domingo, 16 de julho de 2006

Clássico?




Só se for pela história e tradição dos times. Palmeiras e Corinthians fizeram uma verdadeira pelada hoje no Morumbi. Uma pena.

O começo do jogo deu a falsa impressão de que seria um bom jogo. O Corinthians foi para cima, pressionou. Em um chute de Carlos Alberto, Marcos bateu roupa e, na sequência, Rafael Moura caiu em cima do ombro do goleiro palmeirense. Por causa disso, Marcos teve que ser substituído.

"Pronto, perdemos o jogo", pensaram alguns palmeirenses. mas o Corinthians não se aproveitou da inexperiência do jovem Diego Cavalieri, pois pouco chegou ao gol palmeirense.

O jogo estava fraco. O Corinthians até tentava, mas depois da contusão de Nilmar, que insistiu para ficar em campo, as coisas ficaram piores.

Chance de gol mesmo só no fim do primeiro tempo. Rafael Moura soltou uma bomba e Diego Cavalieri fez boa defesa. Pouco depois, Gustavo Nery perdeu aquele que seria o gol da tranquilidade alvinegra, para sair do jejum de gols. E, para piorar, ele estava livre, na cara do gol palmeirense.

Pouco depois, o craque desequilibrou. Edmundo deu lindo passe para Paulo Baier. O lateral palmeirense, em posição legal, já que Marcus Vinicius dava condição de jogo, dominou e chutou na saída de Sílvio Luiz.


O segundo tempo foi tão ruim quanto o primeiro. Lances de emoção só no final do jogo e frutos do desespero corintiano, que proporcionou ao Palmeiras algumas chances de ouro que não foram aproveitadas.

O craque do jogo, para mim, foi o Edmundo. Não jogou muito mas, quando apareceu, fez das suas.

E o Corinthians não marca gol a 569 minutos. Ou seis jogos inteiros mais acréscimos. Ou 56 dias. Uma vergonha.

E o time só não é lanterna, por causa dos critérios de desempate mas, em números de pontos, está empatado com o Santa Cruz na lanterna.

Algumas declarações muito interessantes colhidas na Rádio Tupi AM, 1150 de São Paulo, neste final de semana.

Primeiro, Edgar Soares, vice do Corinthians, ontem, ao vivo, ao nosso bom repórter Luciano Luiz, que cobre o dia-a-dia do Corinthians: "O Kia Joorabchian tem que ver que a cidade de São Paulo, não é só os chiques restaurantes do Jardins, não é só o Café Photo. Ele administra o Corinthians e tem que agir como tal".

Depois, já fora do ar, quando perguntado por mim de como essa "nova" diretoria do Corinthians faria para tirar o Kia do comando, uma vez que isso já foi tentado por Nesi Curi sem sucesso, ele disse: "O Nesi foi iludido por um sujeito muito astuto chamado Renato Duprat. Ele, que já iludiu muitas pessoas aliás, convenceu o Nesi de que poderia tirar o Kia. Mas sem nenhuma base. Nós temos agora uma base para tirar não só o Kia, como a MSI também. A MSI não vem honrando com o contrato já há algum tempo. Contrato este que é leonino, lesa o clube em muitos apectos. Como a Cláusula de rescisão unilateral. Só a MSI pode rescindir o contrato com o Corinthians. Se o Corinthians quiser rescindir o contrato, tem que pagar U$$ 25 milhões. O problema é que quem administra o clube hoje não é corintiano. O Heraldo Panhoca é são-paulino, o Renato Duprat é santista e o Giuliano Bertolucci é palmeirense. E ainda tem o Kia, que é iraniano".

E a última declaração foi fruto do trabalho do também bom repórter Edson Rufino no vestiário palmeirense, na coletiva do técnico Tite. Ao ser informado da declaração do goleiro Marcos, que saiu machucado do jogo, de que depois de tantas contusões, ele já pensa em parar de jogar, Tite foi categórico: "Enquanto eu aqui estiver, ele está proibido de pensar nisso, eu não deixarei isso acontecer de jeito nenhum!".

3 comentários:

dmdois disse...

parabéns por esse texto
ainda tem o Heraldo, q ninguém fala nada

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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