terça-feira, 3 de junho de 2008

O perigo chamado Sport

O Corinthians é favorito ao título da Copa do Brasil, por inúmeras razões, mas também por uma só: Mano Menezes.

O que ele fez com esse time não é brincadeira. E não é só uma defesa bem postada, é o time todo, é a bola parada, muito forte.

O Corinthians é favorito por tradição, pelo que está jogando e por sua história na Copa do Brasil (chegou em três finais, venceu duas - ambas com o segundo jogo fora de casa - e perdeu uma).

Mas o Sport também vem muito forte, com um ótimo conjunto, bons jogadores.

Para falar mais sobre o Sport, o Craque de Blog abre espaço para José Neves Cabral, jornalista pernambucano dos bons, que entende muito do que acontece no futebol de lá. Aproveitem!

Pelo que vem demonstrando, e acho que vocês aí no Sul já perceberam, o time do Sport chega à decisão com um espírito de quem está determinado (ou predestinado?) a ganhar o título, tantos foram os obstáculos que superou até se classificar à final.

Não é fácil chegar em Sáo Paulo e arrancar um empate do Palmeiras e depois goleá-lo na Ilha. Como não é fácil perder de pouco em Porto Alegre (1x0) e fazer 3x1 no Recife com um gol de falta de um zagueiro que, até então, nunca havia acertado. E o time já estava com um a menos devido à expulsão de Luciano Henrique. Coisa do destino ou de quem está predestinado. E o pior ou o melhor: o Sport eliminou o Inter na Ilha sem Romerito, seu principal jogador neste primeiro semestre.

Mas por que o tecnicamente limitado Romerito tornou-se ídolo do Sport? É simples: há uma mística na Ilha do Retiro de que às vezes o time vence sem demonstrar muita raça e é vaiado, mas, às vezes, perde e é aplaudido.

Romerito encarnou muito bem essa mística. Ele é competitivo e ao mesmo tempo solidário, assim como Dutra, Sandro Goiano, Durval, Carlinhos Bala, Igor. O espírito de competição e solidariedade tomou conta do Sport.. Somemos a isso um maciço apoio da torcida que enche o estádio. O goleiro Marcos chegou a comparar a Ilha do Retiro ao estádio de La Bombonera, não por acaso.

Os pontos fracos existem, claro. O lateral-direito Luizinho Neto dá evidentes sinais de que já não consegue competir em alto nível, embora seja utilíssimo nas bolas paradas. O ataque do Sport é claudicante, pois Leandro Machado ainda não encontrou a forma ideal, mesmo 'beliscando" vez por outra. E o técnico Nelsinho Baptista tem poucas opções para mudar o quadro, pois tem no banco para o ataque apenas Enilton e Roger, ambos abaixo do nível de Leandro.

Mas o ponto forte do Sport é mesmo o conjunto, que tem como base uma defesa sólida com Durval e Igor formando dupla há mais de um ano e um goleiro que vem superando todas as expectativas. Magrão é hoje um dos grandes ídolos do clube, depois de ter vencido a desconfiança da torcida, desconfiança que o fez ficar na corda bamba por um bom tempo na Ilha. Hoje ele é inquestionável.

Outro ponto forte do time e isso vem fazendo a diferença é a experiência de jogadores como Dutra, Durval e Sandro Goiano, o terceiro de tantas batalhas vencidas pelo Grêmio e que hoje empresta seu profissionalismo ao Leão. É isso aí.

Não dá pra dizer que o Sport vai ser campeão de véspera. Afinal, o Corinthians é o Corinthians e jamais será pequeno, nem se descer à Terceira Divisão.

Mas é possível enxergar a disposição para a batalha em cada um dos jogadores.

Quanto ao caso Romerito, tenho ouvido poucas declarações da diretoria do Sport. Em todas, fica claro que o clube fez o que estava a seu alcance.

Um comentário:

carlos pizzatto disse...

Mano é o cara!