatou, com o zagueiro Thiago Prado.

Logo depois o Figueira teve uma boa oportunidade de virar o jogo, mas desperdiçou.

Muricy então mexeu no time. Colocou Leandro, mas este não botou fogo no jogo, como costuma fazer.

Muricy então tentou de novo. E promoveu a estréia de Ilsinho. Estréia discreta.

O São Paulo foi então para o abafa. Passou a pressionar o Figueirense, marcando no ataque, roubando bolas. Mas na hora do passe final.........

Leandro, após boa trama entre o ataque são-paulino, perdeu grande chance, já no fim.

Aos 47', após escanteio cobrado por Lúcio, André dias subiu e cabeceou para o gol da vitória.

A continuar deste jeito, jogando como jogou contra o Grêmio e o Figueirense, o jogo contra o Estudiantes tende a ser mais difícil do que muitos esperam!

domingo, 9 de julho de 2006

Il Trionfo di Berlino, Italia Campioni del Mondo




Não posso falar que o melhor venceu. Mas posso falar que o mais regular venceu. Venceu quem, na média, apresentou o melhor futebol. Ganhou o futebol onde, anular um adversário é tão belo quanto o nosso jogar bonito. Um futebol onde jogar como Gattuso, é jogar bonito. Ganhou um país aonde, as crianças querem ser zagueiros desde pequenos. Ganhou a Itália.

E como é o destino. 2000, final da Eurocopa da Holanda. Itália e França na decisão. Jogo empatado por 1 a 1 e prorrogação. Trezeguet sai do banco e decide o jogo, ele faz o gol na morte súbita que dá o título para a França. 2006, final da Copa da Alemanha. Itália e França na decisão. Jogo empatado em 1 a 1 e prorrogação. Trezeguet sai do banco e decide o jogo, perde o pênalti que dá o título para a Itália. Só para se manter o equilíbrio no mundo.

Vamos falar do jogo. A Itália foi melhor que todos os seus adversários na Copa. Mas o engraçado é que, justo na final, a Itália jogou menos que o seu adversário. A França foi melhor que a Itália na grande maioria do jogo. Logo no começo, com aquele gol do Zidane que, fez parar por alguns segundos os corações de muitos franceses, a França já demonstrava que estava ali para ganhar o jogo, pois veio para este jogo com uma disposição diferente, para decidir logo no começo.

A Itália sentiu o gol mas, ao seu modo, passou a controlar o jogo. Aos poucos foi cadenciando o jogo. Conseguindo escanteios e, em um desses escanteios Materazzi subiu muito e testou firme para empatar. E a jogadinha quase deu certo mais duas vezes, com o próprio Materazzi e com Luca Toni.

No segundo tempo, a França voltou melhor, com Henry dando as arrancadas típicas que ele dá. O que provocou um certo medo para a eficiente defesa italiana. Mas, a defesa italiana é muito, mas muito boa mesmo. Com Buffon e Cannavaro, é uma das melhores de todo o mundo. Mas esse é um capítulo a parte. A questão é que, a França continuou melhor e Zidane, já na prorrogação, obrigou Buffon a fazer uma ótima defesa.

Aí, aconteceu a cena mais intrigante dessa final, quiça da Copa. Materazzi fala com Zidane. Os dois discutem. Zidane se afasta e, espantosamente volta e desfere uma cabeçada no peito do zagueiro italiano. O último e intrigante ato de um dos melhores meias da sua geração. Assim, Zizou prejudicou demais a sua seleção, que ficou sem seu melhor jogador e batedor de pênaltis justamente para, a disputa de pênaltis.

Nos penais, deu Itália por 5 a 3 com Grosso, o predestinado, marcando o quinto e último gol, que deu o quarto título para a Itália, fazendo justiça ao time que marcou 12 gols e sofreu 2. Desses dois gols sofridos, um foi contra e outro foi de pênalti na final.
Ah, grosso, em italiano, é grande!

Pallone d'oro

Para mim, até hoje, o melhor da Copa era Andrea Pirlo. Joga, marca, arma, ataca, defende e faz gol. Até hoje. Porque a partida que o Fabio Cannavaro fez hoje foi sensacional. Não perdeu uma bola disputada, ganhou todas, até as bolas áereas. É um gigante do alto de seus 1.75m. Aliás, a FIFA bem que poderia fazer como a NBA, eleger o MVP da Copa e o MVP da final. Mas como ainda não é assim, Cannavaro foi o melhor da Copa. Il Pallone d'oro!

Squadra d'oro ou Prima Squadra, como queiram:

Continuando com as frases em italiano, em uma clara homeagem ao título italiano, vamos para a seleção da Copa.

Goleiro: Buffon. Tomou dois gols só na Copa. Um foi contra e o outro de pênalti na final. Além de salvar a Itália nos jogos contra a República Tcheca, Alemanha e hoje, contra a França.

Lateral-direito: Zambrotta. Uma excelente Copa e um golaço contra a Ucrânia.

Zagueiros: Thuram e o "Monstro" Cannavaro. Por coincidência, até aqui, a defesa é toda da Vecchia Signora, a Juventus da Itália.

Lateral-esquerdo: Lahm. O alemão caiu um pouco de produção na fase final, mas ficou na frente do Grosso. Aqui tenho que fazer uma menção honrosa ao Grosso. Sofreu o pênalti que deu a vitória nas oitavas. Fez um gol na semifinal e bateu o último pênalti na decisão. Grosso, o predestinado.

Meio-campo:

Frings. O volante alemão foi o limpador das bolas à frente da defesa alemã.

Pirlo. Para mim, foi o melhor da Copa até hoje. Joga, marca, lança, desarma, chuta, faz gol, faz tudo e tudo sempre com discrição e com muita qualidade.

Vieira. Um dos melhores volantes do mundo.

Zidane. Cresceu ao longo da Copa. Poderia ser o melhor da Copa mas, justo hoje, resolveu decidir o jogo de uma forma que não é favorável ao seu time e sim ao outro, foi expulso infantilmente.

Ataque:

Henry. Pelo que jogou hoje, merece estar na seleção da copa.

Klose. Não poderia faltar o artilheiro da Copa.

Técnico: Marcello Lippi. Único técnico campeão do mundo de clubes (Juventus 1996) e de seleções.


Depois coloco os piores da Copa.