quinta-feira, 14 de junho de 2007

I'm so happy, 'cause today i've found my friends

Riquelme está partindo. E é inegável que ele não quer voltar para a Europa. Ele se sente muito melhor na Argentina. Mais precisamente, na Bombonera.

Román, como ele é chamado pelos xeneizes, está prestes a levantar a sua terceira Copa Libertadores. Sempre sendo decisivo. Em 2000, talvez o ano em que ele menos foi decisivo. Mas ele compensou na final do Mundial contra o Real Madrid. Dois contra-ataques, dois passes geniais. Dois gols, era o título do Boca.

Em 2001, após se livrar de uma derrota para o Palmeiras em plena Bombonera, o Boca veio ao Parque Antárctica e, pelo segundo ano seguido, frustou os palmeirenses do título. Com uma atuação inesquecível, Riquelme será sempre lembrado por todos que assistiram aquele jogo, especialmente o Argel.

Vendido ao Barcelona, teve poucas oportunidades em uma época na qual o time catalão vivia uma fase sombria.

Saiu para um time menor. Todos apostavam que seria o fim. Se enganaram. Capitaneou o Submarino Amarelo do Villareal e, com a chegada de outros sul-americanos, conseguiu a façanha de levar a pequena equipe até a semifinal da Liga dos Campeões.

Porém, o momento que tinha tudo para ser o auge, se transformou no prato feito de seus eternos críticos. Com o Villareal precisando só de 1 gol para se classificar, Riquelme, muito bem marcado pelo Arsenal, não fez uma boa partida. E, de quebra, perdeu um pênalti no fim do jogo. O placar em branco classificou os ingleses.

Mas era ano de Copa. A sua primeira Copa. E Riquelme foi o verdadeiro maestro daquela Argentina que, depois do jogo contra a então Sérvia e Montenegro, foi cotada como grande favorita ao título.

No jogo das quartas-de-final, contra a Alemanha, comandava a vitória hermana até sair, estafado pela temporada extenuante à frente do Villareal. Quando saiu, a Argentina vencia por 1 x 0. Com o empate, não pôde fazer mais nada a não ser torcer por seus companheiros. Após a eliminação, foi crucificado novamente. E, desta vez, não deixou as críticas passarem em branco. Em uma atitude surpreendente abandonou, aos 28 anos, sua seleção. O motivo: não queria que sua mãe sofresse com as críticas a seu futebol, a seu jeito de ser.

Após um começo de temporada instável no Villareal, pediu para voltar ao Boca. O empréstimo de seis meses custou aos xeneizes U$$ 2 milhões. Era o fim, diziam os críticos de sempre. Um começo irregular no Boca os avalizava. Afinal, o time estava prestes a ser eliminado na primeira fase da Libertadores.

Após o 7 x 0 sobre o Bolívar, tudo voltou ao normal. Riquelme e, consequentemente, o Boca cresceram.

A prova final de que Riquelme não está morto aconteceu ontem. Talvez o jogo contra o Grêmio tenha sido o pior do time no mata-mata dessa Libertadores. Até na derrota para o Cúcuta, o time jogou um futebol mais vistoso.

O time foi consistente, teve volume de jogo e fez o que dele se esperava, que decidisse o título em casa. Decidiu. Graças a Riquelme, o cara que prefere ter o conforto de seus amigos e familiares em detrimento a qualquer outra coisa.

Por isso um trecho da música Lithium, do Nirvana, como título.

2 comentários:

Ruben Dantas disse...

Talvez agora,depois do título, o Mundial de clubes sirva de motivo para ele ficar no Boca.

Anônimo disse...

hola,

bon saber que usted brazucas, saben y reconehcen nuestra superioridad.
la verdad en copa america nuestra selección va la provar la gran superioridad sobre medilcre selección de brazil.
acá nosotro perguntamos: ? O que selección de brazil va fazer en Copa america con esa selección medilcre y decadiente.

la verdad es que sera mucho bon ver nuestra selección(Argentinos) humilhar su selección(brasileños).

Usted van ver una verdadeira selección e van sin aplaudir y idolatrar nuestra selección afinale, su selección no tien o que si orgulhar.

muchas gracias,
esteban
Cordoba