terça-feira, 14 de novembro de 2006

1º Match Point

Tenho que admitir: o São Paulo, e principalmente Muricy Ramalho, me surpreendem a cada dia que passa.

Não achava que o time voltaria de Goiânia com uma vitória. E, olhem só, não foi só mais uma vitória, foi uma vitória incontestável. Tirando alguns chutes de fora-da-área no primeiro tempo (reparem: fora-da-área/alguns/primeiro tempo), o São Paulo não foi ameaçado. E estamos falando do Goiás, um time que tem dois ótimos laterais e que joga em velocidade para cima das defesas adversárias. Não se ouviu falar em Jadílson ou no Vítor.

Muricy surpreendeu e deixou Danilo no banco, colocando em seu lugar André Dias. Muricy evoluiu muito da derrota do São Paulo na Recopa para cá. Tem dado ao time mais a sua cara e, melhor, tem feito o time jogar de acordo com o que o adversário apresenta. E mesmo a maior crítica que se faz a ele, de que ele demora para mexer, vem caindo por terra, porque ele simplismente não está demorando tanto para mexer e porque está mexendo certo. Contra o Figueirense, o adversário chegava sempre pela direita, no intervalo ele tirou Mineiro machucado e colocou André Dias como terceiro zagueiro. O Figueirense não atacou mais por ali. Contra o Botafogo, Lenílson não ia bem, estava claro que o time sentia a falta de Danilo, ou de alguém que caísse pela esquerda. No intevalo ele voltou de novo com André e Júnior teve a toda a liberdade por ali.

No próximo domingo o time terá o primeiro de seus três match points para ser campeão. 53 mil ingressos já vendidos e/ou trocados. Expectativa de lotação máxima. E, para ajudar, o Atlético Paranaense vem com o time reserva por causa da semifinal da SulAmericana.

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Na Europa, eu poderia destacar vários gols ou jogos, tais como o fator Ronaldinho Gaúcho, decisivo para a vitória do Barcelona, a fratura no pé do Messi, que assim desfalcará o time no Mundial, a constatação de que o Benfica é a maior associação do mundo (com um pouco mais de 160 mil sócios). Poderia falar dos 4 gols do Ruud Van Nistelrooy e o seu pedido de desculpas para o goleiro do Osasuna (com quem o atacante trocou camisas ao fim do jogo). Com certeza eu falaria das goleadas de Chelsea e Arsenal no inglês e a liderança do Manchester. Mas falarei de um gol. O gol do Sérvio Marko Pantelic, do Hertha Berlim, no empate por 3 x 3 entre Hertha e Bochum pelo campeonato Alemão. Um golaço!

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Neste fim de semana assisti um ótimo filme: O maior jogo da história. Conta como o americano Francis Ouimet, um jogador amador de golfe, ganhou o U.S. Open em 1913 aos 20, derrotando o maior jogador da história até então e seu ídolo, Harry Vardon. Assistam, vale a pena.

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