domingo, 13 de abril de 2008

Sem tirar o foco do mais importante: o jogo


A foto acima, de Sérgio Neves, da Agência Estado, mostra claramente com que parte do corpo Adriano fez seu primeiro gol no Morumbi nesta tarde. Mostra também que, não há como a bola ter batido na mão dele, como alegou Paulo Cesar de Oliveira no fim do jogo. Todos sabem que, quando um jogador vai para um lance desses disposta a cabecear rente ao chão, o popular "peixinho", o jogador se projeta para a frente com os braços para trás, até para ter mais impulsão. Não foi o que aconteceu com Adriano. Ele estava pronto para cabecear a bola e marcar, quando percebeu que não chegaria na bola. Por isso esticou o braço. Por isso marcou.

Isto posto, vamos falar do jogo em si. De como Muricy, mais uma vez, conseguiu armar um time extremamente competitivo e vencer um Palmeiras com ótimo poder ofensivo. E depois voltaremos a falar do juiz.

O jogo começou com uma (ótima) novidade: Alex Silva entre os titulares. Sua volta foi importante para o desempenho do São Paulo no jogo. Todo mundo do Palmeiras que poderia criar perigo era marcado de perto por alguém do São Paulo. A marcação implacável, que começava desde o ataque, era a seguinte: Joílson e Jorge Wagner bloqueavam Leandro e Élder Granja; Valdívia era seguido por Zé Luís; Diego Souza tinha Richarlyson como marcador; Alex Mineiro e Kleber eram marcados por Miranda e Alex Silva e Léo Lima, quando avançava, era marcado por Hernanes. Esse foi o bloqueio do São Paulo.

Com isso o Palmeiras não conseguia penetrar na defesa do São Paulo. A falta de criatividade e, principalmente, de mobilidade fez com que o Palmeiras não conseguisse criar. Tirando a bola na trave de Alex Mineiro pouco depois do gol de Adriano e um chute de Pierre defendido por Rogério, o time teve a posse de bola mas não sabia o que fazer com ela.

O São Paulo, antes do gol, já havia levado perigo com Rogério Ceni. Jorge "bola parada" Wagner colocou a bola mais uma vez para Adriano marcar. Sua décima assistência no ano. E contando.

O Palmeiras tinha a posse de bola, mas era o São Paulo quem controlava as ações, forçando o Palmeiras a fazer o que ele, São Paulo, queria.

Dagoberto teve a chance de ampliar e Rogério bateu mais uma falta que assustou os palmeirenses.

No segundo tempo, logo no começo, Gustavo entregou a bola nos pés de Jorge Wagner que, de primeira, lançou Adriano. O Imperador avançou, protegeu-se de Pierre e tocou por cima de Marcos. Décimo-primeiro gol do atacante no paulista.

Bateu o desespero em Luxemburgo. Ele tirou Pierre, Kléber e Élder Granja. Não todos ao mesmo tempo, mas em questão de minutos. Entraram Martinez, Denílson e Lenny, respectivamente. Com Denílson e Lenny, Luxemburgo obviamente pretendia uma única coisa: anular a "sobra" do São Paulo.

Enquanto isso, o cansaço começava a bater no São Paulo. Assim o time recuou ainda mais, permitindo os constantes ataques palmeirenses. Mesmo assim, desperdiçou alguns contra-ataques preciosos para marcar o terceiro e matar o jogo.

Lenny era o único que levava perigo. Por isso Muricy mudou o sistema. O que era 3-5-2 se transformou em 4-4-2, com André Dias aberto pela direita marcando Denílson, Alex Silva e Miranda se revezando para marcar Alex Mineiro e Richarlyson na esquerda marcando Lenny.

Mesmo com essa preocupação toda, Lenny invadiu a área e foi derrubado. Alex Mineiro cobrou e marcou o gol que dá vida ao Palmeiras no próximo domingo, no Palestra. Sem esse gol os palmeirenses já podiam procura outra coisa para fazer no domingo que vem.

As mancadas de Paulo Cesar

O cartão para Richarlyson com 3 minutos de jogo. O lance - uma leve puxada na camisa de valdívia - não era para cartão amarelo.

O gol de Adriano. Não adianta falar que foi bola na mão. Não foi. Falta e cartão para Adriano.

Anarelo para Valdívia. O lance não era para cartão. Mas, se ele deu, é porque enxergou na jogada agressão do chileno. Ou seja, se foi agressão, era para vermelho.

Pixotada de André Dias e falta de Hernanes. Não foi nada. Kléber - que está com ódio mortal do São Paulo, o qual ele acha que não lhe deu o devido valor - foi desarmado lealmente por Hernanes.

Vermelho para Pierre. Certamente. Adriano sofreu falta, Paulo Cesar deu a vantagem. A bola sobrou para Dagoberto que foi levantado por Pierre. O palmeirense já tinha cartão e o falta era para amarelo.

Segundo gol de Adriano. Normal. Pierre, bem mais franzino, tentou tomar a bola de Adriano sem falta porque já tinha amarelo. Não conseguiu.

Pênalti em Lenny. Disctutível. Que existe o choque, é inegável. Alex Silva toca Lenny. reparem que o verbo é tocar, não bater. Foi um toque, não muito sutil mas, mesmo assim, um toque. A cena que vem depois de Lenny se jogando é patética.

Ou seja, no resumo, a arbitragem foi prejudicial para os dois times. E aí venceu o jogo quem estava mais preparado no jogo. Muricy preparou o São Paulo melhor.

6 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pela análise, Thiago!
Uma das melhores que eu li até agora.

Abs,
Marcos Silveira

Vinicius disse...

E ai Thiago...
seguinte.. quando um jogador pula na bola ele projeta o braço pra frente e na hora de cair dependendo do impulso o braço é levado pra trás...

Na minha opinião o gol não foi válido.. mas achoq ue o adriano não teve intenção de empurrar a bola coma mão não...

andernee disse...

excelente análise, igual sempre.
o que mais gostei tbém foi o comprometimento do time todo, a dedicação durante os noventa minutos, mesmo com o cansaço (compreensível) no final do jogo.
fomos superiores (de novo) em todos os aspectos.
mas a garra e a vontade de ganhar foram essenciais.
esse time vai ser forte, eu tbém acredito nisso!

Thiago Dacal disse...

É xará, eu até agora não conseguia externar uma opinião sobre a intenção ou não do Adriano colocar a mão na bola para fazer o gol. Até que vi um vídeo no youtube.
Acesse meu blog, o link está lá.
Abraço.

Thiago Dacal
http://futebloguiando.blogspot.com/

Anônimo disse...

Parabens Thiago;

Tô sempre acompanhando vc pelo spnet !

Anônimo disse...

Hola.
Perdón por mi indescrición y pesimo portuñol, más nuestra perguntita es : ? Cuál la razión que brasileño Guga no si retiro del Tenis.
Para nosotros brazuca Guga es pasado y una gran ilusión.
Señor Guga es un gran fracazado.
la verdad es que brasieños no tien tradición y habilidad para jogaren Tenis.
tenis de verdad es acá onde nosotros somos los mejores del mundo.

Brazuca Guga es un fracazo y Iusión .

Señor Gura deberia hacer un favores para su propia persona: APOZENTAR.
La verdad ja va tarde demás.
saludo
esteban crustille
cordoba